quarta-feira, 8 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009


FELIZ ANIVERSÁRIO
Aroldo Pedrosa

Hoje é o aniversário do meu bem
E também aniversário do meu neném
- o Glauber Caetano, que faz um aninho.
Olha ele aí... Que bonitinho!
Tem o poeta Maiacóvski, que, como ninguém,
Aniversaria também neste dia leve.
Maiacóvski se foi – eu sei – com sua vida breve,
Sua gravata amarela fosforescente e camisa de cores.
Viajou para o infinito...
Mas deixou poema tão bonito,
Que o adotei para os meus dois amores:

Dizem que em algum lugar
Parece que no Brasil
Existe um homem feliz


Somos nós numa só ilha.
Poema de versos ímpares,
Que maravilha!
Sons do belo Universo,
Elos de uma só família.

Com o que poderia presenteá-los neste dia?
Ora, com o meu amor e a minha poesia.
Amá-los cada vez mais de um amor táctil
E transformá-los em canção simples e fácil.
Uma canção cuja melodia
Possa acordar o meu bem
(Ave, Drummond!)
E adormecer o meu neném
Todo dia...

NAVEGANDO NA VANGUARDA
Com
Glauber Caetano


Chegamos, filho.
É aqui. Prepare-se.
Aqui você vai descobrir o vale encantado.
Vai chegar na caverna misteriosa
e vai conhecer o estranho laboratório do cientista louco.
E eu queria lhe dizer uma coisa. Não esqueça, filho,
que uma rosa não é uma rosa. Uma rosa é o amanhã,
uma mulher, um canto de amor.
Uma rosa é uma invenção sua.
O mundo é uma invenção sua.
Você lhe dá sentido. Você o faz bonito. Você o cobre de cores.
Um brinquedo, o que é um brinquedo?
Duas ou três partes de plástico, de lata...
Uma matéria fria, sem alegria, sem História...
Mas não é isso, não é, filho?
Porque você lhe dá vida.
Você faz ele voar, viajar...
Vamos, filho.
Sabe que lugar é esse?
É um lugar de sonhos.
Uma casa de brinquedos.
Vamos entrar.

Fernando Faro

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A ESQUERDA DO BARACK OBAMA NELES!


E a canção A BASE DE GUANTÁNAMO, do mano Caetano, que chegou aos ouvidos de Fidel Castro ressoando estranha e equivocadamente, junto com a entrevista do compositor baiano publicada na Folha de S. Paulo, levou o velho e incansável líder cubano a uma reação que a imprensa do Brasil felizmente soube tratar com transparência e lisura, sobretudo por se tratar de personalidade tão polêmica e inquieta da nossa cultura como é o caso de Caetano Veloso (prosseguirei em outros artigos sobre a polêmica de Fidel com o artista baiano, que pouca gente sabe no Amapá).
Trato disso porque o assunto é extremamente pertinente e, claro, estimulado pela declaração de Barack Obama sobre o rei do pop: “Cresci ouvindo Michael Jackson e tenho todas as canções dele no meu iPod”. Declaração esta da maior importância, até mesmo para mostrar a esses nossos políticos que não dão a menor pelota a quem produz cultura no Amapá (há exceções, evidentemente – e o leitor sabe exatamente quais são). Quantos Michael Jackson existem por aí pelo meio do mundo e que estão fadados ao desaparecimento, por falta de oportunidade e incentivo de nossas autoridades? Michael Jackson não escolheu lugar para nascer, poderia ter nascido inclusive em Macapá. Quem vai me dizer que não? Mas Deus não quis, porque Deus é extraordinário, sabia naturalmente das pessoas que Michael ia precisar para desenvolver o seu potencial artístico e depois saltar para o estrelato do mundo. E aí o Senhor das Esferas colocou ele lá bem longe dessas figuras soberbas, dos Sarneys, Góes, Borges e Amanajás da vida... pública. A esquerda amapaense também tem seus representantes nesse “deixa pra lá” aos que vivem de cultura e arte no lugar da chuva e do sol. Oxalá os filhos deles, no decorrer da existência, apresentem tendências à expressão do belo. Aí eu quero ver como esses caras vão se vê diante de tal escolha. Vão ter que cantar fatalmente, do saudoso Raul Seixas, Metamorfose Ambulante - isso se eles souberem. Contudo, independente do que pode vir acontecer com o destino de seus filhinhos, vamos dar uma força aqui com esses versos primorosos inesquecíveis que trago da minha juventude:

Eu quero dizer
Agora o oposto do que disse antes
Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...


Nesta terça-feira (7/07/2009) olhos do mundo inteiro vão estar por alguns momentos voltados para Los Angeles. Para quê? Para acompanhar o povo americano e gente do mundo inteiro dando o seu último adeus ao rei do pop Michael Jackson. O funeral vai custar milhões de dólares e a prefeitura de lá vai entrar com parte dos recursos. É uma partícula ao que o artista fez em vida – e ainda fará mesmo depois da morte – à Los Angeles. E a cidade vai parar para acompanhar o sepultamento do mega-astro. O presidente dos Estados Unidos, se não for, manda representante de seu alto escalão à cerimônia. Enquanto isso, na capital do meio do mundo, artistas semimortos vivem (como no clip Triller), entre políticos muito vivos (tem esse aí em cheque, todo enrolado, intelectual que o tornaram até imortal), uma verdadeira via-crucis para receber migalhas pelos seus projetos sempre tão bem intencionados, apresentados ou a serem apresentados em eventos da cidade e do interior. Quanto desgaste e aporrinhação!
Quer saber!?... A esquerda do Barack Obama neles!

Sexta-feira (10) eu volto para falar da discussão do Fidel Castro com o mano Caetano. A propósito, como disse o mano há quarenta e um anos: “Se vocês em política forem como são em estética, estamos feitos!”

domingo, 5 de julho de 2009

RETROSPECTIVA: A BASE DE GUANTÁNAMO


Barack Obama, ao assumir a presidência dos Estados Unidos no início do ano, em um de seus primeiros atos anunciou o fechamento da Base de Guantánamo. Leia reportagem da Folha de S. Paulo publicada em 22 de janeiro de 2009.

OBAMA CONFIRMA FECHAMENTO DE GUANTÁNAMO

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou nesta quinta-feira o fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba. A base militar americana localizada na ilha foi transformada em prisão de suspeitos de terrorismo pelo governo anterior, de George W. Bush. O fechamento da prisão deve ocorrer em até um ano. Obama assinou também decreto que proíbe a tortura e métodos coercivos em interrogatórios de prisioneiros feitos pelos EUA.
"Fechar o centro de detenção de Guantánamo é parte da política externa, dos interesses dos EUA e dos interesses da Justiça", disse Obama, em entrevista coletiva. Ele afirmou, contudo, que não há um plano sobre o que fazer com os 245 prisioneiros que ainda estão em Guantánamo. "Discutiremos mais tarde o que fazer", disse, em resposta a um jornalista.
Poucos minutos depois, cercado de seus assessores de política externa, Obama assinou outro decreto que proíbe o uso de métodos coercivos em interrogatórios, prática comum nos interrogatórios de suspeitos de terrorismo presos pela CIA (Central de Inteligência Americana).
"Pelo poder a mim concedido pelos Estados Unidos da América, para promover o tratamento seguro e humano dos cidadãos sob poder dos americanos e dos nossos militares, para obedecer as leis dos EUA e da Convenção de Genebra [que estabelece leis de prisioneiros de guerra]", disse Obama, "assino ordem que efetivamente garante que [...] qualquer interrogatório terá que ser de acordo com os estabelecimentos do Exército".
Segundo Obama, a ordem reconhece o "melhor julgamento" do Exército, que obedece à lei que proíbe a tortura e, mesmo assim, consegue as informações de inteligência que precisa. Resta saber se Obama terá a ajuda das nações aliadas para conceder asilo político aos prisioneiros.

ESTÁ NO NOVO CD DE CAETANO


A BASE DE GUANTÁNAMO
Caetano Veloso

O fato de os americanos
Desrespeitarem os direitos humanos
Em solo cubano
É por demais forte
Simbolicamente para eu não me abalar

A base de Guantánamo
A base da Baía de Guantánamo
A base de Guantánamo
Guantánamo


Clic Caetano Veloso em OUTRAS VANGUARDAS e assista entrevista com o poeta-cantor que fala sobre todas as canções do novo disco. A BASE DE GUANTÁNAMO e INCOMPATIBILIDADE DE GÊNIOS (João Bosco/ Aldir Blanc), do CD zii e zie, vão estar também no show acústico A MPB na Ponta dos Dedos e Língua que farei em breve em Macapá.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

CULTURA & ENTRETENIMENTO

Lula Jerônimo faz lançamento do seu primeiro CD logo mais no Prato de Barro

AGENDACULTRosa Rente

Um fim de semana bom à beça esse que começa hoje. E vamos começar falando da prata de casa na Estação do Verão:

A FESTA DO SOL – A versão do Macapá Verão da atual administração municipal tem abertura logo mais à noite na Concha Acústica do Araxá e prossegue por todo o mês de julho nos principais balneários do município com programação cultural variada. Início: 19h.

LULA JERÔNIMO – No Prato de Barro (o da Zezé, que abre esporadicamente), o Lula lança o seu CD com show mostrando as principais faixas do disco. Na compra da mesa – R$ 25,00 – acompanha o CD. A partir das 22h. O Prato de Barro? Fica no Trem, quase onde termina a General Rondon.

CANTO DE CASA – O projeto da Amcap em sua terceira edição – e nos preparativos para o lançamento do CD Canto de Casa II – apresenta show, nesta sexta no SESC Centro, com Helder Brandão e Beto Oscar. O Canto de Casa começa às 21h.

MAFALDA MINOZZI e ZÉ MIGUEL – A cantora italiana faz show em Macapá junto com o compositor/cantor amapaense Zé Miguel, na noite desta sexta-feira, na Choperia da Lagoa, a partir das 22h. O encontro mostra que a música, com o advento da internet, não tem mais fronteiras, é Roma virando Macapá e vice-versa. “Pérola Azulada”, que tem letra do poeta Joãozinho Gomes, é a canção que vai estabelecer a arte do encontro. Vamos lá!

GRANDES ENTREVISTAS: BARACK OBAMA


O presidente dos Estados Unidos Barack Obama falou ontem pela primeira vez à imprensa sobre Michael Jackson. Disse o presidente negro norteamericano: “Cresci ouvindo Michael Jackson e tenho todas as canções dele no meu iPod”.
É verdade o que diz Obama – não se trata de demagogia – e não é a primeira vez que ele se manifesta sobre música e Michael Jackson. Tenho a revista Rolling Stone – edição de julho/2008 – que Obama aparece na capa, quando ainda era candidato e estava em campanha rumo à presidência dos Estados Unidos. Com a declaração dele ontem sobre o rei do pop Michael Jackson, antecipo a seção de GRANDES ENTREVISTAS que serão postadas gradativamente aqui. Entrevistas especiais das mais qualificadas revistas do mundo, guardadas em arquivo que são minhas eleitas – e também as que eu mesmo fiz, ao longo desses seis anos, publicadas em Vanguarda Cultural. Vamos começar com o resumo da entrevista desse cara da pesada, hoje presidente do país mais poderoso do mundo, e que, a cada dia, dá bons e extraordinários exemplos para todos.
Políticos do país da Bossa Nova e da Tropicália, eis aí o cara...

ENTREVISTA CONCEDIDA A JANN S. WENNER / TRADUÇÃO: MATEUS POTUMATI

Rolling Stone: Bob Dylan acabou de lhe declarar apoio. O que isso significa?

Barack Obama: Ouvir Dylan e Bruce Springsteen dizendo palavras generosas a meu respeito é algo extraordinário, devo confessar. Esses homens são ícones.

Rolling Stone: Qual sua música favorita do Dylan?

Barack Obama: Tenho umas 30 dele no meu iPod. Acho que o Bloood on the Tracks (1974) está inteiro lá. Uma das minhas favoritas durante as prévias era “Maggie’s Farm”. Penso muito nela quando ouço o discurso de alguns políticos.

Rolling Stone: Três livros que realmente inspiraram você.

Barack Obama: Os Cânticos de Salomão, de Toni Morrison, as tragédias de William Shakespeare e provavelmente Por Quem os Sinos Dobram, de [Ernest] Hemingway.

Rolling Stone: Você conquistou apoio junto à comunidade musical. Por que essa reação foi tão forte?

Barack Obama: Músicos e pessoas criativas em geral são mais inclinados à idéia de mudança ou ao menos estão abertos a isso – não se conformam simplesmente com o que existe, pensam sempre no que pode vir a ser.

Rolling Stone: Enquanto você fazia a foto para a capa da Rolling Stone, a equipe colocou Grateful Dead para tocar e você reconheceu a música na hora.

Barack Obama: Esses caras fizeram um show para mim durante as primárias. E não só gosto da música, gosto deles como pessoas.

Rolling Stone: Será que teremos um deadhead (como são conhecidos os fãs de Grateful Dead) na Casa Branca?

Barack Obama: Não tenho certeza se me qualifico com deadhead – não uso roupas tie-dye e nunca segui a banda por aí. Mas gosto das músicas.

Rolling Stone: Você usou muito “The Rising”, do Bruce Springsteen, na campanha. Quem escolheu essa?

Barack Obama: Passamos por várias fases. Aretha [Franklin] esteve muito ali por um tempo, Stevie [Wonder]... sempre presente. Mas “Rising”, para nós, capturou o espírito que todos queriam.

Rolling Stone: Bruce declarou apoio a você de forma bem eloqüente. O que você acha dele e de seu trabalho?

Barack Obama: Não sou apenas fã da música dele: gosto de Bruce como pessoa. Ele é alguém que nunca se distanciou de suas raízes, que nunca fingiu ser outra coisa. Quando você pensa em autenticidade, pensa em Bruce Springsteen – e essa imagem que ele projeta pessoalmente. Na verdade, nós não nos conhecemos pessoalmente.

Rolling Stone: Ele me disse que você ligou.

Barack Obama: Nos falamos por telefone. E ele foi exatamente como eu esperava: apaixonado e humilde.

Rolling Stone: E você chamou ele de “The Boss” (“o Chefe”, como Springsteen é conhecido)?

Barack Obama: É claro.

Rolling Stone: O que você ouvia quando jovem?

Barack Obama: Meu gosto é muito eclético. Cresci nos anos 70, portanto minha base é o R&B e o pop daquela época: Stevie Wonder, Earth, Wind and Fire, Elton John, Rolling Stones.

Rolling Stone: Você tinha algum herói musical na época?

Barack Obama: Se eu tive um herói, foi Stevie Wonder. Tinha acabado de entrar naquela fase em que a gente começa a se interessar por música e ele lançou em seqüência Music of My Mind (1972), Talking Book (1972), Innervisions (1973), Fulfillingness’ First Finale (1974) e depois Songs in the Key of Life (1976). Essa foi uma das seqüências de discos mais brilhantes de todos os tempos. Eu amava ele, e amava os Stones.

Rolling Stone: O que você mais gosta dos Stones?

Barack Obama: “Gimme Shelter” é uma grande música.

Rolling Stone: O que tem no seu iPod?

Barack Obama: Quando estava no colegial, provavelmente no segundo ou terceiro ano, comecei a ouvir jazz. Tenho todos esses artistas de que já falamos também, e ainda tenho tudo de Howlin’Wolf a Yo-Yo Ma, de Sheryl Crow a Jay-Z.

Rolling Stone: O que você acha do rap? Acha injusto culparem o estilo por destruir valores familiares?

Barack Obama: Por definição o rock’n’roll é música de rebeldia, ou seja, se ele não for criticado, provavelmente não está fazendo seu trabalho. Às vezes me preocupo com a misoginia e o materialismo de várias letras de rap, mas acho que o espírito desse gênero mudou a cultura. A música era muito segregada nos anos 70 e 80 – você lembra que, quando a MTV surgiu, só foram tocar Michael Jackson depois de Thriller (1982). Conheço o Jay-Z, o Ludacris, o Russell Simmons. Conheço vários deles. São todos grandes talentos e grandes homens de negócio – o que algumas vezes não é muito enfatizado. Mas seria legal se minhas filhas pudessem ouvir a música deles à vontade e que eu tivesse a certeza de que elas não vão ficar com uma imagem ruim de si mesmas.

Rolling Stone: No geral, o que você acha da cultura pop hoje em dia? É uma influência nociva ou saudável?

Barack Obama: Não sou o tipo de pessoa que coloca toda a responsabilidade na cultura popular; ela ao mesmo tempo molda e reflete o que acontece no país como um todo. Mas tenho notado uma mudança na atitude dos jovens, que querem se envolver e se engajar mais, e a gente começa a ver isso se refletindo na música também. Toda vez que falo com o Jay-Z, que é um talento brilhante e um cara bacana, gosto da forma como ele pensa. Ele é sério e se importa com sua arte. É o tipo de pessoa que ainda vai crescer muito e pode ajudar a moldar atitudes de forma realmente positiva. Para mim, os artistas passam por fases. Eles começam expressando o que viveram e as histórias que têm para contar. Não estão necessariamente pensando em fazer manifestos para música. Com o passar do tempo, a visão de mundo deles se amplia, e sua música começa a expressar isso também.

LEITOR DE VANGUARDA


TALES GOO – Guitarrista cearense da banda DARKSIDE

quinta-feira, 2 de julho de 2009

CHEGA DE MENTIRA!


As revistas semanais do Brasil e, certamente, de todo o mundo trazem esta semana, como reportagem especial de capa, a morte súbita de Michael Jackson. As capas de VEJA e ÉPOCA são primorosas. Não acessei ainda o conteúdo das revistas, mas, com certeza, a cobertura da vida, obra e morte do mega-astro é completa e histórica. As especulações da imprensa sensacionalista sobre o estado de saúde de Michael Jackson que o levou à morte é que é por demais tola e mentirosa. As últimas imagens de Michael Jackson vivo acabam desmentindo tudo. Ele cumprimentando os bailarinos na hora do ensaio e em pleno movimento revelam que seu estado de saúde aparentemente era normal. Por que que grande parte da imprensa é assim, hein? Por que não se limitam à publicação da verdade? A imprensa tucuju (ai, meu Deus, quanta maldade com a nossa origem!) sobre os escândalos do presidente do Senado Federal então nem se fala.
Taí a capa mais bonita e inteligente da semana. NAVEGANDO NA VANGUARDA está aqui simplesmente para dar “uma mãozinha” (e que mãozinha, hein?) a toda essa canalha que não tem vergonha na cara de escrever somente a verdade, não mais que a verdade.
CHEGA DE MENTIRA!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

PRIMEIRO CD DE ANA MARTEL EM AGOSTO

"O CD é a Ana do Amapá, da Amazônia, uma pessoa versátil que canta de tudo”
Márcia Corrêa
“Sou Ana”, primeiro CD da cantora amapaense Ana Martel, está pronto e será lançado no mês de agosto. O trabalho é fruto de projeto aprovado pelo Ministério da Cultura-MinC, através da Lei Rouanet, com patrocínio da Eletrobrás no valor de R$ 58 mil. Das onze canções do álbum, sete são de autoria da cantora, que agora assume o papel de compositora também.
Lançar um primeiro trabalho já com esse perfil autoral faz de Ana Martel uma ousadia na história da música amapaense. Ela é também a primeira artista do estado a gravar um CD com incentivo da Lei Rouanet. Além das canções de sua autoria, o CD traz uma parceria com Zé Miguel, a canção-título que é de Enrico Di Miceli e Sérgio Souto, um samba dos paraenses Marcelo Sirotheau, Ubiratan Porto e Paulinho Moura e um marabaixo de Val Milhomem e Joãozinho Gomes.
Ana desejou e conseguiu um resultado mais acústico, com arranjos mais simples que privilegiam o canto. “Eu queria que ele soasse bem artesanal. As caixas de marabaixo estão límpidas. Não tem nada eletrônico”, explica a artista. E por falar em caixas, a cantora levou para o estúdio o percussionista amapaense Nena Silva, que está em todas as faixas onde se ouve o som dos tambores do marabaixo e do batuque.
O CD tem produção executiva de Paulo Andrade e será lançado em agosto durante um grande show que está sendo preparado pela Bacabeiras Produções, sob o comando de Clícia Vieira e Claudiomar Silva. “É um CD que é a Ana do Amapá, da Amazônia, uma pessoa versátil que canta de tudo”, define ela. O álbum conta com participações especiais de Andressa Nascimento, de Roraima e Patrícia Bastos, do Amapá na música “Doce Cantar” feita por Ana Martel para homenagear as cantoras da Amazônia.

NOTA DO EDITOR: Ana Martel é uma das vozes que vai estar no NAVEGANDO NA VANGUARDA Com Glauber Caetano.

A VOZ QUE EMANA DO MEIO DO MUNDO


Logo mais, a partir das 16h, acontece, na Praça da Bandeira, manifestação popular pela saída do senador José Sarney (PMDB/AP) da presidência do Senado Federal, por encher de lama (ou daquela outra coisa) aquela Casa de Leis, com contratações “secretas” sobretudo de parentes e aderentes. É o “Xô, Sarney!” do meio do mundo que ecoa no Congresso Nacional. Até o senador gaúcho Pedro Simon, do PMDB, pede pra ele entregar a presidência, “pro seu próprio bem”, completa o senador.
Vamos lá pessoal, pra Praça da Bandeira, daqui a pouco, enxotar do Senado e da nossa terra esse mau exemplo de político. XÔ, SARNEY! XÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ!...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

CARTA-MANIFESTO

Aroldo Pedrosa e a banda Equinócio no show A Tropicália no Largo dos Inocentes

CARTA ABERTA AO SESC AMAPÁ

NAVEGANDO NA VANGUARDA Com Glauber Caetano foi concebido para ser realizado na terceira terça-feira (21) de julho de 2009, no projeto BOTEQUIM do SESC AMAPÁ, nas férias do meio do ano, exatamente quando o protagonista/inspirador deste projeto infantil de cultura e meio ambiente amazônicos, Glauber Caetano, completa o seu primeiro aninho de vida.

Trata-se de um show especial de Música Popular Brasileira, tendo como intérpretes os nomes consagrados da música amapaense-amazônica e outros que começam a despontar cantando e compondo no umbigo do mundo. As canções criteriosamente selecionadas nos discos Saltimbancos (Chico Buarque/ Sérgio Bardotti/ Enriquez Bacalov), Arca de Noé I e II (Vinicius de Moraes/Toquinho), Casa de brinquedos (Toquinho), O Sítio do pica-pau amarelo (Gilberto Gil e outros), Pirlimpimpim (Moraes Moreira, Baby Consuelo e outros) e Bicho (Caetano Veloso), que são verdadeiras obras-primas do nosso cancioneiro popular infantil e prova incontestável de que as crianças, sobretudo do Amapá, podem viver esse Universo mágico, adquirindo o saudável hábito de ouvir música popular de qualidade produzida entre os trópicos (se houver naturalmente alguém disposto a oferecer a elas essas canções). Pois nós, do NAVEGANDO NA VANGUARDA, nos disponibilizamos, mas sabemos da impossibilidade de fazer isso sozinhos. Por isso viemos buscar essa parceria com o SESC AMAPÁ, que tem também projetos voltados para o sócio-cultural.

Com horário previsto para iniciar às 18h, no SESC Centro, com a exibição do DVD Arnaldo Antunes para crianças (haverá sorteio de alguns exemplares do DVD), faremos o lançamento oficial da edição n° 1 da revista Vanguarda Marketinguma odisséia na floresta, que trará reportagem de destaque sobre o projeto infantil de cultura e meio ambiente amazônicos. A nossa página na internet – www.navegandonavanguarda.blogspot.com –, onde estamos postando anúncios e reportagens, será projetada num telão durante o evento, lançando mais este veículo de comunicação com o padrão Vanguarda de qualidade.

Tem muita música ruim ou de pouquíssima qualidade massificada nos meios de comunicação, especialmente no rádio e na TV. E tudo em função da comercialização desses produtos ruins e terrivelmente descartáveis. A música produzida sem nenhum critério tem menor custo e, por ser mais simples, mais fácil de ser popularizada e, portanto, de se vender. Infelizmente esse é o lamentável mercado que tem dominado o Brasil. “E danem-se as nossas crianças!”, diriam os (ir)responsáveis por essa DROGA DE MÚSICA ou TAMANHA POUCA VERGONHA. Qual a contribuição, por exemplo, que as músicas A minha piriquita e Créu – tocadas exaustivamente no rádio e em alguns programas de TV – podem dar para a formação do seu filho? Nenhuma... ou muito pelo contrário até!

Recentemente vimos pela televisão, através dos telejornais, cena repugnante e inconcebível, cuja vítima era a criança brasileira: um pai-bandido – naturalmente vítima também desse Brasil do descaso – ensinando à própria filha, de três anos, atos absurdos de violência. Ele com uma arma de brinquedo aplicando coronhadas numa bonequinha e pedindo à filha inocente que repetisse “a lição”. Imagens cruéis e sorumbáticas do Brasil da Bossa Nova e da Tropicália transmitidas inclusive para o mundo todo. “O país da delicadeza perdida”, como denuncia o título de um documentário com o compositor Chico Buarque de Holanda.

Diante desse cenário lamentável de declínio da raça humana, nós, formadores de opinião, que lidamos com a arte e o lúdico, precisamos fazer depressa alguma coisa prática e não ficar apenas reclamando o leite derramado ou discutindo cenas irreparáveis como esta a nos saltar os olhos. Só a Cultura associada à Educação, pode, necessariamente, reparar quadro tão caótico e obtuso. Com fé em Deus e pé na tábua da MPB e do projeto que ora apresentamos aqui, vamos mudar isso. Principalmente se você se juntar a nós, pois como deixou escrito na canção Imagine o genial e inesquecível John Lennon: Você pode afirmar que sou um sonhador/ Mas não sou o único/ Quem sabe um dia você se junte a nós/ E aí o mundo será um só...

Venha, que o mundo será um barato!

NAVEGANDO NA VANGUARDA
Com Glauber Caetano

Chegamos, filho.
É aqui. Prepare-se.
Aqui você vai descobrir o vale encantado.
Vai chegar na caverna misteriosa
e vai conhecer o estranho laboratório do cientista louco.
E eu queria lhe dizer uma coisa. Não esqueça, filho,
que uma rosa não é uma rosa. Uma rosa é o amanhã,
uma mulher, um canto de amor.
Uma rosa é uma invenção sua.
O mundo é uma invenção sua.
Você lhe dá sentido. Você o faz bonito. Você o cobre de cores.
Um brinquedo, o que é um brinquedo?
Duas ou três partes de plástico, de lata...
Uma matéria fria, sem alegria, sem História...
Mas não é isso, não é, filho?
Porque você lhe dá vida.
Você faz ele voar, viajar...
Vamos, filho.
Sabe que lugar é esse?
É um lugar de sonhos.
Uma casa de brinquedos.
Vamos entrar.

Fernando Faro

MAIS SOBRE A ESTRELA


NAVEGANDO NA VANGUARDA recomenda: RIQUEZAS SÃO DIFERENÇAS, artigo assinado por Arnaldo Antunes, sobre o fenômeno Michael Jackson. Leia em A Coisa Pública, do vanguardista papa-xibé Ronaldo Rodrigues. Acesse em OUTRAS VANGUARDAS.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O REI DO POP ESTÁ MORTO


Era pouco mais de 18h30 e eu estava atualizando a minha página na internet quando vi a notícia. A princípio, pelas excentricidades que sempre envolveram a vida do Rei do Pop, não acreditei muito. Mas, mesmo assim, postei imediatamente a matéria que está aí embaixo. De repente, na televisão, a vinheta do plantão do Jornal Nacional. Era a Fátima Bernardes dizendo que as notícias estavam desencontradas e não confirmava a morte de Michael Jackson. Quase volto ao computador para deletar o texto postado minutos antes. Evidente que torcia – como milhões de fãs do mega-astro americano – que não fosse verdade o que acabava de ler e que, num piscar de olhos, se espalhava por todo o mundo.
Somente 30 minutos de exibição do telejornal que veio a confirmação da notícia: “Está realmente morto o Rei do Pop”, dizia, em tom melancólico, a correspondente do Jornal Nacional diretamente dos Estados Unidos.
Hoje de manhã acordei cedo para assistir ao Bom Dia Brasil e só deu Michael Jackson – o noticiário quase todo falando da morte e a repercussão no mundo. Toda a história dele reprisada, dos Jackson Five – onde ele iniciou a carreira ainda criança – à primeira imagem do corpo do artista morto envolto por lençol branco numa maca subindo na ambulância filmada à distância de helicóptero. Entre as imagens paradoxais da vida e da morte de Michael Jackson há uma que muito me comove: USA for AFRICA – o famoso clip que reuniu os maiores nomes da música Pop mundial no combate à desgraça da fome que atinge milhões de seres humanos no continente africano. Michael Jackson, o principal compositor da canção e o cara que teve a genial idéia de juntar aqueles artistas todos por causa tão justa e tão nobre em favor da humanidade. Isso – lá pelos anos 80 – me bastou para me tornar fã incondicional de Jackson. As imagens e a sonoridade do clip ficam para sempre indeléveis em minhas retinas e, sobretudo, no meu coração.
Agora sim, findado o desenho, é que vamos ver a grandeza humana do artista emergir por todos os poros e cantos do planeta azul. Infelizmente – diria um ET de passagem pela Terra – “homens são assim”.
No disco comemorativo aos 25 anos do tropicalismo – Tropicália 2 – lançado em 1993, no encarte do álbum Caetano Veloso e Gilberto Gil escrevem o seguinte sobre o mega-astro: “Tudo em Michael Jackson é feito de matéria pop: sua grande música, sua grande dança, sua vida mínima. Em nossos dias ele tem a mesma carga de popismo de Marilyn ou Elvis ou Elizabeth Taylor. Perto dele, Madonna parece uma mera teórica”. Os líderes tropicalistas, na época, comemoravam também 50 anos – a idade em que morre Michael Jackson.
Em Billie Jean, gravada magistralmente em ritmo de bossa por Caetano Veloso, a letra remete a um trecho curioso da canção Nega Maluca, dos compositores Edwaldo Ruy e Fernando Lobo, e que Caetano, pela descoberta e identificação, também gravou: “Tava jogando sinuca/ Uma nega maluca me apareceu/ Vinha com o filho no colo/ Dizendo pro povo que o filho era meu”. Será que não é por isso que Michael Jackson, em sua vinda ao Brasil, preferiu a favela do Rio e o pelourinho de Salvador com os tambores do bloco Olodum?
Michael, findaste por aqui o teu desenho! Mas ontem mesmo vi uma nova estrela se abrir na lona azul do céu. Uma estrela exuberante e cintilante, celeste e celestial...


quinta-feira, 25 de junho de 2009

MORRE MICHAEL JACKSON AOS 50 ANOS


O cantor e compositor Michael Jackson, 50, morreu na tarde desta quinta-feira (25), após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, em Los Angeles. Segundo o jornal "Los Angeles Times", os médicos do hospital da Universidade da Califórnia confirmaram a morte do cantor, que teria chegado ao local em coma profundo. De acordo com o jornal, Jackson não estava respirando quando os paramédicos chegaram a sua residência, em Holmby Hills, por volta das 12h20 (horário local). Michael recebeu uma massagem cardiopulmonar ainda na ambulância e seguiu direto ao hospital da Universidade da Califórnia, que fica a dois minutos da casa do cantor.

1.000 ACESSOS


OBRIGADO, ARGONAUTA, PELO QUARTO DÍGITO!

ENQUANTO ISSO NO PLANALTO CENTRAL...


A VOZ QUE EMANA DO MEIO DO MUNDO

LEITOR DE VANGUARDA


MARCOS QUINAM – compositor e escritor goiano