quinta-feira, 24 de setembro de 2009

COMUNICAÇÃO CULTURAL

Período: 24 a 27 de setembro de 2009
Local: Chã Grande (PE) – 84 quilômetros de Recife
Realização: Ministério da Cultura-MinC e Universidade Federal de Pernambuco-UFPE


Na abertura da Conferência, as instituições realizadoras distribuíram folder a todos os participantes representantes de Pontos e Pontões de Cultura do país com o seguinte conteúdo:

A proposta

A I Conferência Livre de Comunicação para a Cultura antecede a realização da I Conferência Nacional de comunicação (I Confecom) e da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC) – programadas, respectivamente, para dezembro de 2009 e março de 20210.

Nestas instâncias, propomos a discussão da comunicação como direito, liberdade de expressão, inclusão cultural e digital, diversidade e identidades culturais, sustentabilidade das cadeias produtivas e economia criativa, convergência tecnológica e legislação, regionalização da produção, dentre outros tópicos relevantes. Ou seja, neste momento, as duas conferências são bastante complementares.

Dentre os objetivos gerais da I Conferência Livre de Comunicação para a Cultura está a mobilização para a participação de Pontos e Pontões de Cultura (conveniados com o MinC), além dos projetos premiados no edital Pontos de Mídia Livre, cujos focos de atuação principal sejam nas áreas afins Audiovisual, Comunicação e Cultura Digital, para que se façam atuantes nas conferências estaduais e demais atividades relacionadas às I Confecom e II CNC.

Este encontro nacional também se propõe a “aproximar as pontas” das diversas redes de comunicação para a cultura hoje em atuação no Brasil, capazes de agregar discussão de temas relevantes sobre políticas públicas para a cultura, democracia e desenvolvimento sustentável com a produção de conteúdo de Pontos e Pontões de Cultura.

Reconhecido como Conferência Livre pela I Confecom e II CNC, acreditamos que os direitos culturais e comunicacionais do povo brasileiro podem e devem ser ampliados a partir da reflexão e ação conjuntas entre sociedade e governo.

A organização

Conferências
Durante as manhãs, o espaço será dedicado à apresentação geral dos temas em discussão durante a conferência livre, com a participação de convidados de entidades civis e governamentais.

Grupos de Trabalho e de Sistematização
Durante as tardes dos dias 24 e 25, os participantes integram-se aos GTs das áreas afins. Na tarde do dia 26, representantes escolhidos durante o GTs, acompanham o Grupo de Sistematização que dará conta das articulações e propostas já levantadas nos grupos específicos para a redação dos documentos finais.

Encontros setoriais
Tendo em vista o amplo espectro de atuação do público presente, à tarde do dia 26 – em paralelo ao GTs de Sistematização – terá espaço para atividades autogestionadas pelos participantes, voltadas à troca de experiências e articulações em rede.

Plenária
No dia 27, todos os presentes afinam perspectivas e ratificam para a Cultura voltadas às conferências nacionais de Comunicação e Cultura.

Atividades Culturais
Exibição de conteúdo audiovisual relacionado aos Pontos de Cultura, lançamento de livros, discotecagens e uma cerimônia de congraçamento – em parceria com a Fundarpe – criam espaço de integração e lazer para os participantes durante duas noites do evento.

Espaço Mídias Livres
Durante todo o encontro, os participantes terão contato com propostas de Mídia Livre e comunicação desenvolvidas por organizações sociais, em uma proposta de difusão de plataformas colaborativas.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

RECOMENDAMOS

MARINA CRITICA LULA E SARNEY

"Lula manteve política de FHC e recuperar credibilidade com Sarney é impossível"
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A senadora Marina Silva, pré-candidata do Partido Verde (PV) à sucessão presidencial, garantiu que não passa de retórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a afirmação de que "a economia do país mudou". Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, a senadora disse que Lula manteve a política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso. Ela destacou ainda que é impossível recuperar a credibilidade do Senado sob a presidência do senador José Sarney.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

NAVEGANDO NA VANGUARDA NO JORNAL

NAVEGANDO NA VANGUARDA agora também no jornal semanário O ESTADO. Nas bancas, por apenas R$ 1,00.

EQUINÓCIO DE PRIMAVERA


Fernanda Picanço
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Um dos fenômenos naturais de grande importância para o Estado, Equinócio, é um dos eventos que já entrou no calendário turístico de Macapá. O fenômeno acontece duas vezes ao ano, e pode ser visualizado do Monumento Marco Zero do Equador. A cada edição a Secretaria de Estado do Turismo (Setur), tem procurado fomentar o fenômeno como atrativo turístico local nacional e internacional.
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Para entender como acontece o fenômeno, é preciso conhecer um pouco da história. Antigamente a natureza era cultuada por civilizações antigas que aqui habitaram. Esses povos cultuavam a Lua, o Sol, como se fossem deuses, e os fenômenos naturais exerciam uma grande influencia no seu modo de vida.
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O significado da palavra Equinócio deriva do latim aequinoctium, que significa noite igual e refere-se ao momento do ano em que a duração do dia é igual a da noite sobre toda a terra.
São os movimentos que a Terra realiza em seu percurso ao redor do sol (rotação e translação) que tem, entre outras conseqüências, as estações do ano, os Equinócios e Solstícios.
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Durante o fenômeno os macapaenses e visitantes tem o privilégio de assistirem ao Equinócio que acontece quando os raios do sol, no seu movimento, incidem diretamente sobre a linha do Equador. Nesse período, o dia e a noite tem a mesma duração em todo o planeta. A ocorrência desse fenômeno marca a mudança de estação nos hemisférios da Terra. Em setembro no hemisfério sul é primavera enquanto no norte é Outono.
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No calendário civil do hemisfério sul para o ano de 2009, as datas para o inicio das estações do ano são: 20 de março – Equinócio de Outono; 20 de junho – Solstício de inverno; 22 de setembro – Equinócio de Primavera; 21 de dezembro – Solstício de Verão.
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Para o Equinócio de Primavera, a Setur preparou uma programação que tem inicio no dia 21 de setembro com casamento comunitário. No dia 22 de setembro, a programação inicia às 16h com a Abertura da visitação ao Monumento, oficinas, feiras, experiências cientificas, atrações culturais e observação do fenômeno que poderá ser visualizada a partir das 14h, sendo que o horário oficial do Equinócio é 18h18. No dia 23 a programação continua a partir das 8h se estendendo até as 23h.
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Serviço:
Secretaria de Estado do Turismo
Assessoria de Imprensa: (96)9134-0130/8135-4065

SOU ANA


Aroldo Pedrosa
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Muito bom o show de lançamento do CD de Ana Martel no Teatro das Bacabeiras, quinta-feira (18) – a noite realmente foi de Ana –, com convidados como o acreano Sérgio Souto (compositor de Albatroz – canção lindíssima que, sinceramente, não sei por que não tem esse título), Joãozinho Gomes e Enrico di Miceli, Patrícia Bastos e Zé Miguel. Ainda não tinha ouvido o CD, que tem ótimo design com título em manuscrito – Sou Ana –, o cenário do show acompanhando também o visual do disco foi criativo.
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Ouço o CD agora, à medida que digito essas palavras, nas primeiras horas desta sexta-feira clara – o relógio do computador acusa 6h30 da manhã. E é bom demais ouvir Ana ao amanhecer, porque ela tem claridade e suavidade na voz. Quando a manhã madrugava/ Calma, alta, clara... Ouvindo Ana, os versos da canção tropicalista Clara, de Caetano, naturalmente vêm. E os de Joyce – Clareana – também.
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No palco, a "sussuarana" tem estilo porque é mulher bonita e carismática que se move com elegância a cada sílaba cantada, a cada verso que flui de sua voz... Adjetivos, enfim, não faltam para definir o talento dessa ave canora da floresta que canta com encanto a nossa aldeia – e, no entanto, é preciso cantar – e tem luz própria e brilho cintilante de estrela. E Ana, como se não bastasse, é também compositora. Como disse o Joãozinho Gomes: “E das boas, que vem juntar-se ao nosso time”.
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Ana faz muito bem em pôr no repertório canções de compositores consagrados como Gilberto Gil e Caetano Veloso, e que ela interpreta com muita personalidade, relembrando o começo de tudo, quando cantava pelos bares da vida. Não existe música popular amapaense ou paraense ou paulistana ou matogrossense ou pernambucana ou sei lá mais o quê – é um grande equívoco essa coisa de “artista da terra”, pra não dizer “minhoca”, que é extremamente pejorativo – porque um bando de babacas, inclusive daqui mesmo, tratou de rotular assim a música regional. Já discuti com muitos deles, que não é por aí... O Amapá não é um país, somos, sim, parte do Brasil da Bossa Nova, da Jovem Guarda, da Tropicália, da Vanguarda Paulista, do Mangue Beat e... Evoé, jovens à vista! É “Música Popular Brasileira (MPB)”, portanto com os mais distintos sotaques e cores e tons, e muito mais abrangente, porque somos um povo miscigenado e falamos a mesma flor-do-lácio de Luiz Vaz de Camões – Minha pátria é minha língua/ Fala Mangueira... Como Ana e como foi no show de quinta-feira, interpretando a canção do Gil – "Amor até o fim", linda!, gravada pela eterna Elis –, assim como Podres Poderes, de Caetano. Aliás, nada mais pertinente para descrever o “Brasil da pilantragem do século 21”, o qual estamos todos mergulhados e nos envergonha tanto. Lá na poltrona do Teatro, ao lado de minha mulher Rosa Rente e o meu filhinho bonito Glauber Caetano, que adormecera na leveza da arte de Ana – feito o poema do Drummond: Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças –, cantei com ela (e adorei): Enquanto os homens exercem seus podres poderes/ Morrer e matar de fome de raiva e de sede/ São tantas vezes gestos naturais... E com toda a indignação do mundo. Obrigado, Ana, pela terapia! Olha o mano Caetano aí de novo: Eu sou mais eu/Porque sou (também) você...
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Como numa outra canção do Gil, daquele mesmo disco capa branca da extraordinária e inesquecível Elis: O compositor me disse/ Que eu cantasse distraidamente esta canção/ E que eu parasse assim, aqui...
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A propósito, vou parar mesmo por aqui, assim. Mas, Ana, quer saber?... O compositor não precisa lhe dizer mais nada, não!

AMAPÁ NA SELEÇÃO DE VÍDEOS DO MINC


"Simãosinho Sonhador", da Castanha Filmes, vencedor do IV DOCTV AMAPÁ/2009
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Documentaristas e produtores brasileiros que participam da seleção de curta, média e longa metragem dos gêneros ficção e documentários do Ministério da Cultura, tiveram seus vídeos avaliados no fim de semana (o resultado postaremos em breve) por profissionais de todo o Brasil que estiveram reunidos em Brasília. Pela primeira vez o Amapá esteve representado. O documentarista Thomé Azevedo foi indicado pela Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas – ABD e C/AP e seu currículo profissional foi selecionado e tem a responsabilidade de representar o Norte do Brasil.
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A Secretaria do Áudio Visual (SAV) do Ministério da Cultura instituiu o edital e 1.800 projetos foram inscritos e avaliados pelos profissionais escolhidos em cada região. A SAV enviou ao documentarista Thomé Azevedo 274 projetos que foram analisados durante dois meses. “Foram dois meses de muito trabalho e conhecimento, pude ver o que está sendo produzido em outras partes do Brasil, e afirmo que é uma seleção muito difícil, o audiovisual brasileiro é muito rico e o Amapá está ganhando destaque, estamos com muitas produções locais, profissionais e amadoras, muita gente fazendo vídeo, contando nossa história”, diz o documentarista.
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Thomé Azevedo acredita que a consolidação do Amapá no mercado de produção de audiovisual deve-se à abertura do mercado para este setor e à profissionalização e organização da classe. O documentarista fala que a criação da ABD e C no Amapá fez com que os produtores se estimulassem e o ritmo de produções se acelerou. “Vários festivais são organizados no Amapá, em Santana há cinco anos é feito o Curta Santana, o FIM é organizado em Macapá, as faculdades fazem seus festivais internos, a Confraria Tucuju vai realizar seu segundo festival, escolas de primeiro e segundo graus e muitos profissionais estão concorrendo em todo o Brasil, como o DOC TV e outros do Brasil”, fala Thomé.
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Ele se reuniu no fim de semana em Brasília com profissionais de outras regiões do Brasil para selecionar dos 1.800, 20 projetos que serão custeados pelo Ministério da Cultura com o valor de R$ 100 mil reais para a produção.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A NOITE DE ANA


Ela canta intensamente e compõe com a delicadeza de quem conhece bem as estradas da música. Ana Martel está em seu melhor momento. Lança nesta quinta-feira (17), em grande show no Teatro das Bacabeiras a partir das 21h30, o CD “Sou Ana”, onde deposita sua alma de artista criativa e experiente. Das doze canções do disco, oito são de sua exclusiva autoria. O trabalho é o primeiro do Amapá a ser gravado através de incentivo da Lei Rouanet, com recursos captados junto à Eletrobras.
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Sejamos todos ANA nesta noite!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

AVE, DONA CANÔ!


Em 2007, na edição especial de Vanguarda 12, que trouxemos como reportagem de capa “Macapá – Enredo da Beija-Flor”, o editorial da revista foi sobre o centenário de Dona Canô. E por ela estar completando hoje mais uma risonha primavera - 102 anos -, postamos aqui o histórico editorial.
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100 ANOS DA MÃE DA TROPICÁLIA
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Aroldo Pedrosa
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No dia 16 de setembro de 2007, Dona Canô, a mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia, fez 100 anos. A cidade do Recôncavo Baiano, Santo Amaro da Purificação, esteve em festa no domingo de sol celebrando o centenário da mais ilustre senhora do lugar. O acontecimento mereceu destaque em toda a imprensa brasileira. No Amapá, entretanto, o jornalista Renivaldo Costa (ex-apresentador do programa Macapá Urgente – TV Macapá) revoltou-se, sobretudo com Deus, por ter concedido à matriarca dos Veloso viver tanto. Para ele, que sempre fez questão de manifestar publicamente o seu inconformismo e preconceito ao menor sinal de ascensão da mulher na sociedade machista dos homens, o alarde em torno daquela simples senhora, mãe da Tropicália, evidentemente que o chacoalharia. Agora pense num cabotino cínico – deslavado cabotino! –metido a intelectual (um pseudo-intelectual de miolo duro, isso que ele) e que se acha “lindo de bonito”, ensandecido com as bênçãos de Santo Amaro e São Salvador à longevidade daquela doce vida baiana. “Canô é uma pessoa canonizada em vida”, disse o ministro tropicalista da Cultura, Gilberto Gil, em entrevista ao Fantástico, depois de entregar carta de felicitações do presidente Lula à aniversariante. Gil foi a Santo Amaro da Purificação representando oficialmente o presidente da República.

As homenagens à celebridade religiosa santamarense começaram no dia anterior, quando a cidade recebeu a imagem de Nossa Senhora Aparecida, vinda de São Paulo, especialmente para a ocasião. Sob aplausos da multidão, em meio à procissão que parou Santo Amaro, Dona Canô se emocionou ao receber das mãos do padre Josafá Morais a imagem da padroeira do Brasil. “Estou recebendo essa graça de Deus de 100 anos com muita satisfação e alegria, porque reunir meus amigos, meus filhos e todos os meus parentes que vieram de longe, para mim e a maior festa”, disse Dona Canô à reportagem do Jornal Nacional. Maria Bethânia, acompanhada por um coro de peregrinos de tantas mil vozes, entoava o clássico Romaria, de Renato Teixeira. “O centenário de minha mãe com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, entrar na casa de Nossa Senhora da Purificação, estar na nossa terra, na nossa cidade, onde minha mãe também é guardiã, é muito bonito e emocionante”.

O filho tropicalista edipiano confesso Caetano Veloso, que na canção Reconvexo reverencia a religiosidade da genitora com o verso “Quem não rezou a novena de Dona Canô?”, na escadaria da igreja matriz cumprimentou-a assim: “A bênção, minha mãe!”. Caetano também disse que foi com ela que aprendeu a escrever e cantar.

“E qual a receita para chegar aos 100 anos”, perguntou a repórter. “Paciência. Porque uma pessoa impaciente, que briga por tudo, não pode viver bem”, revelou, da experiência extraordinária de viver um século, a mãe da Tropicália.

MÃE
Caetano Veloso

Palavras, calas, nada fiz
Estou tão infeliz
Falasses, desses, visses, não
Imensa solidão

Eu sou um rei que não tem fim
E brilhas dentro aqui
Guitarras, salas, vento, chão
Que dor no coração

Cidades, mares, povo, rio
Ninguém me tem amor
Cigarras, camas, colos, ninhos
Um pouco de calor

Eu sou um homem tão sozinho
Mas brilhas no que sou
E o meu caminho e o teu caminho
É um nem vais, nem vou

Meninos, ondas, becos, mãe
E, só porque não estás
É para mim e nada mais
Na boca das manhãs

Sou triste, quase um bicho triste
E brilhas mesmo assim
Eu canto, grito, corro, rio
E nunca chego a ti

SANTO AMARO CELEBRA 102 ANOS DE CANÔ


A Tarde On Line
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A cidade de Santo Amaro da Purificação, localizada no Recôncavo Baiano, ficou lotada na manhã desta quarta-feira, como costuma acontecer anualmente no dia 16 de setembro, quando se comemora o aniversário de Dona Canô. A matriarca da família Veloso completou 102 anos.
As comemorações do aniversário começaram por volta das 10h30, na igreja da Nossa Senhora da Purificação, com uma missa celebrada pelo frei Gilmar Magno, de Salvador. Estavam presentes familiares, como os filhos Caetano e Maria Bethânia, netos e bisnetos de Dona Canô, além da cantora Alcione, que cantou, a pedido da aniversariante, o canto de louvação à Nossa Senhora.
A ex-nora de Dona Canô, Paula Lavigne, chegou de surpresa às comemorações, ao lado de Tom, seu segundo filho com Caetano. Os dois chegaram para a cerimônia já no final, depois das 11h. A missa foi encerrada às 11h30, depois que antigos presentes, recebidos por Dona Canô ao longo dos anos, foram depositados no altar pelos filhos. Depois da missa, os familiares e amigos seguem para um almoço em sua casa, localizada em Santo Amaro.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

UM SÉCULO COM VOCÊ CANÔ!


Amanhã, 16 de setembro de 2009, Dona Canô faz 102 anos. Com a bela canção do Gil, antecipamos aqui os nossos parabéns pra mãe da Tropicália.
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CANÔ
Gilberto Gil

desde o tempo do carro de boi
da época do trem motriz
do auge dos canaviais

tens vivido a semear a luz
a paz e o amor que tem raiz
na índia dos teus ancestrais

vida cheia de momentos raros
nesta cara santo amaro
terra de doces paixões

zeca e todas as meninas
e os meninos, quantos sinos
quantos hinos, quantas orações

hás de ouvir de nós
sempre essa voz
sempre essa voz
sempre em tom de louvor

nossa emoção, canô
nesta canção, canô
nossa emoção, nesta canção

parabéns pra você, canô
cem anos com você, canô
parabéns pra você, canô
cem anos com você, canô

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

EM FESTA O CORAÇÃO DA FLORESTA

A madrinha carioca Lecy Brandão e a afilhada Patrícia Bastos no Bacabeiras
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Joãozinho Gomes e Enrico di Miceli na interpretação de "4 de Fevereiro"
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No show à noite, o grupo Voz canta com Dante Ozetti e Enrico di Miceli
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O grupo gaúcho Voz, ao lado do radialista Carlos Lobato
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Os paulistanos Dante Ozetti e Celso Viáfora convidados para o show
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O músico e parceiro Enrico di Miceli falando também do CD
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O poeta Joãozinho Gomes falando sobre o CD na manhã de quinta-feira (3)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 DE SETEMBRO DE 2001


A POESIA DAS RUÍNAS
Aroldo Pedrosa
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Os meus versos eu os componho
Como sopro de vento em dia medonho
Não procuro nem conduzo minha poesia
Não consulto dicionário
Previsão de tempo, ampulheta, horário
E muito menos a biruta do serviço de meteorologia
Os meus versos faço, não peço
Recolho de restos, de estilhaços
E vou compondo e não tropeço.
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Com eles refaço vidas
Remonto sonhos
Os meus versos vêm das ruínas
E dos escombros

O SAX DE ESPÍNDOLA NO CONCERTO DE VERÃO


Márcia Corrêa
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A Confraria Tucuju traz ao palco do projeto Concertos de Verão, nesta sexta-feira (11), o saxofonista amapaense José Espíndola. Nascido na localidade de Igarapé do Franquinho, arquipélago do Bailique, o músico de 60 anos é uma das mais importantes referências da música instrumental no Amapá.
José Olímpio Cordeiro Espíndola cumpriu a trajetória dos grandes músicos amapaenses. Aluno do antigo Ginásio de Macapá, o GM, integrou a Banda de Música Oscar Santos, aprendendo pelas mãos do próprio mestre na juventude. Na década de 60, juntamente com outros músicos, fundou o conjunto “Os Cometas”, sucesso nos bailes da época.
Integrou também as bandas de maior sucesso da noite amapaense como “Milionários R-5”, “Mocambos”, “Os Setentrionais” e “Banda Brind’s”. Na década de 1980 fez parte do projeto Lembrando Elis, do SESC, espetáculo que percorreu as cidades de Belém-PA, São Luiz-MA, Fortaleza-CE, João Pessoa e Guanabara-PB e Natal-RN.
Como músico acompanhou diversos cantores amapaenses como Amadeu Cavalcante, Ronery, Zé Miguel, Grupo Pilão, Grupo Sambarte e Osmar Jr. Participou de álbuns de Marcelo Dias, Fernando Chaves, Naldo Maranhão, Osmar Jr. e banda Os Setentrionais.
Em 2003, depois de 40 anos dedicados à música instrumental, lançou seu primeiro CD, “Tua Luz”, com repertório de composições próprias e de músicas religiosas. Em 2006 lançou seu segundo CD, “Eu e Você”, com a maior parte do repertório próprio. Esse trabalho traz uma homenagem ao Mestre Oscar na música “Inesquecível Melodia”. Há cinco anos voltou a integrar a banda “Os Cometas”, que reuniu os fundadores dos anos 60.
No show de Espíndola haverá ainda a participação do bailarino ampaense Agesandro Rêgo, que fará performance.
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Serviço:
Concertos de Verão
Dia 11 de setembro
Às 20 horas
No Largo dos Inocentes
Av. Mendonça Furtado, atrás da Igreja São José

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PIXINGUINHA: ESTRELAS DA MPB NO AMAPÁ


O palco do Teatro das Bacabeiras vai receber uma constelação de estrelas da Música Popular Brasileira durante o show do Projeto Pixinguinha, que este ano contemplou três artistas do Amapá. Dividindo o palco com Patrícia Bastos, Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes estarão Leci Brandão, Nilson Chaves, Dante Ozzetti, Celso Viáfora e o Grupo Voz.
O show acontecerá no dia 3 de setembro, nesta quinta-feira, às 20h30, com entrada franca. Será reprisado no dia 5 de setembro na orla de Ferreira Gomes, pousada Maramalde, desta vez com as participações de Celso Viáfora e Dante Ozzetti. Os dois espetáculos fazem parte do circuito de lançamento dos CDs “Amazônica Elegância”, de Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes e “Eu sou Caboca”, de Patrícia Bastos.
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Constelação MPB
A carioca Leci Brandão foi a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores da Mangueira. Filha de família humilde, em 1974 gravou seu primeiro LP e recebeu inúmeros prêmios de crítica. Foi o começo do que se tornou uma das maiores representantes da MPB e do samba. Engajada e comprometida com as causas sociais, Leci canta a vida do povo e defende a gente brasileira. Já esteve em Macapá no show de 50 anos de Joãozinho Gomes e Val Milhomem e no Encontro dos Tambores do ano passado.
Celso Viáfora é um dos mais importantes nomes do samba paulistano. Compositor, intérprete, violonista e arranjador tem seu nome e obra registrados em um capítulo do livro “Tem Mais Samba”, do escritor e jornalista carioca Tárik de Souza. É também capítulo do livro “Herança do Samba”, escrito por Aldir Blanc em parceria com Hugo Sukman e Luiz Fernando Vianna. Outro que vem ao Amapá é Dante Ozzetti, compositor, violonista, arranjador e produtor musical paulistano. Irmão da cantora Ná Ozzetti e da flautista Marta Ozzetti foi vencedor do Prêmio Visa, autor do CD "Ultrapássaro" e do elogiado álbum "Achou!”, em parceria com a cantora Ceumar.
Vem de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o Grupo Voz. O trio é formado por Gustavo Dall'Acqua (voz e violão), Vinícius Londero (voz e percussão) e Rodrigo Londero (voz e violão) e faz um trabalho acústico de voz, enriquecido por violões aço e nylon e percussão. Atualmente está gravando seu primeiro trabalho.
O paraense Nilson Chaves é um dos maiores representantes da música amazônica. Dono de voz suave e compositor de incomparável sensibilidade, faz de sua arte a tradução do jeito de ser do povo amazônico. Ribeirinhos, caboclos, pajés, índios e lavadeiras das beiras de rio, personagens que habitam o íntimo de todos que aqui vivem, se misturam à grandeza das forças da natureza e da consciência crítica em sua obra.
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Ferreira Gomes no circuito do Pixinguinha
Pela primeira vez o Projeto Pixinguinha chega ainda mais dentro do Brasil. Um dos shows de Patrícia Bastos, Joãozinho Gomes e Enrico Di Miceli, com participação de Dante Ozzetti e Celso Viáfora, acontecerá na Pousada Maramalde, na orla de Ferreira Gomes. O lugar mágico, banhado pelo rio Araguari, das cachoeiras e da poesia, fica a uma hora e meia de carro, partindo da capital Macapá, com estrada asfaltada.
Ferreira Gomes é hoje uma referência para o turismo na região, com inúmeras pousadas e restaurantes. Oferece belas paisagens e revigorante banho nas águas do Araguari. O show do Projeto Pixinguinha pretende inaugurar um circuito novo de espetáculos de música, aliando cultura e lazer. Por essa razão acontecerá no dia 5 de setembro, início de um final de semana de feriado prolongado para que os admiradores da boa música possam ter momentos inesquecíveis.

Serviço
Pousadas em Ferreira Gomes
Maramalde – 3326-1510 / 9141-0632
Buriti – 3326-1413 / 9971-7424
Tucumã – 3326-1325 / 9974-7576
Thassos – 3326-1250
Arte e Sabor – 3326-1419

LIBERDADE DE IMPRENSA NO AMAPÁ


Já está circulando em todo o Amapá o semanário O ESTADO, que tem à frente o competente jornalista Emanoel Reis – colaborador da revista Vanguarda. Emanoel é jornalista formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e milita na imprensa amapaense há décadas. No editorial da edição que está nas bancas, O ESTADO deixa bem claro que vem pra fazer a diferença entre os jornais, tablóides e pasquins que circulam no meio do mundo. Postamos aqui o “editorial-estilingue”, cujo principal alvo é a imprensa tucuju dominada.
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Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós!
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INFORMAÇÃO MANIPULADA
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Nos dias sequentes após o prédio onde funcionava o depósito de merenda escolar e almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação (Semed) ter sido totalmente destruído pelo fogo, a imprensa macapaense fez veicular matérias mal-ajambradas, escoradas por manchetes garrafais, sugerindo que o incêndio fora criminoso, provocado por “atos terroristas” visando “prejudicar” a administração do prefeito Roberto Góes (PDT).
O incidente ocorreu na madrugada de 13 de julho. Na manhã de 17 de gosto, o Corpo de Bombeiros divulgou laudo revelando que o incêndio fora provocado por um curto-circuito nos fios desencapados – com certeza, por falta de manutenção – do velho edifício. No dia seguinte à divulgação do laudo, nenhum jornal, programa de rádio ou colunista se preocupou em esclarecer a população sobre o deplorável equívoco cometido em passado recente.
Esse episódio lamentável, protagonizado em Macapá por empresas de comunicação e jornalistas ansiosos em agradar os manda-chuvas de plantão, poderia ser convertido em tema de estudos na única faculdade de comunicação ainda em atividade no Amapá. Infelizmente, passou despercebido. E quando isso acontece, significa que uma parte da sociedade está muito doente.
Em especial, porque desde o início a cobertura da imprensa no incêndio do depósito da Semed foi extremamente tendenciosa. Talvez não por culpa de repórteres ou redatores. Mas sem dúvida, uma determinação dos donos das empresas, clientes preferenciais dos governos.
Ou seja, eis aí uma prova inconteste de que liberdade de imprensa só existe nos compêndios meramente academicistas, cuja utilidade prática no mercado de trabalho para os jornalistas com alguma seriedade esbarra – e sempre esbarrará – nos interesses políticos e comerciais do dono da empresa.
Esse mau comportamento no jornalismo é estimulado por bucaneiros travestidos de empresários de Comunicação, locupletadores das verbas publicitárias disponibilizadas por governos essencialmente corruptos que precisam da imprensa domesticada para que a sociedade não seja devidamente informada sobre as irregularidades cometidas nos porões do poder.
Ao atropelar direitos individuais, ignorar provas, transformar suspeitas em matérias jornalísticas, menosprezar evidências contrárias à tese defendida, esse arremedo de empresário apenas contribui para denegrir a imagem da imprensa amapaense.
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Emanoel me liga pra dizer que a nova edição chega às bancas na sexta-feira, 4.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O SHOW QUE COMEÇOU MAL E NÃO TERMINOU

Aroldo Pedrosa: E as notas dissonantes se integraram ao som dos imbecis
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Parafraseando “1968 – o ano que não terminou”, do Zuenir Ventura, na última quinta-feira – 27 de agosto de 2009 –, mesmo com o alinhamento do Sol, Lua e Terra à meia-noite, as forças gravitacionais do Universo não conspiraram a favor do show-manifesto Tropicália na Linha do Equador. Seria praga do bispo que "não rasga dinheiro, não" Edir Macedo? Do presidente "eu não peço desculpa da patifaria dos atos secretos" José Sarney e seus discípulos? Ou seja, do “Brasil da pilantragem do século 21”, como anunciávamos no convite? De qualquer forma foi frustrante a interrupção de energia elétrica – que durou mais de uma hora – depois de apresentar (meio fora do tom) a terceira música do show, “Como Dois e Dois”, composta por Caetano Veloso no exílio londrino. “Como dois e dois são cinco” – diga-se de passagem – é uma frase pensada pelo russo Tolstói e digerida antropofagicamente por Caetano, numa gozação tropicalista pra falar da situação do Brasil daquele regime arbitrário e truculento dos anos 60. Parece que os fantasmas ditatoriais emergiram do mundo das sombras para atrapalhar a nossa festa tropical-socialista na noite de quinta-feira, que, horas antes, já andava atropelada nos preparativos – os ensaios foram mínimos e sempre com a ausência inesperada de um ou outro músico. Mas como compromisso é compromisso, e teríamos que fazer valer o que estava escrito, fomos assim mesmo ao SESC Centro apresentar o show que, infelizmente, começou mal e não teve fim pela falta, sobretudo, do fornecimento de energia elétrica.
Há males, porém, que vêm pra bem. Estamos agora reavaliando os erros, as tensões e entraves daquele princípio de espetáculo complicado, para sacudir a poeira e – creia – dá a volta por cima. E a crítica que não toque na poesia!
Tempo haverá agora pra isso, de buscar nova pauta no SESC Centro e apresentar na íntegra o show interrompido nos primeiros acordes e versos de “Fera Ferida”: Acabei com tudo...
Apesar de tudo, o público presente me emocionou muitíssimo ao completar na escuridão – e numa só voz – a bela canção romântica de Roberto e Erasmo Carlos.
Tropicália é isso aí. Muito obrigado, platéia! E aguarde para muito breve o nosso retorno cantando desta vez com vocês a canção...
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FERA FERIDA
Roberto Carlos / Erasmo Carlos
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Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando o meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido
Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você
Eu sei
Quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor
Eu sei
Que o coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não esqueci
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Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

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Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre sem rumo e sem laços
Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo
Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz de esquecer
Eu sei
Que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes
Eu sei
Que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não esqueci

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Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

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Esta canção foi gravada por Caetano no disco solo de 1988.

I SARAU DO LARGO DOS INOCENTES DE 2009

Maria Elli no I Sarau do Largo dos Inocentes do fim de semana
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A Confraria Tucuju realizou na sexta-feira (28) o I Sarau do Largo dos Inocentes de 2009, com mostra das manifestações artístico-culturais do Amapá: exposição e comercialização de artes plásticas, artesanato, CDs, DVDs e obras literárias de artistas e escritores amapaenses, varal de poesias, folclore e gastronomia regional.
O Sarau fez homenagem ao poeta Alcy Araújo, com vários poemas lidos por Patrícia Andrade e as filhas do poeta, Alcilene e Alcinéa Cavalcante. As atrações musicais foram as seguintes:
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Maria Elli e Rafael Boaventura abriram o Sarau
Maria Elli, cantora e compositora amapaense com mais de 18 anos de carreira, que participou de diversos festivais interpretando canções de compositores locais, premiada em 1º lugar no III SESCANTAMAPÁ e como melhor intérprete em dois festivais: III Festival Amapaense da Canção (FEMAC) e II Festival de Música do Servidor Público (FESTSERV). Participou também da XXXI Mostra de Música Cidade Canção (FEMUCIC/Maringá-PR), I Bienal Internacional de Música de Belém do Pará, II Mostra de Música SESCANTAMAPÁ e do Festival de Artes da Escola Meta (FAM). Sua bela voz está registrada nos CDs “Canto de Casa II”, produzido pela Associação de Músicos e Compositores do Amapá/AMCAP e “Parceria”, dos compositores André Luiz Barreto e Cássio Pontes. Maria Elli é Publicitária, atuante na área de comunicação elaborando jingles publicitários, além de prestar assessoria de imprensa. Atualmente ocupa o cargo de Diretora Social da Associação de Músicos e Compositores do Amapá/Amcap.
Rafael Boaventura é músico, cantor e compositor com 12 anos de atuação, apresentando trabalho de voz e violão e como vocalista e instrumentista de bandas em bares e casas de shows. Participou de diversos festivais, interpretando composições de sua autoria, sendo premiado com o 2º lugar no II Festival Jovem da Canção (FEJOCA), com apenas 15 anos, além de outras importantes participações como: II Festival de Música do Nae (FEMUNAE), Festival de Artes da Meta (FAM), II Mostra de Música SESCANTAMAPÁ, XXXI Mostra de Música Cidade Canção (FEMUCIC/Maringá-PR) e recitais da escola de Música Walkíria Lima, enquanto aluno do curso de Violão Erudito daquela instituição de ensino Musical.
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Banda Kbana Texana fechou o I Sarau do Largo
A banda Kbana Texana é uma formação recente, mas com músicos consagrados da noite amapaense. Um dos líderes da banda Casanova, Wildson (Bolachinha), no baixo e voz, Jota Lee na guitarra e voz, Magno nos teclados e vocais, Valério de Luca na bateria e Jormyr no teclado e voz. O quinteto faz um show resgatando a música popular dançante dos anos 60, 70 e 80, incluindo Jovem Guarda, Rock Nacional, cantores como Tim Maia e bandas como Roupa Nova e A Cor do Som.
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A galeria de fotos do fim de semana a seguir.

FIM DE SEMANA NA TERRA DO MARABAIXO

Joãosinho Gomes e Val Milhomem no Canto de Casa (SESC Centro) sexta-feira
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Amadeu Cavalcante e deputado Evandro Milhomem (PCdoB/AP) no Canto de Casa
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Rafael Boaventura, acompanhando a cantora e mãe Elli: hereditariedade musical
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O líder da banda Kbana Texana, Bolachinha, no Largo dos Inocentes
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Os músicos da banda Kbana Texana
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Wildson (Bolachinha) com amigos, depois da boa performance

terça-feira, 25 de agosto de 2009

É PROIBIDO PROIBIR - 1968/1969


Ao longo desses 40 anos de transformações, entre elas o retorno da democracia brasileira, vários livros foram publicados, e, particularmente, pelo menos quatro entre os que li carrego comigo como fonte de consulta, porque narram com grandeza e precisão detalhes dessa – como diria o compositor Chico Buarque de Holanda – página infeliz da nossa história.
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Aroldo Pedrosa
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Desde o ano de 2007 – há pouco mais de dois anos – que o leitor de Vanguarda vem acompanhando em nossas páginas, identificadas pelo rótulo “TROPICÁLIA 40 ANOS – 1967/1968”, reportagens especiais acompanhadas de depoimentos (Jorge Mautner e Gilberto Gil estiveram na edição anterior) sobre o mais expressivo movimento de renovação cultural – o tropicalismo – ocorrido no Brasil nas últimas quatro décadas. E 2008 foi o ano em que a imprensa brasileira mais fez emergir o episódio da história que culminou com a decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro de 1968, pelo regime militar que governava o Brasil na época. O AI-5, como assim ficou conhecido, foi decretado pelo presidente Costa e Silva como pretexto para cassar o deputado federal Márcio Moreira Alves, que, às vésperas do dia nacional da independência do Brasil, subira à tribuna da Câmara para pedir as mulheres desses militares que fizessem greve de sexo como protesto ao regime de exceção vigente no país, que a tudo – ou quase tudo – proibia. Na mais sinistra noite de sexta-feira 13 (imagina quantos milicos brocharam naquela noite com o eco do discurso do deputado subversivo na cabeça), sobretudo com a rejeição da Câmara ao pedido de licença para o STF processar Moreira Alves, os militares – com as prerrogativas do AI-5 – indignados subiram nas tamancas, numa pressão ao presidente da República que, sem saída, fechou o Congresso Nacional e, entre outros absurdos, prendeu, dias depois, os líderes tropicalistas Caetano Veloso e Gilberto Gil, que, com suas idéias de vanguarda e comportamentos, vinham incomodando os militares conservadores na caserna.
Ao longo desses 40 anos de transformações, entre elas o retorno da democracia brasileira, vários livros foram publicados, e, particularmente, pelo menos quatro entre os que li carrego comigo como fonte de consulta, porque narram com grandeza e precisão detalhes dessa – como diria o compositor Chico Buarque de Holanda – página infeliz da nossa história.
Em “1968 – o ano que não terminou”, o jornalista e escritor Zuenir Ventura dedica um capítulo inteiro do livro para descrever e analisar um dos episódios mais controvertidos da cultura brasileira: a apresentação da canção É proibido proibir, por Caetano Veloso, no III Festival Internacional da Canção-FIC promovido pela Rede Globo.
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O capítulo, do livro de Zuenir Ventura, está postado abaixo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

1968 - O ANO QUE NÃO TERMINOU


QUE JUVENTUDE É ESSA!
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Zuenir Ventura
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Na última semana de setembro, o III Festival Internacional da Canção transformou a intolerância em espetáculo e a exibiu para todo o país – ao vivo e ao som de vaias, mais do que de música. Na noite de 28, no teatro do Tuca, em São Paulo, algumas dúzias de ovos, tomates e bolas de papel – acompanhadas por uma interminável vaia – iam proibir que Caetano Veloso cantasse É proibido proibir, mas em compensação iam provocá-lo a fazer o mais brilhante discurso de sua vida.
Era a última noite da fase nacional, que classificaria seis músicas para representar o Brasil nas semifinais e finais do Maracanãzinho. Caetano fizera a música por insistência do seu empresário. Lendo uma reportagem na revista Manchete, Guilherme Araújo viu o graffiti e teve a idéia:
- Essa frase é linda, Caetano. Faz uma música usando-a como refrão.
Preguiçoso, Caetano demorou a fazê-la, mas Guilherme não desistiu. Um dia, a música saiu.
“Achei meio boba, mas bonitinha”, confessa o autor. “Todo mundo, na hora, achou bonita. No dia seguinte, eu já achava péssima.”
Embora só gostasse do ritmo e de uma parte da letra – “Eu digo sim, eu digo não ao não” –, quando veio o festival da Globo ele resolveu inscrevê-la, e convidou para acompanhá-lo o conjunto Os Mutantes, que tinha aquela garota sardenta, muito moleca, filha de americanos, Rita Lee Jones.
Caetano ainda se lembra de que estava vestido de plástico verde e negro, “com uns colares de correntes, tomadas, coisas quebradas, pedaços de lâmpadas, uma coisa muito estranha”. Quando começou a cantar, Gil e Gal estavam na platéia e sua mulher, Dedé, nos bastidores. De repente, a uma ordem em inglês, irrompeu no palco a surpresa que Caetano mantivera em absoluto segredo e que descreve assim: “Pulando e dando gritos, um rapaz louro de dois metros de altura, esquisito, muito louco, roupas mais estranhas do que as minhas”.
Ninguém sabia quem era, mas a entrada intempestiva desse americano do Texas chamado Johnny Dandurand levou a platéia do Tuca a um transe histérico. Primeiro, foram os apupos e os xingamentos, em seguida as bolinhas de papel e, logo depois, os ovos e tomates. Caetano ainda tentou cantar, ma era impossível. Tinhoso, ele só desistiu quando resolveu realizar um dos dois mais escandalosos happenings daqueles tempos – o outro fora de Sérgio Ricardo no ano anterior, ao quebrar o violão e atirá-lo em pedaços sobre uma platéia parecida.
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- Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder? -
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gritou Caetano mais alto do que a gritaria. Era o começo do seu discurso ao mesmo tempo didático e impiedoso.
Caetano pretendia ler um poema de Fernando Pessoa e dar um grito de apoio a Cacilda Becker, que sofria pressões da censura para rescindir seu contrato na televisão. Esses dois nomes e mais o do compositor Chico de Assis, membro do júri, vão aparecer em seguida sem que a platéia entendesse porque, se é que aquela gente estava a fim de entender alguma coisa.
Exasperada, a platéia tentava abafar, com gritos, o inesperado comício.
Caetano resolvera despejar naquela platéia ululante todas as suas mágoas, inclusive o fato de terem vaiado, no festival do ano anterior, Alegria, alegria, por considerá-la imitação de música americana.
As vaias aumentaram. Num pulo, Gil já estava no palco abraçado ao amigo e revidando com deboche as agressões. Encarava o público, ria, de vez em quando pegava um tomate, dava uma mordida e devolvia à platéia. Rita fazia piadas: “Aí, Caetano Meloso”.
Caetano conseguia transformar a sua fúria numa torrente de afirmações provocadoras, cortantes. De vez em quando ele cantava, ou gritava para a platéia de censores: “É proibido proibir!”.
O discurso chegava ao final, e ia sobrar para o júri.
A cantora Nara Leão fazia parte do júri e seu marido então, Cacá Diegues, provavelmente não se inspirou no espetáculo para lançar a categoria Patrulhas Ideológicas, com a qual, uma década depois, desmoralizou o entulho autoritário de esquerda, abrindo caminho para uma perestroika à nossa maneira e avant-la-lettre. Mas não há dúvida de que aquela foi a noite de glória das patrulhas ideológicas.
Curiosamente, a segunda lição àqueles jovens de esquerda, “pra frente”, viria de Nelson Rodrigues, o reacionário, em uma crônica clássica:
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“A vaia selvagem com que o receberam já me deu uma certa náusea de ser brasileiro. Dirão os idiotas da objetividade que ele estava de salto alto, plumas, peruca, batom etc. Ele era um artista. De peruca ou não, era um artista. De plumas, mas artista. (...) Ele era um momento da consciência brasileira. E vimos como a implacável lucidez acuou e bateu a jovem obtusidade”.
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Ao voltar para os bastidores, Caetano foi recebido por Dedé, que não chegara a ouvir o discurso do marido. O mais indignado agora era Gil: “Eles estão embotados pela burrice que uma coisa chamada Partido Comunista resolveu pôr na cabeça deles”.
Depois que Dedé retirou os colares do pescoço do marido, deixando apenas um “pra dar sorte”, Caetano saiu do teatro protegido pela polícia e com a disposição de não mais participar de festivais. Inconformado com a desclassificação de Gil, ele retirou a sua da competição, apesar da ótima classificação que obtivera.
Uma semana depois, sem Caetano e Gil, o III Festival da Canção escolheria o vencedor brasileiro que iria concorrer com os estrangeiros. Paralelamente ao evento, realizava-se na boate Sucata, de Ricardo Amaral, o que Caetano ainda chama de “festival marginal ao festival que seguia”: um espetáculo tropicalista. Como parte dos elementos visuais de cena, destacava-se a bandeira de Hélio Oiticica: “Seja marginal, seja herói”. O show, a bandeira de Hélio, alguns acordes que Os Mutantes dedilhavam ao violão e que os censores confundiram com o hino nacional, tudo isso, mas principalmente a campanha de delação de um certo Randal Juliano, que todo dia pedia pela rádio e TV a prisão de Caetano, levaram à proibição do show por um juiz, a ridículas acareações entre Amaral e Caetano, e a prisão do compositor, logo depois do AI-5.
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Abaixo, o discurso histórico (na íntegra) de Caetano Veloso

VOCÊS NÃO ESTÃO ENTENDENDO NADA!


O DISCURSO DE CAETANO
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"Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder?
Vocês tem coragem de aplaudir este ano uma música, um tipo de música que vocês não teriam coragem de aplaudir no ano passado; são a mesma juventude que vai sempre, sempre, matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem! Vocês não estão entendendo nada, nada, nada, absolutamente nada!
Hoje não tem Fernando Pessoa! Eu hoje vim dizer aqui que quem teve a coragem de assumir a estrutura do festival, não com o medo que o sr. Chico de Assis pediu, mas com a coragem, quem teve essa coragem de assumir esta estrutura e fazê-la explodir foi Gilberto Gil e fui eu. Vocês estão por fora! Vocês não dão pra entender. Mas que juventude é essa, que juventude é essa?
Vocês jamais conterão ninguém! Vocês são iguais sabe a quem? São iguais sabe a quem? – tem som no microfone? – aqueles que foram à Roda Viva e espancaram os atores. Vocês não diferem em nada deles, vocês não diferem em nada! E por falar nisso, viva Cacilda Becker! Viva Cacilda Becker! Eu tinha me comprometido em dar esse viva aqui, não tem nada a ver com vocês.
O problema é o seguinte: vocês estão querendo policiar a música brasileira! O Maranhão apresentou esse ano uma música com arranjo de Charleston, sabe o que foi? Foi a Gabriela do ano passado que ele não teve coragem de, no ano passado, apresentar, por ser americana. Mas eu e o Gil já abrimos o caminho, o que é que vocês querem? Eu vim aqui para acabar com isso. Eu quero dizer ao júri: me desclassifique! Eu não tenho nada a ver com isso! Nada a ver com isso! Gilberto Gil!...
Gilberto Gil está comigo pra nós acabarmos com o festival e com toda a imbecilidade que reina no Brasil. Acabar com isso tudo de uma vez! Nós só entramos em festival pra isso, não é, Gil? Não fingimos, não fingimos aqui que desconhecemos o que seja festival, não. Ninguém nunca me ouviu falar assim. Sabe como é? Nós, eu e ele, tivemos coragem de entrar em todas as estruturas e sair de todas, e vocês? E vocês?
Se vocês, se vocês em política forem como são em estética, estamos feitos! Me desclassifiquem junto com o Gil! Junto com ele, tá entendendo? E quanto a vocês...
O júri é muito simpático, mas é incompetente. Deus está solto!”
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Nesse momento Caetano volta a cantar É proibido proibir propositalmente desafinado, finalizando o discurso assim:
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"Fora do tom, sem melodia. Como é júri? Não acertaram qualificar a melodia de Gilberto Gil? Ficaram por fora. Gil fundiu a cuca de vocês, hein? É assim que eu quero ver.
Chega!"

NOTA DE REPÚDIO

A direção da Rede Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) é solidário aos companheiros dos STRs e as Associações Comunitárias. Nos colocamos à disposição dos senhores (as), através do nosso escritório Nacional em Brasília.

Rubens Gomes - Presidente da Rede GTA

NOTA DE REPÚDIO
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Senhores (as),
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Através deste documento, vimos repudiar uma operação conjunta entre IBAMA (Amapá), Polícia Ambiental do Amapá e Polícia Federal, realizadano município de Gurupá, mais precisamente no Rio Moju, nos dias 16 e 17 de agosto de 2009.
A operação, segundo os seus coordenadores, baseados no Estado do Amapá, tinha como objetivo “fiscalizar a extração de madeira e seu processamento nas pequenas serrarias familiares”. Porém, os procedimentos foram muito além disso: policiais invadiram residências,agredindo verbalmente e ameaçando com armas os moradores; entravam nas dependências das residências – quartos inclusive - sem levar em consideração a presença de crianças, senhoras e pessoas idosas, mexiam nos bens dos moradores (freezer, fogões, etc); retiraram e prenderam peças de motores e das serrarias.
É importante que todas as pessoas possam estar fazendo uma reflexãoprofunda, sobre as ações ambientais praticadas pelos amazônidas, os quais visam a melhoria da qualidade de vida de forma sustentável, o que prova na prática ao longo dos séculos. Diferente daqueles que pensam em um progresso esmagador com grande destruição criminosa, oprogresso imediato.
Não queremos questionar o fato de fiscalizar ou não, mas sim o procedimento e os critérios de seleção para fazer a fiscalização.
O município de Gurupá tem seu território composto 70% por áreas de várzea, tendo o extrativismo – florestal e aquático - como base da economia da população que ali reside. O mais interessante nesse contexto é que o município, mesmo sendo historicamente extrativistavem aumentando sua cobertura florestal, na contramão de todos os outros municípios vizinhos e de outras regiões.
Deste modo, torna-se necessário que se implante em Gurupá, bem como em toda a região, políticas ambientais que venham apoiar as ações dos extrativistas que sempre se preocupam com a perpetuação dos recursos naturais e não deslanchar operações policiais que só trazem medo e empurram cada vez mais os produtores para a clandestinidade,principalmente considerando os métodos violentos aplicados pelaschamadas “autoridades”.
O Movimento Social organizado de Gurupá, através do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e das Associações de Trabalhadores e Trabalhadoras, vem fazendo denúncias de extrações madeireiras de forma desordenada e ameaçadora nas fronteiras de nosso município, inclusiveem terras de Remanescentes de Quilombos e em Reserva Extrativista, feitas por madeireiros de outros municípios, que utilizam máquinas com grande poder de destruição florestal.
No entanto, sobre essas denúncias, nenhuma providência tem sido tomada, o que nos remete concluir que as tais operações policiais visam mesmo humilhar os pequenos que dependem diretamente dos recursos naturais para sobreviver e que não tem meios de impedir que essas operações cheguem até suas comunidades.
É importante que as autoridades com poder de decisão, tomemconhecimento de tais práticas para que possam se empenhar no sentido de que tais “operações” não ultrapassem os limites da lei e nem tenham abuso de autoridade como foi testemunhado em Gurupá. Pois, fatos como esse vem envergonhar nosso país, que historicamente tem lutado incansavelmente por uma democracia mais abrangente e paratodos.
Finalmente, senhores e senhoras, queremos de forma firme apoiar as ações fiscalizadoras, mas acima de tudo queremos que as mesmas sejam feitas com a maior lisura, transparência e honestidade possíveis, sem colocar sob suspeita a reputação, tanto dos ribeirinhos quanto dosresponsáveis pela ordem e a legalidade deste país.
Que se respeite os lares, as intimidades dos moradores e que se poupe as crianças e idosos desses desmandos.

ASSINAM O DOCUMENTO:

SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE GURUPÁ

INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL DE GURUPÁ

COOPERATIVA MISTA AGROEXTRATIVISTA DE GURUPÁ

ASSOCIAÇÃO DOS PEQUENOS PRODUTORES DO SETOR MOJU

ASSOCIAÇÃO DOS PEQUENOS PRODUTORES DO BACÁ E ESTRADA

ASSOCIAÇÃO DOS TRABALHADORES AGROEXTRATIVISTAS DA ILHA DE SÃO SALVADOR

ASSOCIAÇÃO DOS TRABALHADORES AGROEXTRATIVISTAS DA ILHA DAS CINZAS

ASSOCIAÇÃO DAS COMUNIDADES REMANESCENTES DE QUILOMBOS DE GURUPÁ

A MÚSICA DO PARÁ E AMAPÁ NO IV ALDEIA


VICENTE Moura e Trio – Helder Melo (baixo), Guido (violão aço) e Diego Gomes (percussão) – é um projeto voltado a apresentar composições próprias do artista paraense, de outros compositores conterrâneos e também de compositores do Amapá, como Zé Miguel, Joãozinho Gomes, Enrico Di Miceli, Beto Oscar, Ana Martel e Hélder Brandão, entre outros. Do Pará, Pedrinho Calado, Nilson Chaves, Walter Freitas, Vital Farias, Maria Lídia e Floriano Saraiva, além, é claro, de suas próprias composições.
O show foi apresentado sábado (22), no SESC Centro, com um som da melhor qualidade, e contou ainda com a presença dos compositores paraenses Floriano Saraiva e Déo Clay, ambos em Macapá participando do II FEMINSAP - Festival de Música Instrumental do Amapá, que se encerra neste domingo.
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Destaque
Grande show com Vicente Moura fazendo o violão de náilon e interpretando com muita clareza as também ótimas canções selecionadas. Das canções de compositores do meio do mundo, destaque para o marabaixo “Mal de amor” (Val Milhomem/ Joãozinho Gomes).

ESTÁTUAS VIVAS PIETÁ

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O grupo é formado por nove integrantes que se conheceram através das oficinas de teatro da Escola de Artes Cândido Portinari. O foco do grupo é contribuir com a difusão da Cultura do Amapá, levando a arte de representar a um público diversificado e buscando conscientizá-lo de forma alegre e espontânea sobre a preservação ambiental e a prática dos valores éticos e de cidadania.
O grupo apresentou o espetáculo “Estátuas Vivas Pietá” na sexta-feira (21), pelo IV ALDEIA SESC – Povos da floresta, no Teatro das Bacabeiras.
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Ficha técnica
Direção: Mary Paes
Assistente de direção: Patrick dos Anjos
Figurino: Paulo Lima
Elenco: Débora Bararuá, Paulo Lima, Cris Ferreira
Sonoplastia: Viviane Gualberto
Trilha Sonora: Música clássica e religiosa
Maquiagem: Cris Ferreira e Débora Bararuá
Produção: Conjunta
Texto: Cris Ferreira

sábado, 22 de agosto de 2009

FIM DE SEMANA NA TERRA DO MARABAIXO

Rosa branca açucena ô-lê-rê/ Case com a moça morena ô-lá-rá
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A compositora/cantora Rebeca, no clic da Vanguarda
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A escritora Lulih Rojanski e o músico paraense Delcley Machado
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O músico e compositor Finéias - mentor intelectual do FEMINSAP
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Cara de palhaço...
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...e pinta de palhaço no cortejo de abertura do IV ALDEIA
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II FEMINSAP - Festival de Música Instrumental do Amapá
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Hayam e Lulih - mulheres tropicalistas no Norte das Águas
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Músicos daqui e de lá se encontram feito o grande rio com o mar
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Andréia servindo simpatia...
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...ao som do ótimo instrumental da trupe carioca/marajoara do FEMINSAP
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Lula Jerônimo no calçadão da Jovino Dinoá: Viva a MPB!
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