segunda-feira, 29 de junho de 2009

CARTA-MANIFESTO

Aroldo Pedrosa e a banda Equinócio no show A Tropicália no Largo dos Inocentes

CARTA ABERTA AO SESC AMAPÁ

NAVEGANDO NA VANGUARDA Com Glauber Caetano foi concebido para ser realizado na terceira terça-feira (21) de julho de 2009, no projeto BOTEQUIM do SESC AMAPÁ, nas férias do meio do ano, exatamente quando o protagonista/inspirador deste projeto infantil de cultura e meio ambiente amazônicos, Glauber Caetano, completa o seu primeiro aninho de vida.

Trata-se de um show especial de Música Popular Brasileira, tendo como intérpretes os nomes consagrados da música amapaense-amazônica e outros que começam a despontar cantando e compondo no umbigo do mundo. As canções criteriosamente selecionadas nos discos Saltimbancos (Chico Buarque/ Sérgio Bardotti/ Enriquez Bacalov), Arca de Noé I e II (Vinicius de Moraes/Toquinho), Casa de brinquedos (Toquinho), O Sítio do pica-pau amarelo (Gilberto Gil e outros), Pirlimpimpim (Moraes Moreira, Baby Consuelo e outros) e Bicho (Caetano Veloso), que são verdadeiras obras-primas do nosso cancioneiro popular infantil e prova incontestável de que as crianças, sobretudo do Amapá, podem viver esse Universo mágico, adquirindo o saudável hábito de ouvir música popular de qualidade produzida entre os trópicos (se houver naturalmente alguém disposto a oferecer a elas essas canções). Pois nós, do NAVEGANDO NA VANGUARDA, nos disponibilizamos, mas sabemos da impossibilidade de fazer isso sozinhos. Por isso viemos buscar essa parceria com o SESC AMAPÁ, que tem também projetos voltados para o sócio-cultural.

Com horário previsto para iniciar às 18h, no SESC Centro, com a exibição do DVD Arnaldo Antunes para crianças (haverá sorteio de alguns exemplares do DVD), faremos o lançamento oficial da edição n° 1 da revista Vanguarda Marketinguma odisséia na floresta, que trará reportagem de destaque sobre o projeto infantil de cultura e meio ambiente amazônicos. A nossa página na internet – www.navegandonavanguarda.blogspot.com –, onde estamos postando anúncios e reportagens, será projetada num telão durante o evento, lançando mais este veículo de comunicação com o padrão Vanguarda de qualidade.

Tem muita música ruim ou de pouquíssima qualidade massificada nos meios de comunicação, especialmente no rádio e na TV. E tudo em função da comercialização desses produtos ruins e terrivelmente descartáveis. A música produzida sem nenhum critério tem menor custo e, por ser mais simples, mais fácil de ser popularizada e, portanto, de se vender. Infelizmente esse é o lamentável mercado que tem dominado o Brasil. “E danem-se as nossas crianças!”, diriam os (ir)responsáveis por essa DROGA DE MÚSICA ou TAMANHA POUCA VERGONHA. Qual a contribuição, por exemplo, que as músicas A minha piriquita e Créu – tocadas exaustivamente no rádio e em alguns programas de TV – podem dar para a formação do seu filho? Nenhuma... ou muito pelo contrário até!

Recentemente vimos pela televisão, através dos telejornais, cena repugnante e inconcebível, cuja vítima era a criança brasileira: um pai-bandido – naturalmente vítima também desse Brasil do descaso – ensinando à própria filha, de três anos, atos absurdos de violência. Ele com uma arma de brinquedo aplicando coronhadas numa bonequinha e pedindo à filha inocente que repetisse “a lição”. Imagens cruéis e sorumbáticas do Brasil da Bossa Nova e da Tropicália transmitidas inclusive para o mundo todo. “O país da delicadeza perdida”, como denuncia o título de um documentário com o compositor Chico Buarque de Holanda.

Diante desse cenário lamentável de declínio da raça humana, nós, formadores de opinião, que lidamos com a arte e o lúdico, precisamos fazer depressa alguma coisa prática e não ficar apenas reclamando o leite derramado ou discutindo cenas irreparáveis como esta a nos saltar os olhos. Só a Cultura associada à Educação, pode, necessariamente, reparar quadro tão caótico e obtuso. Com fé em Deus e pé na tábua da MPB e do projeto que ora apresentamos aqui, vamos mudar isso. Principalmente se você se juntar a nós, pois como deixou escrito na canção Imagine o genial e inesquecível John Lennon: Você pode afirmar que sou um sonhador/ Mas não sou o único/ Quem sabe um dia você se junte a nós/ E aí o mundo será um só...

Venha, que o mundo será um barato!

NAVEGANDO NA VANGUARDA
Com Glauber Caetano

Chegamos, filho.
É aqui. Prepare-se.
Aqui você vai descobrir o vale encantado.
Vai chegar na caverna misteriosa
e vai conhecer o estranho laboratório do cientista louco.
E eu queria lhe dizer uma coisa. Não esqueça, filho,
que uma rosa não é uma rosa. Uma rosa é o amanhã,
uma mulher, um canto de amor.
Uma rosa é uma invenção sua.
O mundo é uma invenção sua.
Você lhe dá sentido. Você o faz bonito. Você o cobre de cores.
Um brinquedo, o que é um brinquedo?
Duas ou três partes de plástico, de lata...
Uma matéria fria, sem alegria, sem História...
Mas não é isso, não é, filho?
Porque você lhe dá vida.
Você faz ele voar, viajar...
Vamos, filho.
Sabe que lugar é esse?
É um lugar de sonhos.
Uma casa de brinquedos.
Vamos entrar.

Fernando Faro

MAIS SOBRE A ESTRELA


NAVEGANDO NA VANGUARDA recomenda: RIQUEZAS SÃO DIFERENÇAS, artigo assinado por Arnaldo Antunes, sobre o fenômeno Michael Jackson. Leia em A Coisa Pública, do vanguardista papa-xibé Ronaldo Rodrigues. Acesse em OUTRAS VANGUARDAS.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O REI DO POP ESTÁ MORTO


Era pouco mais de 18h30 e eu estava atualizando a minha página na internet quando vi a notícia. A princípio, pelas excentricidades que sempre envolveram a vida do Rei do Pop, não acreditei muito. Mas, mesmo assim, postei imediatamente a matéria que está aí embaixo. De repente, na televisão, a vinheta do plantão do Jornal Nacional. Era a Fátima Bernardes dizendo que as notícias estavam desencontradas e não confirmava a morte de Michael Jackson. Quase volto ao computador para deletar o texto postado minutos antes. Evidente que torcia – como milhões de fãs do mega-astro americano – que não fosse verdade o que acabava de ler e que, num piscar de olhos, se espalhava por todo o mundo.
Somente 30 minutos de exibição do telejornal que veio a confirmação da notícia: “Está realmente morto o Rei do Pop”, dizia, em tom melancólico, a correspondente do Jornal Nacional diretamente dos Estados Unidos.
Hoje de manhã acordei cedo para assistir ao Bom Dia Brasil e só deu Michael Jackson – o noticiário quase todo falando da morte e a repercussão no mundo. Toda a história dele reprisada, dos Jackson Five – onde ele iniciou a carreira ainda criança – à primeira imagem do corpo do artista morto envolto por lençol branco numa maca subindo na ambulância filmada à distância de helicóptero. Entre as imagens paradoxais da vida e da morte de Michael Jackson há uma que muito me comove: USA for AFRICA – o famoso clip que reuniu os maiores nomes da música Pop mundial no combate à desgraça da fome que atinge milhões de seres humanos no continente africano. Michael Jackson, o principal compositor da canção e o cara que teve a genial idéia de juntar aqueles artistas todos por causa tão justa e tão nobre em favor da humanidade. Isso – lá pelos anos 80 – me bastou para me tornar fã incondicional de Jackson. As imagens e a sonoridade do clip ficam para sempre indeléveis em minhas retinas e, sobretudo, no meu coração.
Agora sim, findado o desenho, é que vamos ver a grandeza humana do artista emergir por todos os poros e cantos do planeta azul. Infelizmente – diria um ET de passagem pela Terra – “homens são assim”.
No disco comemorativo aos 25 anos do tropicalismo – Tropicália 2 – lançado em 1993, no encarte do álbum Caetano Veloso e Gilberto Gil escrevem o seguinte sobre o mega-astro: “Tudo em Michael Jackson é feito de matéria pop: sua grande música, sua grande dança, sua vida mínima. Em nossos dias ele tem a mesma carga de popismo de Marilyn ou Elvis ou Elizabeth Taylor. Perto dele, Madonna parece uma mera teórica”. Os líderes tropicalistas, na época, comemoravam também 50 anos – a idade em que morre Michael Jackson.
Em Billie Jean, gravada magistralmente em ritmo de bossa por Caetano Veloso, a letra remete a um trecho curioso da canção Nega Maluca, dos compositores Edwaldo Ruy e Fernando Lobo, e que Caetano, pela descoberta e identificação, também gravou: “Tava jogando sinuca/ Uma nega maluca me apareceu/ Vinha com o filho no colo/ Dizendo pro povo que o filho era meu”. Será que não é por isso que Michael Jackson, em sua vinda ao Brasil, preferiu a favela do Rio e o pelourinho de Salvador com os tambores do bloco Olodum?
Michael, findaste por aqui o teu desenho! Mas ontem mesmo vi uma nova estrela se abrir na lona azul do céu. Uma estrela exuberante e cintilante, celeste e celestial...


quinta-feira, 25 de junho de 2009

MORRE MICHAEL JACKSON AOS 50 ANOS


O cantor e compositor Michael Jackson, 50, morreu na tarde desta quinta-feira (25), após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, em Los Angeles. Segundo o jornal "Los Angeles Times", os médicos do hospital da Universidade da Califórnia confirmaram a morte do cantor, que teria chegado ao local em coma profundo. De acordo com o jornal, Jackson não estava respirando quando os paramédicos chegaram a sua residência, em Holmby Hills, por volta das 12h20 (horário local). Michael recebeu uma massagem cardiopulmonar ainda na ambulância e seguiu direto ao hospital da Universidade da Califórnia, que fica a dois minutos da casa do cantor.

1.000 ACESSOS


OBRIGADO, ARGONAUTA, PELO QUARTO DÍGITO!

ENQUANTO ISSO NO PLANALTO CENTRAL...


A VOZ QUE EMANA DO MEIO DO MUNDO

LEITOR DE VANGUARDA


MARCOS QUINAM – compositor e escritor goiano

CULTURA & ENTRETENIMENTO

AGENDACULTRosa Rente

E vamos ao que há de melhor para este fim de semana. Diversão e arte/ Para qualquer parte...

SINTONIA MIX – Programação de arte de vanguarda para a geração shopping center – cultura neles! – que acontece nesta sexta-feira (26), exatamente no 3º piso do Shopping Macapá. O projeto celebra o aniversário do produtor cultural Christian Tell com a seguinte programação:

19h – Abertura: Instrumental de Saxofone – Marinaldo Martel – e Intervenções Poéticas, com a bonita aqui.

19h40 – Artista Convidada: Sandra Lima – cantora e compositora –, Intervenções Poéticas e Performance.

20h30 – Atração Principal: Christian Tell & Banda – show de MPB e POP.

Sala de entretenimento e Exposição Fotográfica – fotógrafo Paulo Gil.

É lá no Shopping, porque a vida é amiga da arte!

ANDREA RVILOVA – A compositora/cantora equatoriana, que está de visita a Macapá, faz nesta sexta-feira, no Espaço Aberto do Coletivo Palafita (Rodovia JK), o terceiro show – ela se apresentou sábado passado no Teatro das Bacabeiras, deu canja na inauguração do Espaço Sebo (Unifap) e, na terça-feira (23) passada, fez o projeto Botequim cantando muita bossa do Tom Jobim e pelo menos uma obra-prima - “Amor puro” - do Djavan. Jazz (ela faz alguns instrumentos de sopro só com a boca) e bossa nova, são os principais ingredientes da música dessa moça do lugar onde também passa a linha imaginária que divide o mundo. Torno a repetir, meu amor: programa imperdível!

SOM BRASIL – E para quem não vai sair de casa nesta sexta, tem na Rede Globo, logo após o Programa do Jô, o Som Brasil do João Bosco. É a nova geração de artistas da MPB cantando a obra do genial compositor de “Incompatibilidade de Gênios”. Aliás, obra-prima gravada por Caetano (já ouviu?) no novo CD zii e zie. E o João é o João e sempre vale a pena ficar em casa pra assistir a fera. A gente só sai de casa depois que subir a ficha técnica do musical. Tchau!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

SARNEY, ACUADO, ADOTA "LEI CAPIBERIBE"


"Calma, companheiros, aí está na web a prestação dos gastos da verba indenizatória!"

Em meio às denúncias que assolam o Senado e colocam a instituição em uma de suas mais graves crises, a Casa começou a divulgar na internet o detalhamento dos gastos dos senadores com a chamada verba indenizatória, hoje de R$ 15 mil mensais. A verba indenizatória é utilizada para reembolsar despesas como aluguel de escritório nos Estados, locomoção, alimentação e divulgação da atividade parlamentar.
A prestação de contas da verba indenizatória começou a ser feita no Senado em 2008, mas apenas na segunda-feira a Casa passou a disponibilizar em seu site na internet (www.senado.gov.br) o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas prestadoras dos serviços utilizados pelos senadores. Ainda assim, o detalhamento dos gastos está sendo feito apenas a partir do mês de abril deste ano.
Entre os gastos estão os de R$ 3.240 feitos em um único mês, abril, pelo senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) no restaurante Boka Loka, no Paranoá, periferia de Brasília. São despesas divididas em quatro documentos, nos valores de R$ 680, R$ 760, e duas vezes de R$ 900. No mês seguinte, maio, foram consumidos lá R$ 1.590, distribuídos em duas notas, uma de R$ 730 e outra de R$ 860.
A assessoria de imprensa do parlamentar explicou que o local é utilizado para refeições de várias pessoas da equipe de assessoria do senador e que o próprio Collor já almoçou lá. "Qual é o problema? Só posso comer no Piantella?", reagiu o senador, segundo sua assessoria. Piantella é um tradicional restaurante da capital federal, ponto de encontro de políticos e autoridades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FNO COM NOVAS REGRAS AJUDARÁ AMAZÔNIA

Janete Capiberibe conversa com a atriz global Christiane Torloni

A deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) entregou aos artistas Christiane Torloni e Victor Fasano cópias do projeto de lei 5.202/2009, que propõe diretrizes para investimentos dos recursos do Fundo Constitucional da Região Norte (FNO) e exemplares do livro “Desenvolvimento Sustentável no Amapá: Uma visão crítica”. A socialista quer que os atores ajudem a divulgar a proposta.
Pelo projeto, metade dos recursos do FNO serão aplicados, preferencialmente, na modernização tecnológica e gerencial das atividades financiadas com recursos do Fundo desde a sua criação. A outra metade obrigatoriamente, deverá financiar atividades econômicas de desenvolvimento sustentável e das cadeias produtivas ligadas a biodiversidade amazônica e sistemas agroflorestais, além da recuperação de áreas degradadas, serviços ambientais e turísticos e a indústria da reciclagem, assegurando a recuperação dos biomas.
A proposta foi citada por Adriana Ramos, do Instituto Sócioambiental-ISA, como uma ação positiva do parlamento brasileiro para o desenvolvimento da Amazônia com sustentabilidade ambiental e justiça social. O financiamento de atividades econômicas com recursos públicos, sem regras claras, contribui para a agressão à floresta. Em 2008, o FNO financiou R$ 1 bilhão e 200 milhões na Amazônia.

terça-feira, 23 de junho de 2009

BOLETIM DO MANDATO


Registramos o recebimento do Boletim do mandato da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), do mês de junho/2009. E os principais assuntos são:

Transparência nas contas agora é Lei Capiberibe

Juiz da 2ª Vara inocenta ex-governador

Marinha recupera barcos com emenda da deputada Janete

Fundo Constitucional da Região Norte pode ter novas regras

Deputada pressiona pela instalação da Banda larga no Amapá

segunda-feira, 22 de junho de 2009

REVISTA DE MERCADO

Edição Zero - novembro/2008 - que saiu encartada em Vanguarda Cultural

Instituições e empresas patrocinadoras da edição nº 1 (julho/2009):

PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAPÁ

COORDENADORIA MUNICIPAL DE CULTURA DE MACAPÁ

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA BANCO DO BRASIL (AABB)

MACAPÁ HOTEL

ESCOLA DE MÚSICA ACORDES

CRECHE PROFESSOR ALZIR MAIA

SYSTEM INFORMÁTICA

CLÍNICA SEMED

OUROMINAS – GILSON COHEN

CAROL DTVM – ADEMAR SERRÃO

RESTAURANTE NORTE DAS ÁGUAS

SÓASSADOS

PANIFICADORA CENTRAL

A previsão de lançamento de Vanguarda Marketing – uma odisséia na floresta é para a primeira quinzena de julho de 2009.

Anuncie. Contato: (96) 9132-0314 / 9968-2077

CULTURA & ENTRETENIMENTO

AGENDACULT Rosa Rente

Atração equatoriana no projeto Botequim do SESC Centro para esta terça-feira:

ANDREA RUILOVA – É o segundo show em Macapá – a compositora/cantora equatoriana se apresentou no último sábado (13), no Teatro das Bacabeiras. Segundo o casal Herbert Emanuel-Adriana Abreu - que foi ao Teatro -, é música-show da melhor qualidade. Andrea também deu canja na inauguração do Espaço Sebo, lá na Unifap. Jazz e bossa nova são os principais ingredientes da música dessa moça do lugar onde também passa a linha imaginária que divide o mundo. Vai ver é a atração de Andrea por Macapá. O Aroldo Pedrosa ouviu um dos CDs que ela trouxe e, pela opinião dele também, é música da melhor qualidade “e que, infelizmente, não se ouve com frequência por aqui”. Nesta terça-feira (23), a partir das 21h, lá no SESC Centro – Avenida Padre Júlio M. Lombaerd com a Rua General Rondon. Imperdível!

SINTONIA MIX – Programação de arte de vanguarda para a geração shopping center. É porque o Sintonia Mix vai acontecer no Shopping Macapá. A seguir o banner do projeto, mas voltaremos na quinta-feira a dar mais detalhes da programação que vai rolar na praça da alimentação lá do Shopping, na sexta-feira (26).

Foto: divulgação

sexta-feira, 19 de junho de 2009

CULTURA & ENTRETENIMENTO

O compositor/cantor Enrico Di Miceli se apresenta hoje no Canto de Casa

AGENDACULT Rosa Rente

E aqui as nossas dicas musicais para este fim de semana:

CANTO DE CASA – Estréia a edição/2009 do projeto da Associação dos Músicos e Compositores do Amapá (AMCAP), nesta sexta-feira, a partir das 21h, no SESC Centro – Avenida Padre Júlio M. Lombaerd com a Rua General Rondon. Dezesseis artistas da música amapaense se apresentam esta noite, entre eles Osmar Júnior, Amadeu Cavalcante, Zé Miguel, Cléverson Baía, Enrico Di Miceli, Helder Brandão, Sérgio Sales e outros. O projeto começa hoje e, segundo Amadeu Cavalcante, todas as sextas-feiras, a partir da próxima, o projeto vai contar com duas atrações de Casa, por isso o Canto. Nós aqui da Vanguarda vamos lá prestigiar. E você?

OSMAR JR. NO BAR DO ABREU – É neste sábado (20), o compositor/cantor Osmar Jr. lança, no Bar do Abreu o CD, onde foi gravado ao vivo o mais recente trabalho do artista amapaense. Osmar de Quizomba, Sentinela Nortente I e II, Farras & Cimitarras, Revoada e Igarapé das Mulheres – verdadeiros clássicos da canção tucuju. Programa imperdível para este sábado, a partir das 20h.

ARRAIÁ NO MEIO DO MUNDO – Continua a programação junina do Governo do Amapá com apresentação das quadrilhas classificadas para a grande final da quadra, no período de 21 a 28 do mês, no Parque de Exposição da Fazendinha. Domingo (21) tem cortejo com bonecos gigantes do Grupo Teatral Marco Zero. No dia 25, show do melhor do forró com Alcymar Monteiro.

É isso. Viva a música amapaense e o forró de Luís Gonzaga e Jackson do Pandeiro!

Foto: Alex Silveira

quinta-feira, 18 de junho de 2009

STRIP-TEASE NO SENADO FEDERAL

Aqui ele esnoba exibindo o macacão de Super, mas no final...

E o Lula lá da puta-que-pariu do Casaquistão, saindo em defesa do presidente do Senado e, o que é pior, lhe atribuindo super-poderes: “Sarney não pode ser tratado como uma pessoa comum” – brincadeira, não?! Quer dizer que, pros poderosos, burlar a lei pode? Que mau exemplo, hein?! Vai o Zé da Silva pôr as mãos na galinha apetitosa do meu vizinho do lado – que toda manhã cisca no meu quintal – e fazer dela um ensopado pra ver só o que acontece. O “tratamento diferenciado” é o BOPE levar o Zé algemado pra penitenciária, sapecar ele lá numa cela junto aos mais perigosos bandidos e, na hora do almoço, o pobre coitado aparecer no Bronca Pesada. Enquanto isso no noticiário nacional, depois de uma enxurrada de denúncias envolvendo gastos do dinheiro público com parentes e aderentes, o presidente do Senado aparecer furioso na tribuna da Casa exigindo ainda que o respeitem. Aí vem o outro Silva, representante da classe operária e agora presidente, defender a porra do Zé afortunado, o SUPER ZÉ... é mole?! Apesar de todo o arroz-de-cuchá atirado no ventilador, ainda nos resta um consolo: ontem, no Jornal Nacional, o presidente do Senado acuado deixou escapar que pretende moralizar – e já! – aquela Casa de Lei. O leitor por acaso pode imaginar como? Acabar definitivamente com os “atos secretos” e toda a bandalheira federal que rola lá? Acredite: com a aplicação da LEI CAPIBERIBE! Você pode até pensar que eu deliro, mas é verdade. Com a Lei Complementar 131/2009, aprovada pelo Senado e pela Câmara Federal e, recentemente, sancionada pelo presidente da República. E não há outro jeito. Transparência nas contas públicas dos poderes, inclusive do Senado Federal, só com a Lei Capiberibe. É o que pode lançar mundos no mundo – como em “Livros” do Caetano – e salvar esse SUPER aí... identificado pelo presidente Lula lá no Casaquistão, do rolo compressor revestido de criptonita (pra não dizer daquela coisa pura) que a imprensa nacional e de vanguarda (como é o nosso caso aqui) se armou pra contra-atacar. É verde e fulminante, baby, a nossa munição! E quem diria... o SUPER-HOMEM aí... pra ficar menos feio na foto, ter necessariamente que vestir...

A camisola do dia
Tão transparente e macia
Que dei de presente a ti

quarta-feira, 17 de junho de 2009

FUNDO MUNICIPAL DE APOIO À CULTURA

Marcelo Dias com os artistas paraenses Nego Nelson, Andréia Pinheiro e Nilson Chaves

O vereador Marcelo Dias (PSDB) apresentou à Câmara Municipal de Macapá projeto de Lei que cria o Fundo Municipal de Cultura. Aprovado pela Câmara, o projeto agora – que maravilha! – segue para a sanção do prefeito Roberto Góes.
A proposta estabelece apoio financeiro a projetos artísticos em caráter municipal, que estimulem a produção de cultura, arte e entretenimento. E deve beneficiar artistas do município que atuam nos mais diversos segmentos da cultura e das artes. Isso quer dizer que pinta uma luz no fim do túnel e que podemos finalmente buscar apoio para o nosso projeto de seis anos – só pra lembrar o leitor: Vanguarda começou em 1º de maio de 2003. Confesso do cansaço de zanzar por aí de pires na mão à procura dos “mecenas do meio do mundo”. Mecenas do meio do mundo... tão verdadeiros (lembram?) quanto a Lei Estadual de Incentivo à Cultura! Esperamos que se faça agora da Lei nº 041/2009 exatamente o que não fizeram com a outra.

MAIS UM ESCÂNDALO FEDERAL

Vi o Alexandre Garcia comentar, no Bom Dia Brasil de ontem, mais um escândalo federal – te manca! – envolvendo o presidente do Senado da República José Sarney (PMDB/AP). E que o Sarney, ontem mesmo, se apressou em classificar o escândalo do tal diretor da Casa como “erro técnico”. “Erro ético, isso sim!”, rebateu o comentarista da Rede Globo. E a renúncia do presidente do Senado começa a ser bradada no país da Tropicália. Toma-te!
Ora, mas isso não é nenhuma surpresa porque todo mundo está careca de saber que sempre houve algo de podre no Reino da Dinamarca. E que os “coliformes fecais” (foda-se!) um dia, brother, viriam à tona. E sai da frente porque as coisas vêm – lembrando Fado Tropical do Chico Buarque de Holanda – como o rio Amazonas numa pororoca...
E o presidente vai à tribuna e se defende: “A crise é do Senado!”, “Eu não sabia!”, “Me respeitem!”... Ou seja, aquele velho discurso de tentar aliviar a culpa envolvendo todo mundo. “Discurso de suplente recém empossado”, voltou à carga, admiravelmente, o Alexandre Garcia no Bom Dia Brasil de hoje. E dizer que não sabia, com a neta (êta vovô pai-d'égua!) recebendo do Senado mais de três mil reais por mês? O comprimido que deram pra ele deveria ser por excelência de semancol.
A gente bem que podia se inspirar numa outra canção do Chico e jogar aquelas coisas todas – que vêm daí – nesses caras que nos sacaneiam, não?! E com todo o respeito!

De tudo que é nego torto
Do mangue do cais do porto...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PORTUGUESES VÊM FILMAR MAZAGÃO

Em julho o Amapá recebe, vindo de Portugal, equipe de produção de cinema – são cinco ao todo, sendo quatro profissionais portugueses e um brasileiro – para dar continuidade às filmagens do projeto MAZAGÃO, iniciadas em julho de 2005. Eles estiveram em Mazagão estudando o ambiente e colhendo imagens da festa de São Tiago para a produção inicial de um programa piloto – agora vêm equipados e com o propósito de fazer as tomadas reais para o filme documental. “Chegaremos a Macapá no dia 14 de Julho para ficar até o dia 2 de Agosto, eu, o diretor de fotografia Jorge Quintela, o assistente de imagem e produção Ricardo Freitas e o técnico de som Pedro Pestana, para juntarmo-nos ao realizador e também produtor de cinema, o paraense Francisco Weyl que já se encontra em Belém”, escreve de Portugal o realizador Ricardo Leite. O filme, que vai misturar realidade com ficção, tem para os profissionais do audiovisual envolvidos no projeto o objetivo de promover o resgate de Mazagão para a História da Humanidade, o seu significado estratégico na consolidação política de expansão portuguesa no Norte da África, entre os séculos XVI e XVII, com destaque para a particularidade dos conflitos e das relações de inter-colonização e de miscigenação cultural e religiosa entre o povo português e o povo mulçumano, bem como entre portugueses, índios e africanos.
“Ao tomarmos como referência a representação histórica, política, social, religiosa e cultural de Mazagão para a construção de um processo fílmico, assumimos uma concepção da arte cinematográfica na sua grande dimensão estética, poética, mítica e dionisíaca: o conteúdo do filme Mazagão, profundamente histórico, será remetido ao campo simbólico. Neste sentido, Mazagão será um filme trágico, narrado na forma de um poema épico, necessariamente com recorrências às estruturas trágico-míticas das máscaras, potenciais condutoras das representações arquetípicas e sociais humanas, cujos elementos alegóricos ainda se fazem presentes na festa de São Tiago de Mazagão, cerimônia de caris religioso, que há mais de dois séculos reproduz os confrontos entre portugueses e mulçumanos no Norte da África.
O processo de construção deste filme documental será delimitado por esta representação e a sua narrativa será estruturada de forma a destacar este componente histórico-migratório de Mazagão, este povoado utópico e mítico, que existe no campo imaginário, atemporal e ageográfico, portanto, o não-lugar simbólico, um Portugal deslocado da África para o Brasil”, diz texto assinado pelo realizador Francisco Weyl, e publicado na edição 9 de Vanguarda (julho/2005).
A equipe tem também entrevistas gravadas com pesquisadores do Brasil, França Portugal e Marrocos, entre eles a professora Katy Motinha (Macapá), o arqueólogo Azzedine Karras (El Jadida) e o pesquisador francês Laurent Vidal. “Iremos, entretanto, entrevistá-los novamente, e incluir também outras conversas com os historiadores portugueses Augusto Ferreira do Amaral e Rafael Moreira, juntando a isso conversas com os mazaganistas e os mazaganenses. Será primordial recolher imagens de ambos e cruzá-las”, acrescenta, por e-mail, Ricardo Leite.
A ideia do documentário será adotar uma linguagem mais livre, não só para passar na televisão como também em sessões a ser realizadas em Mazagão Velho, El Jadida (antiga Mazagão) e também em vários Festivais e Mostras de Cinema do mundo. “A linguagem será por isso mais abrangente, pois é interesse nosso dar o retorno do filme às comunidades, porque elas são de resto parte primordial do filme, e, sem elas, não haveria interesse nem motivo para fazer este filme”, conclui o realizador português. A viagem da equipe para o Amapá tem apoio do Instituto Português Audiovisual (ICA). O projeto MAZAGÃO, inscrito e vencedor do concurso estatal do ICA, ganhou o direito de mandar a equipe portuguesa ao Brasil.

Foto: Helga Roessing

LEITOR DE VANGUARDA


OSMAR JÚNIOR - compositor/cantor amapaense

CULTURA & ENTRETENIMENTO


AGENDACULT Rosa Rente

E a programação cultural para este início de semana é a seguinte:

VALÉRIO CAMPOS – Atração do Botequim desta terça-feira (16), no SESC Centro – Avenida Padre Júlio M. Lombaerd com a Rua General Rondon –, o compositor/cantor Valério Campos, que fará voz e violão com repertório bem apurado de MPB. Bebeto Nandes mostra, antes, um pouco da produção musical amapaense. Início: 21h.

ARRAIÁ NO MEIO DO MUNDO – Continua a programação junina do Governo do Estado, a partir das 18h30, terça-feira (16) e quarta-feira (17) no Sambódromo, com apresentação de 13 quadrilhas já classificadas para a grande final dos dias 28 e 29 de junho, a ser realizada no Parque de Exposição da Fazendinha. E viva São João!

Na quinta-feira (18) AGENDACULT volta com as dicas para o fim de semana. Tchau!


OBRIGADO, EXCELÊNCIA!


Não tem como não aplaudir a iniciativa do Governo do Estado do Amapá, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e mais a Prefeitura de Macapá, pelo show com o grande Chico César, sábado à noite (14) na Beira-Rio – ao lado da Fortaleza de São José de Macapá.
Depois de tanta droga do tipo Calypso, finalmente a Secult traz a música de qualidade e oferece ao povo de Macapá. Como parte da programação Arraiá no Meio do Mundo, o compositor/cantor paraibano veio e mostrou o novo disco Francisco, Forró y Frevo e ainda fez um bom apanhado dos hits dos discos anteriores, como Mama África, À Primeira Vista e o ótimo carimbó Pedra de Responsa – parceria com o compositor maranhense Zeca Baleiro. Um show da pesada! Já a divulgação, sinceramente, foi pífia (teve gente, do meio cultural, que não soube do show).
Chico César, pra quem não sabe, hoje é secretário municipal de Cultura de João Pessoa (PB) – foi nomeado, em maio, presidente da Funjope (Fundação Cultural de João Pessoa) –, depois, naturalmente, que cassaram o governador corrupto e comprador de votos de lá.
E Chico César – o filho mais ilustre de Catolé do Rocha – tem, sem dúvida, nome e talento pra trabalhar e difundir cada vez mais a cultura que é produzida naquele estado nordestino.
O artista encerrou o show de sábado fazendo uma capela de Macapá, a famosa canção de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, composta, em 1950, em homenagem a nossa cidade. E ainda voltou pra fazer o bis com Mama África, chamando os amigos Joãosinho Gomes e Val Milhomem pra cantar junto com ele.
Foi bonita a festa. Obrigado, excelentíssimo Chico!

sábado, 13 de junho de 2009

AVE, CIRANDA!


Ciranda Pedrosa – Minha filha querida e musa de minha canção campeã Valsa de Ciranda, na fria e cinzenta Londres. Hoje, 13 de junho, de berço e moradora há dois anos da capital britânica, onde se exilaram os tropicalistas Caetano e Gil.

Ciranda: God bless silent pain and happiness (London, London - Caetano Veloso). I love you, baby!

VALSA DE CIRANDA
Letra: Aroldo Pedrosa
Música: Enrico Di Miceli / Helder Brandão / Joel Elias / Aldo Gatinho
Arranjo: Aluísio Laurindo Júnior
Intérprete: Patrícia Bastos


Um anjo de Deus quando dança
A valsa O Danúbio Azul
A ópera de Maria Callas
A poesia de Florbela Espanca
O canto de Bidu Sayão
Tem asas de seda o cisne de Clara
Sapatilhas de pólen a leveza de Ana, Ana...
Voa do poeta a alma insustentável
Do músico, em dissonantes, o coração
Bela quando baila a Lua mágica
Linda quando o Sol delira de emoção
Um sorriso de criança ainda
Entre dentes de marfim da África
E papoulas que se abrem em chamas
Dos lábios suaves e febris da boca
Os olhos – lume nas manhãs de brumas
Da China, corpo raro de moça-porcelana
Cor de canela e aroma de cravo das Índias
O sabor, a delícia, o mel do favo
Cabelos de ventos de Havana...

A graça, toda candura de ninfa
Música de pássaros da Amazônia

Braços de moinhos de Olinda
Cantigas de carro-de-boi
Facho de luz no olhar de quem sonha
Sambas-de-roda, folia, ciranda
Enredo de escolas de samba

Riso de estrelas no céu de Goiânia
Sons dos sinos de Belém

Anjo, sublime de Deus quando dança
E na doce melodia vem
A girar Ciranda, que a vida anima
Encanta a sonoridade da rima

Beijo de colibri
Topaza pella da Serra
Flor do Grão-Pará
Pétalas do meu bem querer

sexta-feira, 12 de junho de 2009

TOMA ESTA CANÇÃO COMO UM BEIJO

Rosa Rente no show A TROPICÁLIA NO LARGO DOS INOCENTES

SOU VOCÊ
Caetano Veloso

Mar sob o céu, cidade na luz
Mundo meu, canção que eu compus
Mudou tudo, agora é você
A minha voz que era da amplidão
Do Universo, da multidão
Hoje canta só por você
Minha mulher, meu amor, meu lugar
Antes de você chegar, era tudo saudade
Meu canto mudo no ar
Faz do seu nome hoje o céu da cidade
Lua no mar, estrelas no chão
A seus pés, entre as suas mãos
Tudo quer alcançar você
Levanta o sol do meu coração
Já não vivo, nem morro em vão
Sou mais eu porque sou você


Foto: Carlos Henrique Schmidt

quinta-feira, 11 de junho de 2009

CULTURA & ENTRETENIMENTO


AGENDACULTRosa Rente

Recomendamos para este fim de semana prolongado:

OLHAR ECOLÓGICO – Exposição de fotografias dos acadêmicos do 6º semestre de jornalismo da Faculdade Seama. Começou na quarta-feira (10), no SESC Centro – Avenida Padre Júlio M. Lombaerd com a Rua General Rondon, e vai até o dia 20 de junho.

NORTE DAS ÁGUAS – Restaurante do complexo Araxá, que tem o bom Adriano no comando servindo os melhores peixes e mariscos da cidade – é de dar água na boca! E a música brasileira que rola ali ao sabor da brisa do Amazonas? Até o músico Nelson Jacobina (“Maracatu Atômico”) e o produtor Toni Thomé, que levamos lá, ado-ra-ram! Às quintas-feiras tem música instrumental e muita bossa nova com a banda Amazon Music. O som ao vivo começa por volta das 21h.

BENT - Todas as sextas-feiras e sábados, durante todo o mês de junho, no Teatro Porão, do SESC Araxá, a partir das 20h, a apresentação da peça Bent (Martin Sherman), do grupo teatral amapaense Desclassificáveis – as bichas arrasam! O tema polêmico trata do preconceito aos homossexuais na Alemanha de Hitler, e, apesar de escrito há mais de 40 anos, é bem atual com situações de comportamento social.

PIZZARIA MANO MASSA – Vamos comemorar o Dia dos Namorados, nesta sexta-feira (12), com muita música popular brasileira e poesia na Pizzaria de um cara nota 10 – o Reinaldo Gonçalves –, incentivador da galera que produz cultura no meio do mundo. A música vai ficar por conta de William Cardoso, com participação de Christian Tell e Aroldo Pedrosa. Eu – a bonita aqui – vou fazer poesias e letras para o coração. Início do babado: 20h. A Pizzaria Mano Massa fica na Rua Mato Grosso, 751, esquina com a Avenida Pernambuco, no bairro do Pacoval.

CHICO CÉSAR – E pra comemorar mais um ano do Parque do Forte, o Governo do Amapá realiza o show Francisco, Forró y Frevo, com o compositor/cantor Chico César, neste sábado (14), na Beira-Rio, ao lado da Fortaleza de São José de Macapá. Chico César que tem CD novo com músicas bem ligadas às festas juninas já é bastante conhecido em Macapá – e um dos grandes nomes da sempre renovada Música Popular Brasileira. É a melhor pedida para este fim de semana. O evento é a partir das 20h. Vamos lá!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

CONFRARIA TUCUJU: 13 ANOS DE CULTURA


Consolidada no propósito de resgatar, promover e incentivar a história e a cultura do Amapá a Confraria Tucuju fez aniversário na segunda-feira, 8. São 13 anos de atividades envolvendo personalidades amapaenses da literatura, música, poesia, artes plásticas e da história do Amapá.
A Confraria Tucuju, foi fundada em 8 de junho de 1996. O nome é uma homenagem aos grupos indígenas que viveram onde hoje fica a capital do estado, Macapá. Para ser um confrade, não é necessário ter nascido em Macapá, de acordo com os membros da Confraria, o importante é amar e respeitar a cidade, buscando valorizar e contribuir para o melhor da cultura e das pessoas daqui.
Desde 2008 a entidade vem sendo presidida pela advogada Telma Duarte. Durante esse período a confraria vem se destacando no cenário cultural pela produção e realização de projetos como o I Fest Vídeo Tucuju, voltado ao público jovem, Sarau do Largo dos Inocentes e Concerto de Verão, ambos com programações culturais que tem revelado talentos da música instrumental, cantores, bandas. Ao mesmo tempo esses eventos têm possibilitado ainda que a sociedade tenha acesso a artistas e trabalhos até então restritos a pequenos públicos ou sem espaço para apresentação.
Durante a programação de 2008 dois grandes eventos marcaram a proposta da Confraria: A apresentação da banda Os Cometas no Sarau do Largo dos Inocentes e a Cantata de Natal lotaram o centro histórico da cidade, atrás da Igreja São José.
“Começamos esses eventos com uma platéia formada por 15 pessoas e nos últimos eventos de 2008, o público presente era formada por mais de 500 pessoas”, lembra a presidente Telma Duarte.
Principal parceira da Confraria Tucuju na realização de projetos culturais realizados em 2008 a Prefeitura de Macapá estará novamente apoiando a entidade com recursos financeiros em 2009. O apoio do município foi anunciado essa semana pelo próprio prefeito Roberto Góes, a presidente da Confraria, Telma Duarte, durante audiência ocorrida no palácio Laurindo Banha. Na ocasião Góes foi informado de todos os projetos, custos e objetivo. Além de se comprometer em apoiá-los, o prefeito também garantiu que o município fará parte da parceria para a reforma da sede da Confraria. O anúncio da parceria chegou como um presente.
Para comemorar os 13 anos de atividade a Confraria prepara para esta quarta-feira (10) uma noite cultural com apresentação de Marabaixo, quadrilhas da quadra junina, e shows musicais de artistas como Rambolde Campos e Osmar Júnior. O evento será realizado no Largo dos Inocentes, a partir das 19 horas.
Troféu Vanguarda
Em tempo: Pelos bons projetos culturais realizados durante o ano de 2008, a Confraria Tucuju foi contemplada com o troféu Vanguarda em evento ocorrido na noite do dia 27 de novembro daquele ano, no Bar do Abreu, promovido pelo projeto NAVEGANDO NA VANGUARDA, com o show do compositor/cantor carioca Jorge Mautner.

MEIO AMBIENTE NA FOTO


Acadêmicos do 6º semestre de jornalismo realizam a 2ª edição da exposição Olhar Ecológico

Durante todo o primeiro semestre de 2009 alunos de jornalismo saíram a campo empunhando máquinas fotográficas, lentes e tripés. Todo esse equipamento foi colocado em campo para registrar imagens diversas de vários temas. “Aturiá: a força das águas”, “Micro-mundo: cores e mimetismo”, “Precariedade sobre a água: as ressacas de Santana”, “Latas: bom negócio ou necessidade?” e “Lixo hospitalar: riscos e procedimentos” são os temas que compõe a 2º edição da exposição Olhar Ecológico.
Desde o ano passado, alunos da Faculdade Seama realizam a exposição fotográfica na qual as disciplinas Fotojornalismo e Jornalismo Ambiental se unem em projeto interdisciplinar em consonância com as modernas práticas pedagógicas.
A exposição será aberta nesta quinta-feira (10), às 19h e vai até o dia 20 de junho, no SESC Centro, na Avenida Padre Júlio Maria Lombaerd. Buscando fomentar o debate sobre os problemas ambientais contemporâneos, os professores Alexandre Brito (Fotojornalismo) e Jacinta Carvalho (Jornalismo Ambiental) orientaram os discentes a desconstruir a visão convencional que toma como meio ambiente apenas fauna e flora desconsiderando as pessoas, construções e até mesmo o lixo.
“Mesmo estando no meio da Amazônia Legal, os amapaenses ainda não tem o costume de se preocupar com o meio ambiente e assim, como os que não fazem parte desse universo, estereotipam a vida ribeirinha, por isso a necessidade de levar através da fotografia essa visão mais abrangente da situação ecológica de hoje”, comenta a professora Jacinta Carvalho.


SERVIÇO
Exposição Olhar Ecológico

Professores
Alexandre Brito – 8118-3510
Jacinta Carvalho – 9905-3512

VAMOS CANTAR O BLUES DA PIEDADE


BLUES DA PIEDADE
Roberto Frejat/Cazuza

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem



XÔ, MOSQUITOS!


Os insetos nocivos e insanos, que mencionei numa crônica passada, começam a zanzar por aqui. Mas não adianta, porque eles não resistirão ao jato de uma inseticida infalível que ganhei de um cara chamado “Impressão Digital” – ele me mandou da Inseticida City –, que vai deixar essas espécies malignas girando que nem piorra em volta da lâmpada, como naquele blues maravilhoso do inesquecível Cazuza. Parafraseando o cartunista Ronaldo Rony: XÔ, MOSQUITOS!

terça-feira, 9 de junho de 2009

YARED E CONFRARIA NESTA QUARTA-FEIRA

AGENDACULT - Rosa Rente

Nossas dicas para quem procura cultura & entretenimento na noite macapaense:

ALAN YARED – Nesta quarta-feira (10), no Teatro das Bacabeiras, a partir das 20h30, o show musical com o compositor/cantor Alan Yared. O artista amapaense se apresenta com banda e vai mostrar sua nova safra de composições, que tem Passeio pela FAB. Durante o Fórum Social Mundial, realizado em Belém no início do ano, Yared lançou o CD com a música Sai fora Tio Sam!, crítica às trapalhadas do ex-presidente norteamericano George Bush (que já foi tarde). A canção, anti-imperialista, vai estar também no repertório do show de amanhã.

CONFRARIA TUCUJU – Que tem o talento e a simpatia de Telma Duarte na presidência, a Confraria Tucuju faz 13 anos de atividades - foi na segunda-feira (8) o aniversário oficial - e celebra nesta quarta-feira (10), com apresentação de Marabaixo, quadrilhas da quadra junina e shows musicais de artistas como Rambolde Campos e Osmar Júnior. O evento será realizado no Largo dos Inocentes (ali atrás da Igreja São José), a partir das 19 horas. É programa cultural da melhor qualidade e obrigatório. Vamos lá Macapá!

Por enquanto é isso. Na quinta-feira voltamos, com a AGENDACULT do fim de semana. Até lá!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

VIVA SÃO JOÃO E VIVA SIMÃOSINHO!


Na cerimônia do DOCTV IV, pelo menos dois vexames foram cometidos e registrados na noite: a apresentadora que insistia em americanizar a pronúncia do nome do cineasta Gavin Andrews (ela dizia “Gueive”) e o diretor e roteirista do filme, Manoel do Vale, que, ao tentar mencionar nomes de autoridades presentes no evento, citou apenas a deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), omitindo o nome do senador e marido da parlamentar João Alberto Capiberibe. O publicitário Manoel do Vale esquece que o poeta-camelô Simãosinho Sonhador foi descoberto e beneficiado pelo Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá (PDSA), do Governo Capi, que teve, como nenhum outro, visão disparada de apoio e incentivo à produção cultural local. Simãosinho, junto com o pequeno Wrarepó Waiãpi Apalai – filho do cacique/amigo Missico – tornaram-se, inclusive, símbolos do PDSA e das ações de vanguarda do governo socialista. E o Manoel de pouca memória, meninos e meninas (não acredito que ele não tenha visto o autor do projeto Transparência ali ao lado), flutuando, na hora do discurso, feito balão de festa junina!

Biscoitos finos
Em tempo: quero dizer aqui que gostei muito mas muito mesmo do que vi no documentário. O poeta Simãosinho Sonhador merece! E – parafraseando o mestre antropofágico Oswald de Andrade: a massa começa a comer dos biscoitos finos – de castanha, naturalmente – que estão sendo produzidos no meio do mundo.

Viva São João
Viva o milho verde
Viva São João
Das matas de Oxóssi
Viva São João
Viva Dominguinhos
Viva São João
E viva SIMÃOSINHO!

LUZ, CÂMERA, AÇÃO... E MANIFESTO!

POROROCAS & PERERÊS

Na cerimônia de lançamento da SÉRIE DOCTV IV, no Teatro das Bacabeiras (sábado, 5), que teve a exibição do documentário Simãosinho Sonhador (Manoel do Vale/Castanha Filmes), a produtora Ana Vidigal, da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas do Amapá (ABDeC/AP), leu manifesto em defesa da classe que produz audiovisual no meio do mundo. O manifesto critica políticos eleitos pelo Amapá, como o senador José Sarney (PMDB) e a deputada federal Dalva Figueiredo (PT), que não têm dado pelotas à prata de casa. Toma-te!

FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO!

O audiovisual é um forte instrumento de resgate e de acervo de uma realidade histórica e social. É através dele que documentamos a trajetória de um povo e suas conquistas. O mundo tem muito que conhecer e reconhecer a partir de suas inúmeras possibilidades. E esse nosso gigante lençol verde que é a Amazônia tem uma gama infindável de temas a mostrar. O problema é que o olhar de quem aqui vive e reconhece a importância desses focos nunca é valorizado por quem detém o poder das políticas públicas.
Elegemos os nossos representantes e estes elegem outros realizadores para filmar em nosso quintal e levar a pouca verba que também deveria servir aos nossos propósitos documentais. Nada contra esses realizadores. Que bom que eles nos prestigiem mostrando nossa gente e nossas belezas naturais. O senador José Sarney abre as burras e saca dois milhões, a deputada federal Dalva Figueiredo comparece com trezentos mil e a cineasta Tizuka Yamazaki filma parte de seu longa-metragem Amazônia Caruana lá pros lados do Araguari. Que bom mesmo! Ela trouxe a sua equipe e somente meia-dúzia de gatos pingados daqui irão participar, carregando equipamentos na locação. Quem sabe poderão aprender com eles alguma nesga de suas experiências? Agora, perguntamos: será que isso está certo? E o nosso pirão? Quem nos dera ter pelo menos um pouco do cuí dessa farinha! Uns poucos e minúsculos bagos, mesmo que fosse a sobra do fundo da saca. Somos nós que trabalhamos por este lugar e elegemos os representantes legais e são outros que levam a saca cheia? Esperamos que a nossa tribo esteja inserida no projeto Tainá III anunciado por seus produtores e pelo Governo do Estado. Tomara que possamos participar do processo e não nos deixem de fora, com nossas bundas ao alcance de suas lentes refinadas e com cara de quem está feliz com essa patuscada oficial.
Um dia, um amigo chegou à conclusão de que a “política é para quem tem coragem”.
Aviso aos navegantes: quando nos pintamos para a guerra, nossos irmãos tucujus se vestem dessa mesma coragem. Decência e bom senso é que cobramos nessa batalha. Achamos que, em vez de ignorados, deveríamos ser olhados como o que somos: aliados e principais interessados na batalha pelo audiovisual. Temos consciência do nosso valor e queremos o diálogo.
Não queremos guerra, mas estamos lutando pelo espaço a que temos direito.
Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas do Amapá (ABDeC/AP)
Sandra Rocha
Lucila Diniz
Thomé Azevedo
Ana Vidigal
Ronaldo Rodrigues
Patrícia Andrade
Gavin Andrews
Manoel do Vale
Zezão Reis
Jonny Bigoo
Rose Souza
Bruno Jerônimo
Alexandre Brito
Augusto Pessoa
Paulo zab

sábado, 6 de junho de 2009

ABAIXO O NOME “FLORIANO PEIXOTO”!

Nonato Leal – músico e compositor morador há mais de 40 anos da Pedro Baião, avenida de Macapá que o artista atravessa para buscar inspiração na paisagem da praça em frente que tem nome indigesto

O vereador Clécio Luís (P-SOL), elabora projeto para mudar o nome da praça Floriano Peixoto – a do lago, freqüentada geralmente por artistas, e que recebe, no momento, bom tratamento da administração pública municipal.
O projeto do vereador Clécio Luís merece considerações porque “Floriano Peixoto” – segundo a história – é nome de militar brasileiro sanguinário da Guerra do Paraguai e não tem absolutamente nada a ver com a nossa realidade. Nome este imposto pelo regime militar, que construiu a praça – vá lá – mas que mandava e desmandava no Amapá nos anos de chumbo. É mais ou menos parecido com a história daquela rua, no município de Santana, que tinha nome de carrasco nazista – Felipe Miller – só porque o dito cujo foi do Governo Vargas. No Governo Capiberibe, entretanto, o nome da rua foi trocado. Governador Waldez Góes e prefeito Roberto Góes bem que podiam seguir o exemplo do Capi e apoiar o projeto do vereador Clécio Luís. Não custa nada! Começamos aqui campanha para derrubar o nome da praça. Participe!

Foto: Alexandre Brito

CONCERTO DE VIOLÃO NO SESC CENTRO

O espaço do SESC Centro onde vai se apresentar o músico piauiense

Nesta segunda-feira (8), às 20h, no SESC Centro (Avenida Padre Júlio Maria Lombaerd, esquina com General Rondon) tem a apresentação do violonista piauiense Erisvaldo Borges, pelo SESC Amazônia das Artes – projeto que realiza intercâmbio cultural entre os estados da região Norte, além do Maranhão, Piauí e Mato Grosso.
A atração desta edição – Erisvaldo Borges – teve seu aprendizado musical iniciado em 1987 por conta própria, orientando-se por livros e gravações – diz o currículo do músico, que tem ainda formação em Educação Artística pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e pós-graduação em Docência do Ensino Superior.
A história profissional do músico é extensa, pois já se apresentou em inúmeras cidades brasileiras e em pelo menos cinco países da America Latina, como: Venezuela, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador e Honduras. Erisvaldo gravou 11 CD´s e escreveu dois livros: “Doze peças para o violão, três peças latinoamericanas e três canções para violão (com músicas de sua autoria), entre outras virtuoses. Vamos lá então conhecer o trabalho desse artista conterrâneo do inesquecível poeta tropicalista Torquato Neto.

Foto: Chico Terra (A Festa da Tropicália)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

SIMÃOSINHO SONHADOR NO DOCTV


Nesta sexta-feira (5) acontece no Teatro das Bacabeiras, a partir das 19h30, o evento de lançamento da SÉRIE DOCTV IV. 55 documentários inéditos do Brasil – Tocantins, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Amapá – compõem a mostra.
O documentário que representa o Amapá – Simãosinho Sonhador – é da Castanha Filmes e fala de sustentabilidade. Simãosinho é poeta puro, que veio para a floresta no último pau-de-arara com muitos irmãos nordestinos, faz literatura de cordel com temática amazônica e vive dela, vendendo os exemplares, desde que aportou por aqui.
Os documentários começam mesmo a ser exibidos para o público dia 9 de junho, no Teatro das Bacabeiras – nas terças e quintas-feiras, às 12h – e no Sesc Araxá – as quartas-feiras, às 19h.
No evento de lançamento, a exibição de Simãosinho Sonhador. Programa imperdível!
LIVROS

Caetano Veloso

Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo

Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura

Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-los)
Ou – o que é muito pior – por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras

Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas




quinta-feira, 4 de junho de 2009

O NOVO ROMANCE DE CHICO BUARQUE

Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos

Leyla Perrone-Moisés

Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. A visão que o autor nos oferece da sociedade brasileira é extremamente pessimista: compadrios, preconceitos de classe e de raça, machismo, oportunismo, corrupção, destruição da natureza, delinquência.A saga familiar marcada pela decadência é um gênero consagrado no romance ocidental moderno. A primeira originalidade deste livro, com relação ao gênero, é sua brevidade. As sagas familiares são geralmente espraiadas em vários volumes; aqui, ela se concentra em 200 páginas. Outra originalidade é sua estrutura narrativa. A ordem lógica e cronológica habitual do gênero é embaralhada, por se tratar de uma memória desfalecente, repetitiva mas contraditória, obsessiva mas esburacada.O texto é construído de maneira primorosa, no plano narrativo como no plano do estilo. A fala desarticulada do ancião, ao mesmo tempo que preenche uma função de verossimilhança, cria dúvidas e suspenses que prendem o leitor. O discurso da personagem parece espontâneo, mas o escritor domina com mão firme as associações livres, as falsidades e os não-ditos, de modo que o leitor pode ler nas entrelinhas, partilhando a ironia do autor, verdades que a personagem não consegue enfrentar.Em suas leves variantes, as lembranças obsessivas revelam sutilezas ideológicas e psíquicas. E, como essas lembranças têm forte componente plástico, criam imagens fascinantes. É o caso do “vestido azul” comprado pelo pai para a amante, objeto de alta concentração significante. Esse objeto se expande, no nível da narrativa, como índice de elucidação da intriga, no nível fantasmático, como obsessão repetitiva do filho, e no nível sociológico, como ilustração dos usos e costumes de uma classe. Tudo, neste texto, é conciso e preciso. Como num quebra-cabeça bem concebido, nenhum elemento é supérfluo.Há também um jogo com os espaços onde ocorrem os acontecimentos narrados. As várias casas em que o narrador morou, como as décadas acumuladas em suas lembranças, se sobrepõem e se revezam. Recolocá-las em ordem cronológica é assistir a uma derrocada pessoal e coletiva: o chalé de Copacabana, “longínquo areal” dos anos 20, é substituído por um apartamento num edifício construído atrás de seu terreno; esse apartamento é trocado por outro, menor, na Tijuca; o palacete familiar de Botafogo, vendido, torna-se estacionamento de embaixada; a fazenda da infância, na “raiz da serra”, transforma-se em favela, com um barulhento templo evangélico no local da velha igreja outrora consagrada pelo bispo. Embaixo da última morada do narrador, nesse “endereço de gente desclassificada”, está o antigo cemitério onde jaz seu avô.Percorre todo o texto, como um baixo contínuo, a paixão mal vivida e mal compreendida do narrador por uma mulher. Os múltiplos traços de Matilde, seu “olhar em pingue-pongue”, suas corridas a cavalo ou na praia, suas danças, seus vestidos espalhafatosos, ao mesmo tempo que determinam a paixão do marido e impregnam indelevelmente sua lembrança, ocasionam a infelicidade de ambos. Os preconceitos e o ciúme doentio do homem barram a realização plena da mulher e levam-na a um triste fim, que, por não ter nem a certeza nem a teatralidade dos desfechos de uma Emma Bovary ou de uma Ana Karênina, tem a pungência de um desastre. Embora vista de forma indireta e em breves flashes, Matilde se torna, também para o leitor, inesquecível.O fato de nem no fim da vida o homem compreender e aceitar o que aconteceu torna seu drama ainda mais lamentável. Os enganos ocasionados por seu ciúme são tragicômicos, e o escritor os expõe com uma acuidade psicológica que podemos, sem exagero, qualificar de proustiana.Outras figuras, fixadas a partir de mínimos traços, também se sustentam como personagens consistentes: o arrogante engenheiro francês Dubosc, que a tudo reage com um “merde alors”; a mãe do narrador, que, de tão reprimida e repressora, “toca” piano sem emitir nenhum som; a namorada do garotão com seus piercings e gírias. É espantoso como tantas personagens conseguem vida própria em tão pouco espaço textual. Leite derramado é obra de um escritor em plena posse de seu talento e de sua linguagem.

LEITE DERRAMADO

O novo romance de Chico Buarque de Hollanda, Leite derramado, chegou em Macapá – tem nas livrarias Amapaense e Transa Amazônica. Para abrir o apetite do leitor de Vanguarda, publicamos a seguir a resenha da obra.

A VANGUARDA DA PALAVRA


A POESIA DAS RUÍNAS

Aroldo Pedrosa

Os meus versos eu os componho
Como sopro de vento em dia medonho
Não procuro nem conduzo minha poesia
Não consulto dicionário
Previsão de tempo, ampulheta, horário
E muito menos a biruta do serviço de meteorologia
Os meus versos faço, não peço
Recolho de restos, de estilhaços
E vou compondo e não tropeço

Com eles refaço vidas
Remonto sonhos
Os meus versos vêm das ruínas
E dos escombros

Foto: Janduari Simões

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A OI NO AMAPÁ É “UI!”


Ai! essas telefonias... filhas da privatização, pra não dizer daquela outra!
Quando elas estavam a tomar de assalto o Brasil – com o tal do capital estrangeiro – eram promessas puras de felicidade! E agora estão aí... quer dizer, nem aí... pra população que precisa dos seus "imprescindíveis" serviços.
Sou morador do Centro de Macapá e hoje mesmo precisei de um orelhão pra fazer uma ligação urgente. E saí à procura de pelo menos um que funcionasse. Depois de quase uma hora, nada! Já bastante estressado, me lembrei dos orelhões em frente à agência central da OI e me mandei pra lá. Quatro aparelhos e nenhum funcionando! De repente no meu celular uma mensagem lembrando pra eu recarregar o meu OI. E eu ali, na prática, à procura dos serviços públicos, em frente aos orelhões inúteis da multinacional.
Recarregar o meu celular!? Não seria melhor mudar de companhia?
A OI no Amapá é “UI!”. Que lástima!

BRILHO DE FOGO


O colibri Topaza pella, popularmente conhecido como Brilho de fogo e habitante da floresta de Serra do Navio (Amapá), foi uma descoberta do genial cientista-ambientalista Augusto Ruschi. Os livros confirmam que foi à procura dessa rara e exuberante espécie que o famoso ambientalista acabou atingido pelo veneno letal de raro anfíbio – um tipo de sapo – levando-o a óbito pouco tempo depois. Conhecido mais na região da Serra do Navio, o colibri foi mostrado para o Brasil pela primeira vez através do Globo Repórter, na década de 90, e vindo a ganhar projeção mundial a partir de 2008, quando a Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis levou para o sambódromo do Rio de Janeiro o Amapá, no enredo “Macapaba: Equinócio Solar – Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo”. Fotografar o Brilho de fogo não é fácil. Do Amapá, só o fotógrafo Johnny Sena conseguiu. Mas encontrar o Topaza pella do Sena também não é tarefa fácil, não! Enquanto o Topaza pella do Sena não vem, fique com esse aí que passarinhei na internet.

Beijo de colibri
Topaza pella da Serra
Flor do Grão-Pará
Pétalas do meu bem querer

terça-feira, 2 de junho de 2009

O CENSOR SARNEY...


E A POLÊMICA SOBRE JE VOUS SALUE, MARIE

O castelo do último dos coronéis nordestinos, aos poucos, desmorona. Até a Rede Globo começa a lavar as mãos, não protege mais o senador maranhense e ex-presidente da República como antes. Dia desses assisti pelo Jornal Nacional reportagem sobre o mau exemplo desse político, atual presidente do Senado, que entra governo sai governo e ele sempre se dando bem. As meninas do Programa do Jô, na quarta-feira (20) também comentaram que “Sarney só vai ao Amapá duas vezes por ano e as pessoas de lá gostam dele (dizendo elas), porque Sarney impede que a Eletronorte cobre das Centrais Elétricas do Amapá (CEA) a dívida imensa que tem com a empresa estatal”. Sexta-feira passada (29) foi outro cacete no Programa do Jô. O ex-ministro da Justiça – Fernando Lyra – do Governo Sarney, que estava lá fazendo o lançamento do livro Daquilo que Eu Sei, foi questionado pelo Jô sobre o episódio da proibição no Brasil do filme Je Vous Salue, Marie, do grande Godard, no comecinho daquele governo. E Lyra não contou história, entregou de bandeja o censor: “Foi o Sarney que proibiu o que eu não proibi”. E ainda disse que colocou o cargo à disposição do presidente se tivesse que assumir aquela condição de censor. A questão é que tudo ficou abafado, porque o Zé Sarney – como diz o pessoal do CQCabafa mesmo. Um dos capítulos do livro do Lyra é exatamente sobre a proibição do filme.
Lembro que, na época, o Caetano Veloso – sempre ele – soltou o verbo na sessão do Festival de Cinema do Rio de Janeiro, que tinha na programação a exibição do filme “vetada por ordens lá de cima”. Num país católico como o nosso, além da igreja, naturalmente, Sarney teve aliados. E quem, da área da música, se aliou ao censor Sarney? Ele, o rei Roberto Carlos! Mas Caetano, enfurecido com a proibição, não poupou nem um pouquinho o ídolo-amigo, conforme artigo escrito por ele e publicado na Folha de S. Paulo.
“O telegrama de Roberto Carlos a Sarney, congratulando-se com este pelo veto a Je Vous Salue, Marie, envergonha a nossa classe. (...) E agora insisto no assunto e convido meus colegas (ao menos os de música popular, para compensar a burrice de Roberto Carlos, já os cineastas estão todos unidos) a exigir do presidente uma revisão de sua posição, não é apenas por senso cívico (temos que ter um mínimo, banana!), mas, sobretudo, porque me sinto esteticamente comprometido com o filme. (...) Roberto Carlos teve problemas com os bispos, no início da carreira, por causa da inesquecível canção Quero que Vá Tudo para o Inferno. Parece que recebeu pressões para escrever Eu te Darei o Céu. Tais pressões o impressionaram demais. Todo mundo esqueceu? Vamos manter uma atitude de repúdio ao veto e de desprezo aos hipócritas e pusilânimes que o apóiam.”
Roberto Carlos, em entrevista ao jornalista Heber Fonseca (Jornal do Commercio, Recife, 22/04/1986), respondeu.
“Eu acho que o filme Je Vous Salue, Marie desrespeita a história sagrada, o sentimento cristão, o catolicismo. Enfim, as religiões de um modo geral. Caetano Veloso não gostou do meu ato, que mandei um telegrama ao presidente Sarney, apoiando a proibição do filme. Aliás, isso não me surpreende, porque é natural que ele pense diferente de mim. Mas achei que o artigo dele, na Folha de S. Paulo, foi deselegante. Mas o povo é contra o filme. Então, graças a Deus, a minha opinião é a opinião do povo.”
Convém lembrar que o povo não foi contra o filme, como disse Roberto Carlos, até porque, pela censura imposta Je Vous Salue, Marie não passou nos cinemas. E o filme – que, aliás, é lindo! – não tem nada demais (o próprio ex-ministro da Justiça disse isso no ). É a história de Maria, esposa de José e mãe de Jesus, adaptada para a era contemporânea pela visão do genial cineasta francês. Fizeram tempestade em copo d’água – claro, com o aval da igreja católica tradicionalista! O filme, inclusive, está disponível em DVD nas locadoras.