segunda-feira, 14 de junho de 2010

LANÇAMENTO OFICIAL DO CD


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O Brasil estreia nesta terça-feira (15), às 15h30, na Copa do Mundo da África do Sul 2010, enfrentando a Coreia do Norte. E a partir das 12h desta mesma terça-feira, a ARCTUFU dá início a sua programação esportiva-cultural, no Corredor da Favela (Presidente Vargas, 1029 - entre as ruas Odilardo Silva e Jovino Dinoá), que vai ter duração de um mês. Durante os jogos do Brasil vamos estar lá, tomando aquela cervejinha, comendo aquela feijoada ou maniçoba, ou tomando ainda aquela cachacinha ou gengibirra, e, claro, torcendo pelo Brasil rumo ao hexa. Não custa nada você dar um pulinho até lá e adquirir o CD Tu Fucu Pra Mim na Favela África do Sul 2010. O lançamento oficial do CD acontece poucos minutos antes da partida Brasil versus Coreia do Norte. Venha que a festa também é sua!

domingo, 13 de junho de 2010

VENHA TORCER PELO BRASIL!


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A ARCTUFU convida você para assistir aos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2010 da África do Sul e participar de nossa programação cultural no Corredor da Favela.
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Venha torcer pelo Brasil!
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ARCTUFU
Avenida Presidente Vargas, 1029 - Centro
(Entre as Ruas Odilardo Silva e Jovino Dinoá)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

PRA CANTAR NO CORREDOR DA FAVELA




TU FUCU PRA MIM NA FAVELA
ÁFRICA DO SUL 2010
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Letra: Aroldo Pedrosa
Música: Cléverson Baía

Tu Fucu Pra Mim na Favela
Sacode a bandeira verde-amarela
Dê um toque nessa bola de trivela
Que é gol do Brasil
É gol do Brasil no país de Mandela!
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E olha o rei Pelé ali na tela
E nós aqui no meio do mundo
Ói nós aqui na Favela!
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Mama África!
Põe na panela a galinha d’Angola
Que essa pintada, assanhada e apetitosa,
Refogada à cabidela
É muito mais gostosa
É muito mais gostosa
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Como a feijoada da Branca
E a maniçoba da Rosa
Como a cachacinha da Branca
E a gengibirra da Rosa
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Marabaixo no riacho
Rola o açaí do cacho
De bubuia o nosso peixe-boi
Na piracema das águas
E à memória de quem se foi:
Ê bumba iê-iê boi!
Ê bumba iê-iê boi!
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Toca sumano da lanterna esse facho
Sapeca na testa o bonito penacho
Que somos todos afrotucujus
Ave Oxalá e o doce bárbaro Jesus!
Abençoem-nos São José e São Tiago
Com a paz que emana do bispo Tutu!
Com a paz que emana do bispo Tutu!
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Tu Fucu Pra Mim na Favela
Sacode a bandeira verde-amarela
Dê um toque nessa bola de trivela
Que é gol do Brasil
É gol do Brasil no país de Mandela!
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E olha o rei Pelé ali na tela
E nós aqui no meio do mundo
Ói nós aqui na Favela!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

LEI CAPIBERIBE: CIDADÃO FISCALIZADOR

Janete Capiberibe
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Durante o Governo do Desenvolvimento Sustentável do Amapá, meu Estado, o Governador João Capiberibe acessava, do seu gabinete, numa rede interna, os empenhos e pagamentos pelos serviços, produtos ou mercadorias, acompanhava a evolução orçamentária e as movimentações nas contas bancárias do Governo.
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Capiberibe considerou importante que cada cidadão pudesse acompanhar, da sua casa, o que acontecia com o dinheiro que paga em impostos. Assim, surgiu o Projeto Transparência, que publicou todas as contas do Governo estadual na Internet. Isso foi em 2001, apesar de até hoje o Amapá ser o único Estado sem Internet banda larga.
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A decisão política do Governador permitiu que cada cidadão fosse um fiscalizador do orçamento público, do preço pago pelos produtos, desde o cimento de uma obra até o pescado que ia para a cozinha do Governador. Cada cidadão podia acessar pela Internet os empenhos e pagamentos feitos pelo governo estadual.
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Em 2003, eu e o Senador Capiberibe apresentamos o projeto de lei que trouxe o debate para o Congresso Nacional. Conversei com cada Líder de partido, de bancadas. A proposta tramitou com mais rapidez no Senado, foi aprovada pela Câmara ano passado e sancionada pelo Presidente Lula em seguida. É a Lei Complementar 131, de 2009.
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Dia 27 encerra o prazo para que Prefeituras e Câmara de Vereadores de municípios com mais de 100 mil habitantes e os Três Poderes nas esferas estaduais e federal publiquem todas as contas na Internet, sem restrição de acesso, para que possam ser fiscalizadas pelos cidadãos. A Controladoria Geral da União — CGU já anunciou que apresentará o novo Portal Transparência no dia 27 de maio.
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A Lei Capiberibe não precisa ser regulamentada. Por isso, Governos, Prefeituras, Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores e Judiciário já estão pondo no ar seus portais de transparência.
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Cada cidadão pode cobrar a publicação das contas na Internet, conforme determina a Lei Capiberibe. Esta é uma ferramenta importante para combater a corrupção que insiste em levar o dinheiro público que tanto falta nos hospitais, nos centros de saúde, nos postos de saúde, nas escolas, para o professor, para a merenda escolar, enfim, para os projetos sociais tão importantes para a maioria do povo brasileiro que não pode pagar escola privada, nem tem plano de saúde privado.
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O cumprimento da Lei Complementar 131/2009 é uma discussão que deve estar presente na campanha política deste ano, como um indicador do compromisso dos candidatos com a lisura, com a honestidade, com a eficiência e com a transparência na administração pública.
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A Lei Capiberibe é uma grande contribuição do Parlamento Brasileiro para a administração pública do nosso País.
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A autora é deputada federal do Partido Socialista Brasileiro (PSB) eleita pelo estado do Amapá.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

CÉLIA NAVEGA NA VANGUARDA


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A autora da Cartilha do Lar, Célia Serique (foto), escreve de Santarém, cujo comentário posto a seguir:
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Olá, Aroldo Pedrosa!
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Estou acompanhando seu blog diariamente, e estou muito feliz com os acontecimentos. A Produção Cultural no Brasil achou você para representar o Amapá, que você tanto ama, defende e leva aos quatro cantos do mundo noticias culturais dessa terra, que está localizada nesse ponto equidistante entre o trópico de Capricórnio e o trópico de Câncer. Sou sua fã, e digo mais: O mundo precisa navegar na literatura, para compreender a importância da evolução cultural que se revela através da música, das artes cênicas ou das artes plásticas. Tudo isso é civilização, que leva ao progresso e você é ligado. O Amapá merece você. Viva VOCÊ!
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Célia Serique – Santarém-PA

quarta-feira, 19 de maio de 2010

DIABO DE MENINO AGORA QUER...


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Esse Gil é genial, meu Deus! “Banda Larga Cordel”, que dá nome ao último disco, é obra-prima! Quando Gil esteve aqui, lá no Cetal Ecotel, me falou com entusiasmo dessa canção... E não sou eu apenas - que sou suspeito - que percebe o quanto é grande “Banda Larga Cordel”. Naquele festival da canção da Amcap do ano passado, esteve por aqui concorrendo o compositor paraense Leandro Dias, e, numa prosa sobre as novidades na MPB, ali na frente do Teatro das Bacabeiras, nos remetemos a esta canção. “Totalmente demais!”, concordou comigo o compositor.
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Enquanto o Glauber Caetano - aqui do meu lado - põe o dedinho no teclado do computador (Diabo de menino internetinho...), taí pro argonauta do Navegando na Vanguarda pôr na boca e mastigar com sabor a letra tropicalista do Gilbertália...
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BANDA LARGA CORDEL
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Gilberto Gil
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Pôs na boca, provou, cuspiu
É amargo, não sabe o que perdeu
Tem um gosto de fel, raiz amarga
Quem não vem no cordel da banda larga
Vai viver sem saber que mundo é o seu
Mundo todo na ampla discussão
O neuro-cientista, o economista
Opinião de alguém que esta na pista
Opinião de alguém fora da lista
Opinião de alguém que diz que não
Uma banda da banda é umbanda
Outra banda da banda é cristã
Outra banda da banda é kabala
Outra banda da banda é alcorão
E então, e então, são quantas bandas?
Tantas quantas pedir meu coração
E o meu coração pediu assim, só
Bim-bom, bim-bom, bim-bom, bim-bom
Ou se alarga essa banda e a banda anda
Mais ligeiro pras bandas do sertão
Ou então não, não adianta nada
Banda vai, banda fica abandonada
Deixada para outra encarnação
Rio Grande do Sul, Germania
Africano-ameríndio Maranhão
Banda larga mais demografizada
Ou então não, não adianta nada
Os problemas não terão solução
Piraí, Piraí, Piraí
Piraí bandalargou-se um pouquinho
Piraí infoviabilizou
Os ares do município inteirinho
Com certeza a medida provocou
Um certo vento de redemoinho
Diabo de menino agora quer
Um i pod e um computador novinho
Certo é que o sertão quer virar mar
Certo é que o sertão quer navegar
No micro do menino internetinho
O Netinho, baiano bom cantor
Ja faz tempo tornou-se um provedor - provedor de acesso
À grande rede www
Esse menino ainda vira um sábio
Contratado do Google, sim sinho
Diabo de menino internetinho
Sozinho vai descobrindo o caminho
O rádio fez igual ao seu avô
Rodovia, hidrovia, ferrovia
E agora chegando a infovia
Pra alegria de todo o interior
Meu Brasil, meu Brasil bem brasileiro
O You Tube chegando aos seus grotões
Veredas do sertão, Guimarães Rosa,
Ilíadas, Lusíadas, Camões,Rei Salomão no Alto Solimões,
O pé da planta, a baba da babosa.
Pôs na boca, provou, cuspiu
É amargo, não sabe o que perdeu
É amarga a missão, raiz amarga
Quem vai soltar balão na banda larga
É alguém que ainda não nasceu
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É amarga a missão, raiz amarga
Quem vai soltar balão na banda larga
É alguém que ainda não nasceu...
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Vai estar no repertório da nova versão de Tropicália na Linha do Equador

LEI CAPIBERIBE NA IMPRENSA NACIONAL

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Gil Castelo Branco
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Há quase 100 anos, o juiz Louis Brandeis disse que a luz do sol é o melhor dos desinfetantes, referindose ao opaco sistema financeiro dos Estados Unidos. Segundo o magistrado, os banqueiros costumavam se safar ilesos das crises financeiras, enquanto o ônus recaía sobre a classe média. Na verdade, nada muito diferente do que acontece hoje com gregos e americanos. Há mais de um século, sonha-se com a transparência.
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No Brasil, existe uma luz no fim do túnel. A partir do próximo dia 28, começa a produzir efeitos a Lei Complementar 131, de autoria do ex-senador João Capiberibe. Com isso, os estados, o Distrito Federal e aproximadamente 275 prefeituras com mais de 100 mil habitantes, serão obrigados, neste primeiro momento, a informar pela internet o quanto arrecadam e como gastam o dinheiro dos contribuintes. Depois, todas as cidades deverão fazer o mesmo, em diferentes prazos, conforme o tamanho da população. A rigor, quem descumprir a legislação terá suspensas as transferências voluntárias do governo federal.
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No Rio de Janeiro, por exemplo, 27 prefeituras terão que explicitar imediatamente as suas contas em seus sites. Desde a capital, com seis milhões de habitantes, a Japeri, que segundo o IBGE já possui 101 mil moradores.
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Do PMDB, que administra dez dessas cidades, ao DEM, PR e PSC, com uma prefeitura cada. A implantação da lei mostrará quais são os administradores que realmente estão dispostos a prestar contas à sociedade. Embora o acesso à informação seja um direito essencial, os políticos, em geral, só o defendem quando estão na oposição.
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Como a transparência é o principal antídoto contra a corrupção, esperase que a população, especialmente a sociedade civil organizada, acompanhe as informações divulgadas e passe a discutir sobre a alocação dos recursos e a qualidade das despesas governamentais.
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O orçamento e a cidadania estão chegando pela via digital.
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É evidente que ninguém quer saber apenas o telefone do Corpo de Bombeiros ou o local onde obterá a carteira de identidade.
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Os portais eletrônicos deverão conter, pelo menos, o orçamento previsto, a arrecadação dos impostos, os nomes de todos os fornecedores, o que foi comprado, os serviços prestados, as licitações, os contratos e os programas implementados.
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Com a finalidade de aproveitar a ocasião e fomentar o acesso à informação, especialistas no tema das universidades de Brasília e de Campinas, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e da Fundação Getulio Vargas debatem com a Associação Contas Abertas sobre o conteúdo dos sites que estão sendo projetados.
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Também contribuem nessa discussão experientes profissionais da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará.
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A proposta é criar parâmetros de transparência, que irão resultar em notas de zero a dez a serem atribuídas às administrações públicas, de acordo com o grau de transparência dos seus respectivos sites. Com base nas notas, será formado um ranking com os índices de transparência da União, dos estados e dos municípios.
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Na prática, quanto mais os governos federal, estaduais e municipais forem transparentes, melhores notas terão. Desta forma, se um município divulgar quanto gasta com os seus funcionários receberá uma determinada pontuação, que aumentará se informar os nomes, cargos e salários dos servidores. Caso publique dados de um único exercício terá pontuação inferior àquela que obterá se oferecer uma série histórica dos cinco últimos anos. E assim por diante.
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O objetivo é estabelecer competição saudável entre os gestores federais, estaduais e municipais para estimulálos a mostrar, centavo por centavo, como usam o dinheiro público.
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Afinal, a publicidade das contas públicas é um dos princípios do Art. 37 da Constituição Federal, juntamente com a legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência. O Estado deve dar conhecimento à população sobre como administra os seus recursos. Por meio desse ranking, a sociedade poderá avaliar a transparência do Estado.
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Apesar de reconhecidos avanços, ainda vivemos nas trevas principalmente no que diz respeito à visibilidade das contas estaduais e municipais.
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A escuridão impede uma boa faxina nos orçamentos, mas a Lei Complementar 131 pode trazer novos tempos. A administração pública brasileira precisa rapidamente de muito sol, o melhor dos desinfetantes, há mais de um século.
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GIL CASTELO BRANCO é economista e fundador da organização não governamental Associação Contas Abertas.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

BATALHA DA SELVA: HIP-HOP AMAZÔNICO


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No período de 13 (ou seja, começou ontem) a 16 de maio, Macapá vai virar a capital internacional do hip-hop. Batalha Amapá – Campeonato Internacional de B.boys e B.girls, que este ano traz grandes novidades em seu formato. Começando pelo nome, agora chamado de “BATTLE OF THE JUNGLE” ou simplesmente “BATALHA DA SELVA – FESTIVAL AMAZÔNICO DE HIP-HOP”, o evento vai permitir uma maior interação entre os elementos da cultura de rua. Além disso, o evento proporcionará momentos de reflexão com debates e, também contará com atividades paralelas como workshops, oficinas (dança e dicotecagem) e a I Feira do Empreendedorismo no Hip-Hop, um espaço para comercialização de produtos do universo do movimento, bem como o Festival de Rap “O Grito do Gueto” e o I Encontro de Grafiteiros.
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De acordo com o Produtor cultural Augusto Zulu, da coordenação do evento, a partir desta edição a Batalha da Selva entra num momento de evolução e amadurecimento político e cultural. “Vamos aproveitar o momento para discutirmos um pouco acerca do hip-hop como movimento que procura despertar a identidade étnico-racial, uma vez que o Batalha acontecerá próximo do dia 13 de maio – Dia da Abolição, uma data que requer muita discussão e reflexão sobre a situação da população negra na sociedade brasileira”, salienta.
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Para o B.boy Spaick, idealizador do evento, o Batalha da Selva representa um mecanismo de fortalecimento do hip-hop local e regional, porque proporciona um intercâmbio com as outras regiões do Brasil e até com a região do Caribe, através do Suriname, França - por meio da Guiana Francesa -, entre outros da região do platô das Guianas.
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A Batalha da Selva – Festival Amazônico de Hip-Hop pagará a premiação para o 1º lugar em Trio – R$ 5.000,00 (cinco mil reais), R$ 1.000,00 (mil reais) para o 2° Lugar Trio e R$ 1.000,00 (mil reais) para o melhor b.boy, totalizando uma premiação final de R$ 7.000,00 (sete mil).
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O Rapper RAPadura Xique-Chico além de ser o MC do evento apresentará o show “Fita Embolada do Engenho” e o lançamento do seu 1° CD.
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Para a edição de 2010, estados como Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Distrito Federal e Guiana Francesa e Suriname já confirmaram suas presenças.
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ASCOM Batalha da Selva
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Mais informações: (96) 9118-8301/8127-9888/8127-8833/9117-6604
Email: battleofthejungle@hotmail.com

terça-feira, 11 de maio de 2010

OS CONVOCADOS DE DUNGA


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Da lista dos 23 jogadores convocados pelo técnico Dunga para o Mundial da África do Sul, apenas três jogam no Brasil: Robinho (Santos), Kléberson (Flamengo) e Gilberto (Cruzeiro). Se der errado, o Dunga vai se ver...
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Goleiros
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Júlio César (Internazionale-ITA)
Doni (Roma-ITA)
Gomes (Tottenham-ING)
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Laterais
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Maicon (Internazionale-ITA)
Daniel Alves (Barcelona-ESP)
Michel Bastos (Lyon-FRA)
Gilberto (Cruzeiro)
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Zagueiros
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Lúcio (Internazionale-ITA)
Juan (Roma-ITA)
Luisão (Benfica-POR)
Thiago Silva (Milan-ITA)
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Meio-campistas
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Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE)
Felipe Melo (Juventus-ITA)
Josué (Wolfsburg-ALE)
Elano (Galatasaray-TUR)
Ramires (Benfica-POR)
Júlio Baptista (Roma-ITA)
Kaká (Real Madrid-ESP)
Kléberson (Flamengo)
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Atacantes
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Luís Fabiano (Sevilla-ESP)
Nilmar (Villarreal-ESP)
Grafite (Wolfsburg-ALE)
Robinho (Santos)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

LIA SOPHIA EM MACAPÁ


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A Lia Sophia está vindo aí com todo o seu talento e exuberância. Ora, deixemos de coisas e... toma, baby, esta canção como um beijo!
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LIA
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Letra: Aroldo Pedrosa
Música: Matheus Farias
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Navegar é preciso
Por isso o barco singra o mar
Que vai me levar até a ilha de Lia
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Na ilha de Lia
Namorando de Bandeira a poesia
Me tornarei amante da rainha
E nem ao menos tenho o sangue azul
Lá como no poema
Terei na cama a mulher morena que quero
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O mar que vai me levar à ilha de Lia não é agitado
É pacífico o mar
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Nela desaguarei na praia feito oceano
Salpicando de gotas a pele cor de jambo
Permitindo a estrutura de Lia delirar
Tremor não há na ilha
O delírio de Lia é natural
Prateada de lua e toda transparente
Provocando na cidade um colossal incidente
Lia faz ressuscitar
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Lia ao luar
Lia nua
Lua linda
Lia espetacular
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Lia no original de Di...
Na ilha, o gingado da beleza
É como no palco o bailado de Botafogo
Ana – bárbara mulher! – de Amsterdã
Na ilha, serpente e ao mesmo tempo maçã
Ou simplesmente Lia, essa pantera
No cio, a fera...
Explodindo num orgasmo múltiplo transcendental
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O mar que vai me levar à ilha de Lia não é agitado
É pacífico o mar...
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Todavia, em toda a ilha
Ouve-se o gemido incontinente de Lia...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

VANGUARDA RETROSPECTIVA

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Aroldo Pedrosa
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O Carnaval é a maior festa popular do mundo. E os três elementos que mais identificam o Brasil no planeta são: o CARNAVAL, o FUTEBOL e a AMAZÔNIA – assim com maiúsculas mesmo!
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Eu que nasci em Macapá, nesse ponto eqüidistante entre os trópicos, onde o rio Amazonas despeja o doce sabor de suas águas amorenadas logo ali no oceano Atlântico, posso afirmar cantando com muito orgulho: “O meu valor me faz brilhar/ Iluminar o meu estado de amor/ Comunidade impõe respeito/ Bate no peito eu sou Beija-Flor”. É o refrão do samba-enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, que, no Carnaval de 2008 – olha só que coisa boa! – vai homenagear a minha cidade na Marquês de Sapucaí.
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No dia 4 de fevereiro – uma segunda-feira – Macapá faz 250 anos. E o desfile da campeã carioca acontece nas primeiras horas da manhã do dia seguinte, ou seja, na aurora da terça-feira gorda de Carnaval. “É manhã/ Brilho de Fogo sob o sol do novo dia/ Meu talismã, a minha fonte de energia/ Oh! Deusa do meu samba, a flor de Macapá”. Haveria melhor presente?
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Por ser geminiano e ligeiramente tímido, antes eu não gostava de carnaval. Quer dizer, não via muita graça no desfile das escolas de samba pela televisão. Achava cansativo e os comentários excessivamente enfadonhos. Até que um dia o tilintar mágico da frase “Povo gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual!” me encheu de cores os olhos para o sentido real e mais profundo do que é o Carnaval. Era o carnavalesco-filósofo Joãosinho Trinta, respondendo aos patrulheiros da fantasia, no auge dos anos de chumbo (1976), incomodados por tanto luxo e brilho no desfile da Beija-Flor.
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Treze anos depois, o mesmo Joãosinho Trinta, nutrido pelo espírito antropofágico e anárquico de Oswald de Andrade, ao ler o clássico francês Os Miseráveis, de Victor Hugo, concebe o soberbo enredo Ratos e Urubus, larguem minha fantasia. Apesar de o Brasil ter acabado de se livrar daquele regime opressor de vinte anos e reconquistado, sobretudo, o direito de votar pra presidente, as coisas não estavam lá nada fáceis e a aquarela pintada pelo grande e inesquecível Ary Barroso se borrava no cenário verde e amarelo da política do vale tudo. E assim a Azul-e-Branco de Nilópolis põe o lixo na Passarela do Samba, revolucionando mais uma vez o nosso carnaval. “Reluziu... / É ouro ou lata/ Formou-se a grande confusão/ Qual areia na farofa/ É o luxo e a pobreza/ No meu mundo de ilusão”. O genial Joãosinho Trinta desabotoava a camisa encardida e rota do Brasil de 1989 e exibia suas pútridas feridas para os olhos estupefatos do mundo. Lembro que um dos comentaristas da Rede Globo, ao ver a escola entrar na avenida com seus foliões em farrapos, deixou escapar essa: “É muita ousadia... Será que isso vai dar certo?”. Em menos de dez minutos de desfile a Beija-Flor arrebentava na Sapucaí. Até o Cristo mendigo – o carro abre-alas – proibido pela Justiça por pressões da Igreja e encoberto por um imenso plástico negro sob uma grande faixa aberta com os dizeres “Mesmo proibido, olhai por nós!”, fazia harmonia com o enredo. “Xepa, de lá pra cá xepei/ Sou na vida um mendigo/ Na folia eu sou rei”, como numa espécie de protesto à censura explodia o samba puxado por Neguinho da Beija-Flor.
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Fechando o apoteótico desfile, a realidade misturada à fantasia: o carnavalesco Joãosinho Trinta, caracterizado de gari e empunhando um escovão, ora sambava, ora varria o chão da avenida misturado ao pessoal do serviço de limpeza da Riotur. No cume do carro alegórico à frente, o banho monumental da mais bela e seminua mulata da era sambódromo, inspirando-me a compor os versos “Na avenida a água deita e rola/ Desliza nas cascatas do corpo da mulher”. No amanhecer da terça-feira, o Brasil acordava nas asas de um passarinho, no bico de um beija-flor. Quer dizer, com exceção do superlativo absoluto da contradição João Máximo, que julgou o quesito samba-enredo e que, por meio ponto, deu o título à Imperatriz Leopoldinense. Em Reconvexo, o poeta-cantor Caetano Veloso reverenciou o desfile da escola com essa pérola: “Quem não seguiu o mendigo Joãosinho Beija-Flor?”. Claro, o João Mínimo!
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Na madrugada da quarta-feira de cinzas daquele mesmo carnaval, o enredo da Beija-Flor parecia não ter fim nas imagens da tragédia que se abatera sobre a cidade do Rio de Janeiro, no plantão ao vivo mostrado pela televisão: o operário João da Silva mergulhado na lama, exibindo ainda restos de sua fantasia, à procura do barraco que ele poeticamente chamava de lar e que desabara junto com o morro sob o peso das águas de março. E foi com essas imagens rolando intempestivamente na minha cabeça que compus o samba “Último Enredo”: Mesa posta, sobremesa/ Água corre, correnteza/ Marabaixo, morro ao chão/ Ilusões destiladas/ No painel a paisagem urbana/ Retirantes corações. Um partido alto dorido, cujo protagonista “do alto de tanta incerteza” sabe que a poeira emana mesmo do chão. “Último Enredo” conquistou no ano de 2000 a quarta premiação no IV Festival Amapaense da Canção. O paraense Olivar Barreto, que hoje mora na França, foi o intérprete. Há de ser refeita e farta a mesa/ Em confeitados sonhos/ Servidos em prato fundo antes de ruir/ Morro abaixo o mundo/ De cair sobre o quadro o pano/ sufocando as ilusões/ Sufocando as ilusões. A melodia, do compositor amapaense Joel Elias que também é jornalista.
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E foi assim que nasceu no meu coração de poeta da floresta essa grande paixão pela Beija-Flor. Depois vieram outros enredos não menos espetaculares e surpreendentes como “Bidu Sayão e o Canto de Cristal”, criado pelo carnavalesco paraense Milton Cunha para o desfile de 1985, e as criações coletivas “Pará: o Mundo Místico dos Caruanas nas Águas do Patu-Anu” – que levou a escola a dividir com o carnaval da Verde-e-Rosa “Chico Buarque da Mangueira” o título de campeã de 1998 – e “Manôa, Manaus, Amazônia, Terra Santa: Alimenta o Corpo, Equilibra a Alma e Transmite a Paz”, responsável pelo bicampeonato de 2004. Finalmente o enredo de 2007 – “Áfricas: do Berço Real à Corte Brasiliana” – dos carnavalescos Alexandre Louzada, Fran-Sérgio, Shangai, Laíla & Ubiratan Silva, que, com virtuosismo, pôs toda a exuberância da mãe-África na Passarela do Samba, fazendo da Azul-e-Branco a campeã do Carnaval.
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E a gora é a nossa vez com “Macapaba: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo”. Quer saber? No Rio de Janeiro, em fevereiro, quem vai abrir os braços no corcovado sou eu... para cantar o samba apaixonante da minha querida Beija-Flor, como diria a estonteante Camila Bebel Pitanga: Na maior catiguria...
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Artigo publicado na edição 12 da revista Vanguarda Cultural – fevereiro de 2008.

terça-feira, 27 de abril de 2010

VILA SERRA DO NAVIO TOMBADA PELO IPHAN


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Vila Serra do Navio, no Amapá, que viveu os áureos tempos da exploração do manganês, foi tombada como patrimônio cultural do Brasil
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Uma parte da história recente, do extremo norte do Brasil, foi contada na reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, no Rio de Janeiro, no último dia 15. Na ocasião foi aprovada pelos conselheiros a proposta de tombamento da Vila Serra do Navio. A Vila com pouco mais de 3,7 mil habitantes foi projetada pelo arquiteto brasileiro Oswaldo Bratke com o objetivo de abrigar os trabalhadores da Indústria e Comércio de Minério – Icomi. Concebida para ser uma cidade completa e auto-suficiente, uma verdadeira ilha no meio da floresta, foi a experiência precursora na região amazônica na implantação de uma Cidade de Companhia, voltada para a exploração mineral.
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Bratke escolheu pessoalmente o lugar de implantação. Estudou os tipos de habitação da região, os hábitos dos moradores, e todos os dados referentes ao meio ambiente. Visitou vilas de mineração construídas em outros países como Estados Unidos, Inglaterra, Venezuela, Chile, Colômbia e Caribe. A Vila Serra do Navio não possuía cercas ou muros, parecia um grande quintal a ser compartilhado por todos os moradores. A distribuição das moradias refletia o organograma da empresa, com dois setores bem demarcados. Em um deles ficavam as casas dos operários e o outro era destinado aos funcionários graduados. O Centro Cívico abrigava uma escola com parque infantil; um hospital com centro de saúde e unidade de enfermagem com 30 leitos; um clube social com cine-teatro; uma igreja ecumênica; e um clube esportivo com equipamentos e quadras que tinha como objetivo principal a confraternização. Tudo isso mantendo a estrutura social já existente na região, porém com melhores condições habitacionais.
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A exploração do Manganês no Amapá
As notícias da existência do minério de manganês no vale do rio Amapari surgiram antes do presidente Getúlio Vargas criar o Território Federal do Amapá, em 13 de setembro de 1943, mas foi somente dois anos depois que as amostras colhidas pelo garimpeiro Mário Cruz foram identificadas com alto teor de manganês. O interesse de exploração veio com o parecer do especialista Glycon de Paiva, em 1946, que confirmou as grandes minas no território. Para ele, a exploração mineral não seria apenas uma fonte de riquezas, mas poderia vir a ser uma forma de projetar o Brasil no comércio internacional e, inclusive, se tornar um elemento estratégico para a política externa do país.
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Vencendo uma concorrência que incluiu mineradoras estrangeiras, a Icomi assinou o contrato de exploração mineral em 1947 e, em 1951, confirmou a existência de quantidade superior a 10 milhões de toneladas de minério. As obras e os trabalhos da mineradora no então Território Federal do Amapá consolidaram uma política de ocupação que remonta ao século XVIII, visando a garantir a presença portuguesa e, mais tarde, de brasileiros no norte do Brasil. Mas a experiência em Serra do Navio dinamizou economicamente outras áreas do território, com a atração de brasileiros de todo o país que se instalaram no Amapá. Apesar da expectativa criada em função da exploração do manganês, a reserva se esgotou antes do previsto e a Icomi deixou a região no final da década de 1990 com reflexos importantes para a conservação da estrutura da vila.
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Matéria extraída do site do Ministério da Cultura

quinta-feira, 22 de abril de 2010

OBRA TROPICALISTA


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A Azougue Editorial, que faz parte das instituições envolvidas no projeto Produção Cultural no Brasil, foi quem editou, em 2003, o livro Tropicaos, do tropicalista Rogério Duarte – o artista que concebeu o cartaz do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha – 1964). Rogério também foi o criador das capas dos principais discos tropicalistas de Caetano Veloso e Gilberto Gil, conforme foto. E o mais surpreendente é que eu tenho esse livro, comprado aqui mesmo no Amapá, na livraria Transa Amazônica – isso eu revelei ao Sergio Cohn lá em São Paulo. O mundo é pequeno pra caramba!
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E pra não me estender mais, o que abre Tropicaos:
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Inventaria-te antes
que os outros
te transformem num
mal-entendido

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Glauber Rocha

MANIFESTO DO MOVIMENTO EQUINÓCIO


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Uma odisséia nos trópicos
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Aroldo Pedrosa
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Acordei de manhãzinha
Ouvindo uma canção dos Beatles.
Não dormia na calçada do Central Park em Nova York.
Não vivia o exílio na fria e cinzenta Londres.
Nem passeava de cruzeiro pelo Porto de Liverpool.
Acordei ouvindo no rádio Sargent Pepper’s,
Longe do horário britânico, numa rede preguiçosa entre os trópicos.
Sonhava com os anjos dos anos rebeldes:
Jimi Hendrix, Joe Cocker, Bob Dylan, Janis Joplin.
Em meio ao peace and love hippie, um Waiãpi em Woodstock.
Ao acordar com Beatles, pensei: o sonho não acabou.
E me agasalhei de novo sob o cobertor.
Na linha imaginária do equador,
A ninar o curumim Lucy in the Sky with diamonds.
É setembro, 23, quando o dia e a noite são iguais.
Caiu o muro, abriu-se a cortina de ferro...
Mas Guevara permanece vivo entre nós.
É proibido proibir calara para sempre os generais
E o espetáculo do Sol com a Terra pode assim ser visto.
Me põe em cada olho uma gota de colírio
Que a hora é de acordar para um outro sonho.
O sonho do Equinócio.
Turistas, cientistas, artistas, alquimistas, curiosos...
Há um monumento na encruzilhada da vereda tropical!
A Bossa Nova, a Tropicália, a Vanguarda Paulista...
Evoé! Jovens à vista, juntos para ver de perto o fenômeno.
Mas quem é o cara estranho que vem vindo lá?
É um sonho dantesco: o bruxo Paulo Coelho...
Veio escrever sobre a linha o último romance.
Equinócio – no ponto eqüidistante.
No grande caldeirão a mistura é underground:
A comida pulando de Oswald, o cinema de Glauber falado de novo.
Berimbau e batuque, Panis et circensis, marabaixo e Terra em transe.
O Rei da Vela no Bar Caboclo, João Gilberto Gil e Caetano Veloso.
Coca-cola & guaraná é pouco!
Ora, então tome Tonico & Tinoco!
Chico Science, ao som dos maracatus, segura no céu o porta-estandarte.
Jorge Mautner, de guarda-chuva, lendo Nietzsche, dança o zouk-love.
Chega de saudade! Você me dá sorte!
Sob a batuta de Júlio Medaglia e a Filarmônica de Manaus,
Fafá de Belém e o velho comunista cantam o Hino Nacional.
Roberto Carlos e Carlinhos Brown!
Arnaldo Antunes e Hermeto Pascoal!
Gabeira – O que é isso, companheiro? – planta bananeira,
Uma roseira de rosas vermelhas e outras coisas no quintal.
Hostyano, à sombra da samaumeira,
Pinta numa tela o sete de uma nova aquarela.
Carmem Miranda e as brasileiras Bachianas.
O beijo fulminante do Corisco na Mulher-Aranha.
Joãozinho Gomes e Chico Buarque de Holanda.
Camisinhas da jontex distribuídas por voluntários do antigo Dops.
Felinas da América latina no cio, em contravenção, chupam drops.
Enquanto isso em Gotham City, ele mais o seu broto...
Bebem no McDonald’s uma boa água de coco.
Viva a Morena! Iracema e a Garota de Ipanema!
E aquela criança, “sorridente, feia e morta” não morreu.
Sobreviveu, cresceu...
Eis ali de punhos cerrados, líder de uma legião de famintos,
Marchando sobre a planície e o planalto,
Em busca da terra que Jesus prometeu, que Jesus prometeu...
Tudo numa festa homérica-profana,
Regada à gengibirra e muita música baiana.
Salve o boi-bumbá da ilha de São Luís!
Viva o bumba-meu-boi da ilha de Parintins!
No monumento, o papa reza a missa santa.
No sambódromo, a mulata samba e é só alegria.
Joãosinho Trinta: Ratos e urubus, larguem minha fantasia!
E os olhos de Carolina,
Depois de examinar a folia e se encher de cores,
Procuram por discos voadores no céu...
Mas o que vêem? Louise, já moça – que fantástico!
A brincar de ciência, de experiência com Dolly no Planetário.
Viver é “Nóbrega”. É assim meio nobre...
Quando o nó se desata, aí não tem jeito, fica assim meio brega.
Chico Mendes, Capiberibe e Darcy Ribeiro:
Viva, viva o povo brasileiro!
E lá vem o Sol, o Sol e a Rede Globo...
Flamengo, Fluminense, oh meu glorioso São José!
Ypiranga e Botafogo.
A trupe do hip-hop apresenta o rap pela internet.
E em tempo de globalização do tchan...
Pindorama assiste de óculos rayban ao Equinócio.
Lúcia no céu com diamantes.
E o século 21, baby, será dos trópicos!
E o século 21, baby, será dos trópicos!

terça-feira, 20 de abril de 2010

PRODUÇÃO CULTURAL NO BRASIL


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Pois é... como estava dizendo... A ida à Sampa foi - como o timbre do Caetano - superbacana! A foto aí mostra que o projeto tem peso, da esquerda para à direita de quem vê daí: Cláudio Prado (produtor da banda Os Mutantes, na época da Tropicália), Fábio Maleronka Ferron (curador do projeto Produção Cultural no Brasil), Sergio Cohn (editor do projeto Produção Cultural no Brasil) e eu, de bata tropicalista, entre essas feras. A foto foi feita logo depois da entrevista concedida ao projeto. Cláudio Prado, na conversa que tive com ele, já sabe do Amapá porque conheceu a trupe da Mini Box Lunar – ele assistiu ao show da banda amapaense em dezembro passado, que teve o visionário Jorge Mautner no mesmo palco, em Sampa e, recentemente, o retorno da banda abrindo o show de Jards Macalé (Pra quem não sabe, Macalé é o compositor de “Vapor Barato”, aquela obra-prima, com letra do poeta Wally Salomão, gravada pela cantora baiana tropicalista no disco Gal fatal). Depois, o editor Sergio Cohn, da Azougue Editorial, que fez a caixa que reúne as obras de Jorge Mautner (uma embalagem fabulosa) e o livro Tropicaos, do tropicalista Rogério Duarte – esse livro maravilhoso, coincidentemente, eu tenho e é um dos meus preferidos; e na ponta, essa figura que é um verdadeiro patrimônio da cultura brasileira underground: Luiz Calanca. Esse cara lançou vários discos – entre eles os primeiros e principais da banda Os Mutantes – que hoje deslumbram estrelas, críticos e consumidores de música do mundo inteiro. Assisti a entrevista dele lá, ouvindo as histórias incríveis que ele rememorou, vividas sobretudo nos anos 1960/70. No papo sobre a Mini Box Lunar, Calanca me disse que quer conhecer o trabalho da trupe e, quem sabe, produzir o disco da banda amapaense. Prometi a ele fazer essa ponte.
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Celebridades e anônimos
O mega projeto tem como meta entrevistar 100 produtores de todo o Brasil, entre celebridades e anônimos. Segundo Sergio Cohn, as entrevistas iniciaram em 15 de abril – fomos os primeiros entrevistados – e vão até 15 de maio de 2010. São quatro meses para a produção dos livros (três volumes) e do site que vai exibir o compacto dessas entrevistas para o mundo. Os livros serão distribuídos gratuitamente no Brasil e os nomes mais famosos que o comporão – além dos dois já citados aqui – são os de Gilberto Gil, Nelson Motta e André Midanni.
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Enquanto isso no meio do mundo... a Secult do Amapá encerra, nesta sexta-feira (23), a TEIA – projeto este que não deu a menor pelota para o show-manifesto Tropicália na Linha do Equador que faço (e inscrevi no projeto) sobre o movimento cultural que sacudiu o Brasil nos anos 1960/70. Na entrevista à Produção Cultural no Brasil, junto com os projetos Vanguarda Cultural, Navegar Amazônia e Navegando na Vanguarda, foi de quem eu mais falei, porque, naturalmente, me perguntaram. E, em virtude disso, terminei a entrevista recitando Uma odisséia nos trópicos.

domingo, 18 de abril de 2010

MACUNAÍMA EM SAMPA


Na preparação para a entrevista ao Produção Cultural no Brasil (SP)
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Sabe aquela história extraordinária do escritor paulistano Mário de Andrade que sacudiu antropofagicamente a literatura brasileira nos idos de 1922? Aquela em que ele teve que ir à Amazônia para escrever e que se tornou uma obra-prima? Pois é... eu estou aqui em Sampa e me sentido o próprio protagonista da célebre rapsódia: MACUNAÍMA, muito prazer!
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Na entrevista de ontem para o projeto Produção Cultural no Brasil, fiz esta comparação e... sem nenhum caráter! Contei tudo o que tive direito, com razão e emoção. Lacrimejei ao lembrar de minha odisséia pelo labirinto dos rios da Amazônia a bordo do "barco da poesia concretizada" - o Navegar Amazônia, segundo palavras do visionário Jorge Mautner. No mesmo dia em que fui entrevistado, estava também o Cláudio Prado - o cara que produziu Os Mutantes. Isso só pode ser coisa do destino! Conversamos sobre a Tropicália - que ando fazendo no meio do mundo - e a Mini Box Lunar - ele a conheceu e esteve presente no show recente que a trupe fez aqui em São Paulo junto com o maldito Jards Macalé (Movimento dos barcos/ Movimento...). Cláudio Prado está encantado com a "música pós-tropicalista" que a Heluana, a Jennifer, o Otto, o Alexandre, o Sady e agora o Pepeu estão fazendo no Amapá que não existe... O Amapá dos nossos sonhos: Amanhã vai ser outro dia...
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Bom... mas tem outras coisas que eu prefiro revelar quando chegar, sobre essa minha vinda como Macunaíma à Sampa. Coisas, minha nega, que vai dar muito pano pra manga...
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Levo também na minha mochila fotos do encontro no estúdio com figuras ícones (inatingíveis ontem) e que agora começam a fazer parte também do meu meio do mundo.
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A partir desta terça-feira (20) conto mais.
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Eu agora estou em Cumbica (Aeroporto Internacional de Guarulhos), usando a internet banda larga da empresa aérea Puma, a qual vai me levar de volta à Macapá.
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Até mais, então!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

VANGUARDA EM SAMPA


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Viajo nesta sexta-feira (16), mas a entrevista será no sábado. Claro que, como produtor cultural do Amapá o convite abaixo muito me envaidece, como serve também para denunciar o quanto a Secult do Amapá tem me limado do processo, só porque há sete anos fui assessor de comunicação do governo Capiberibe. Lá em Sampa eu vou ter direito a dizer tudo o que penso, sinto e vejo sobre a política cultural do nosso Estado. A entrevista será publicada em livro (três volumes) e terá distribuição gratuita para todo o Brasil. Depois da entrevista, ainda no sábado, vou me encontrar com os meus amigos Jorge Mautner e Nelson Jacobina (foto) – os compositores de Maracatu Atômico.
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No bico do beija-flor
Beija-flor, beija-flor
E toda fauna flora grita de amor, ô...
Quem segura o porta-estandarte tem arte, tem arte
E aqui passa com raça eletrônico o maracatu atômico

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Beijim de colibri e até segunda!

CASA DE CULTURA DIGITAL CONVIDA


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Prezado Sr. Aroldo Pedrosa,
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É com prazer que convidamos o senhor a participar como entrevistado do Produção Cultural no Brasil, um projeto multimídia de entrevistas com profissionais de relevância no setor cultural.
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O projeto busca reunir importantes iniciativas ligadas à produção cultural contadas por seus protagonistas. O conjunto de informações coletadas resultará em três volumes de livros além de uma plataforma web. A distribuição e o acesso aos conteúdos produzidos pela coleção e a plataforma web serão gratuitos.
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Produção Cultural no Brasil é uma iniciativa da Casa de Cultura Digital por meio da Beijo Técnico Produções Artísticas, Azougue Editorial, Fli Multimídia, Garapa Jornalismo Multimídia e com apoio da Cinemateca Brasileira e o Ministério da Cultura.
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As entrevistas acontecerão na cidade de São Paulo a partir do dia 15 de abril. Seu depoimento será de extrema importância, contribuindo para um balanço da produção cultural no Brasil e a projeção de novos cenários.
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Desde já, agradecemos.
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Atenciosamente,
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Fabio Maleronka Ferron
Curador do Projeto Produção Cultural no Brasil
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Sergio Cohn
Editor do Projeto Produção Cultural do Brasil
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Casa de Cultura Digital
Beijo Técnico Produções Artísticas
Projeto Produção Cultural no Brasil

VAGUARDA RETROSPECTIVA


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O compositor/cantor Sérgio Sales lançou na quarta-feira (14), no hall do Teatro das Bacabeiras, a segunda edição de seu livro Treze e outros contos. Com nova capa e ampliada (a edição sai com três novos contos), a obra pode ser adquirida na banca do Dorimar (Praça Veiga Cabral) ou com o próprio autor, aonde quer que ele esteja se apresentando na noite.
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Quando do lançamento da primeira edição, em setembro de 2006, Vanguarda Cultural publicou resenha assinada pelo jornalista e escritor Emanoel Reis. A resenha saiu na edição nº 10 de Vanguarda.
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BÁLSAMO PARA ALMAS CANSADAS
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Emanoel Reis
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Não é fácil contar histórias de forma tão reduzida. Ainda mais recheá-las de simbolismos facilmente absorvidos pelo leitor. Assim é o conto, a arte de apreender, pelas palavras, momentos do cotidiano que somente a fotografia consegue fazer tão bem. O conto deve ser assim: simples sem ser simplório, profundo sem se tornar excessivamente abismal e espirituoso sem enveredar para o vulgo.
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O compositor e cantor Sérgio Sales lança “Treze e Outros Contos”. Ainda não se considera um contista. No entanto, pela simplicidade da construção de suas histórias alcança o objetivo de transmitir lições de vida sem aquele ar professoral próprio dos intelectuais de axila, contumazes reverberadores de frases feitas, cujo verniz cultural não resiste à solidez de nenhum contra-argumento.
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Serginho é músico de calçada, dos palcos improvisados nas churrascarias, nos bares da beira-rio. Serginho canta nas inesquecíveis noites enluaradas de Macapá. Canta com o coração canções sobre amores mal resolvidos, amores correspondidos, amores momentâneos surgidos e ressurgidos entre um trago e outro, entre uma baforada e outra. Serginho é músico e canta todas as belas canções dos nossos corações. Com naturalidade.
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“Treze e Outros Contos” é Sérgio Sales, não pelos acordes do inseparável violão. Mas, pelas letras paridas de dedos ansiosos em contar histórias de outras noites, de cidades distantes, de personagens envoltos em fortes lembranças. É livro de observador calejado, de quem espia pelas gretas da vida – e compreende nas entrelinhas – o passar do corriqueiro. É livro de quem consegue extrair das situações mais comezinhas ensinamentos de amplos significados.
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Somente os iluminados conseguem triturar o trivial para obter dele o verdadeiro sumo da vida (simplicidade) para revertê-lo na arte de fazer, promover e disseminar o bem. Com “Treze e Outros Contos”, Sérgio João de Araújo Sales busca condensar 50 anos de vida em 70 páginas – e o faz daquele jeito todo próprio dele.
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O conto inicial da primeira obra literária de Sérgio Sales, ‘Os balões”, é o reflexo do lúdico. Balões estão presentes em todas as memórias e reportam a instantes de alegria, de confraternização, de comemoração. O compositor, cantor e – queira ou não – o agora contista Sérgio Sales faz o leitor ser transportado para um cenário de faz-de-conta próprio de quem mantém viva a criança em si.
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Os contos sequentes revelam um escritor nascituro. Em trânsito por estilos diversos, à busca de uma identidade com a arte de transformar letras em palavras, e estas em frases e parágrafos revestidos de beleza singular. Podem ser “devorados” numa manhã de qualquer tempo (sol, chuva, quente, frio, seco, úmido), o efeito balsâmico é o mesmo em qualquer alma. “Treze e Outros Contos” de Sérgio Sales não é livro de cabeceira. É para ser guardado no coração.

terça-feira, 13 de abril de 2010

VANGUARDA RETROSPECTIVA


Vanguarda Cultural, no próximo dia 1º de maio (Dia Universal do Trabalhador) faz sete anos. Parece conta de mentiroso, mas não... são exatos sete anos! E para celebrar essa data tão expressiva e representativa para a nossa trupe, vamos, a partir de hoje, fazer retrospectiva da revista (que era chamada de “jornal” em suas primeiras edições) que resistiu a esse último governo sem dá pelotas (o governo) para “a melhor impressão do Amapá”. Impressão esta que, modéstia à parte, fazemos ao longo desses anos com muito amor e carinho. E vamos começar a nossa retrospectiva com o artigo “Vida longa à Vanguarda Cultural”, assinado pela jornalista Márcia Corrêa, postado no site http://www.correaneto.com.br/, o qual reproduzimos na segunda edição de Vanguarda.
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Obrigado, Márcia. São sete anos, querida!
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VIDA LONGA À VANGUARDA CULTURAL
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Márcia Corrêa
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Acordei depois do meio-dia no feriado de 1º de maio, com toda a preguiça que um feriadão anuncia. Ao voltar para casa, no meio da tarde, depois de uma breve saída para levar as crianças à piscina – só elas têm essa disposição ensolarada, recebi Vanguarda Cultural, jornal que o Aroldo Pedrosa, poeta e jornalista de boas falas, excelentes letras e caminhares corajosos pelos rumos da cultura, e Lulih Rojanski, também poeta e jornalista que adotou essa terra como poucos que nasceram aqui, haviam deixado minutos antes.
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Puxa! Fiquei lisonjeada pela gentileza. Peguei o jornal para dar uma olhada e... fui olhando, sentei num cantinho da cama para ler o texto sobre Patrícia Bastos, a sabiá da planície, passei para a fotografia de Val Fernandes, de luz e chuva numa tarde cinzenta de Macapá, vi que o rodapé da primeira página anunciava entrevista com Lô Borges e fui ficando ali. Há tempos não fazia isso, ler um jornal inteirinho, de cabo a rabo, de uma vez só. Vanguarda está uma delícia, como a compota de goiaba que fui buscar para me fazer companhia enquanto terminava de lê-lo. Aroldo Pedrosa quase explode de brasilidade no texto Uma odisséia nos trópicos, que vem logo na segunda página. Pensei nele escrevendo aquilo, ansioso por dar conta desse Brasil cultural tão rico, diverso, amplo e impossível de ser triturado no liquidificador antropofágico da indústria cultural. Ela, a indústria, esmaga de um lado, e Lô Borges sai por outro, com sua história sólida de músico brasileiro encantando nas montanhas de Belo Horizonte, mas com os olhos dando a volta ao mundo em cinqüenta anos bem vividos. Aroldo sabe o que perguntar e como fazê-lo porque conhece a música brasileira, estuda, se dedica e, sobretudo, respira o universo poético. O jornal chega leve, variado, com muita informação, e rompe com o formato tradicional de publicações voltadas para a cultura, que mais parecem teses complicadas de academia, longas, mal apresentadas, arrogantes e feias aos olhos de quem quer ver beleza, leveza e poesia.
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Os políticos aparecem, mas com o cuidado de estarem inseridos no contexto da cultura, como a resenha de José Sarney sobre o livro Lugar da Chuva, de Lulih Rojanski, a citação de Capiberibe no texto Uma odisséia nos trópicos e a matéria sobre o projeto Arte Cidade, com fotografia de João Henrique Pimentel. Tudo na medida certa.
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As carinhas de Ana Carolina, a menina publicitária que tem tudo de mulher, de Alexandre Alcolumbre, devorando cinema e criando arte nessa cidade, de Patrícia Sabiá Bastos, das meninas do teatro de rua do Arte Cidade, a bocarra de Marisa Monte e o desenho mimo rasgante de Rony dão a medida da diversidade de assuntos, caras e bocas do jornal.
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Uma olhadinha no expediente e lá estão os nomes do clube de Vanguarda. As mãos delicadas da poetisa Lulih Rojanski estão nesse angu. O olhar aguçado e curioso de Aroldo Pedrosa paira de uma ponta a outra do jornal. A vivência ancestral de colaboradores como Dinaldo Melo, Archibaldo Antunes, Edgar Rodrigues e Ronaldo Rodrigues nos assuntos de cultura conforta a gente aqui do outro lado. Na reportagem, nomes inspirados na poesia, Torquato e Pérola, que ainda não conheço pessoalmente, mas se ela é Pérola e é Pedrosa, certamente foi ninada no berço da poesia, e ele, se é Torquato, nasceu sob o signo indelével das letras falantes da Tropicália. Aos demais, que não conheço pessoalmente ou como artífices de textos culturais, muitíssimo prazer. Que essa fraternidade cultural de nome Vanguarda tenha vida longa, com paz, harmonia e patrocínio, que ninguém vive de brisa.