quinta-feira, 23 de julho de 2009

CORDEL TELEFÔNICO


POEMINHA DE CORDEL INSPIRADO NO FILME “DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL”, DO GENIAL GLAUBER ROCHA - E COM MÚSICA DE SÉRGIO RICARDO:

Neta Beatriz Brasil (arrependida com a repercussão da ligação):

Êi, vô...
Entrega o cargo, pô!

Vovô Ribamar Brasil (teimoso de pedra):

Eu não entrego, não...
Que eu não sou Fernandinho
Pra ser só do Maranhão!

DANIEL DE ANDRADE GAIA

As fotos (Caetano Veloso e Menina Waiãpi) que ilustram postagens abaixo, são de Daniel de Andrade - fotógrafo baiano, radicado em Porto Alegre (RS). Daniel já esteve pelo meio do mundo, no comecinho da virada do milênio, e me presenteou essas fotos, junto com uma do poeta Mario Quintana na rua da Praia, entre transeuntes. Foi capa de Vanguarda, mas qualquer hora ela estará também por aqui. Daniel faz poesia quando aciona o clic de sua objetiva. Ave, Gaia!

CAETANE-SE!


Mais uma da família Sarney. É demais! Isso me lembra uma canção do inesquecível Gonzaguinha, uma canção bem humorada de protesto que fez muito sucesso quando declinava a ditadura que esse senador também fazia parte: É – cuja letra falava que “a gente não está com a bunda exposta na janela pra passar mão nela”. E esses caras aí de novo - desta vez com o voto do povo - e seus podres poderes à sacanear a gente e ficar por isso mesmo. O excelentíssimo senhor presidente sem pudor diz, de alto e bom som, que não renuncia, que a crise não é dele – “mas do Senado” – e se agarra cinicamente ao Sêneca e sei lá mais no quê...
Agora, a coisa mais repugnante é a grande imprensa do Amapá indiferente a esses abusos todos. Os principais jornais não dão uma linha... nem aí pras ligações da Beatriz pedindo “a vaga que é nossa” (lá do Senado) pro seu namoradinho. E o vovô ao telefone respondendo a ela, e, conseqüentemente, ruborizando o Brasil e o mundo (porque isso tem repercussão no mundo todo). Parece que o Amapá nem é o Brasil, assistindo a esses escândalos intermináveis com tamanha indiferença. Claro, há veículos que estão em sintonia com a imprensa nacional, mas não são os grandes jornais daqui.

Amapá, faça como a trupe da vanguarda: CAETANE-SE!

PODRES PODERES
Caetano Veloso

Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos
E perdem o verde
Somos uns boçais

Queria querer gritar setecentas mil vezes
Como são lindos, como são lindos os burgueses
E os japoneses
Mas tudo é muito mais

Será que nunca faremos senão confirmar
A incompetência da América católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos?

Será, será que será que será que será
Será que esta minha estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir
Por mais zil anos?

Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Índios e padres e bichas, negros e mulheres
E adolescentes fazem o carnaval

Queria querer cantar afinado com eles
Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase
Ser indecente
Mas tudo é muito mau

Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades, caatingas
E nos Gerais?

Será que apenas os hermetismos pascoais
Os tons, os mil tons, seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão dessas trevas
E nada mais?

Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome, de raiva e de sede
São tantas vezes gestos naturais

Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
Daqueles que velam pela alegria do mundo
Indo mais fundo
Tins e bens e tais

Nota do Editor: A canção está no repertório do show A Tropicália na Linha do Equador, que vou fazer no projeto ALDEIA - povos da floresta , do SESC AMAPÁ, em 27/08/2009.

BILHETE PARA O ZIRALDO


“THE MOON IS FLICTS”

Neil Armstrong

MENINA WAIÃPI


Brota no chão da floresta
a vanguarda das estrelas.
E no rosto da menina Waiãpi,
o sorriso-luz da Terra.


Aroldo Pedrosa

terça-feira, 21 de julho de 2009

A LUA É...


Conhece a obra... mais que demais do Ziraldo? É infantil e bela e está também de aniversário, fazendo 40 anos. O astronauta Neil Armstrong quando veio ao Brasil em 1969, ao conhecer a obra do artista mineiro deixou declaração fantástica sobre ela. Amanhã comento a respeito dessa cor muito rara e muito triste que se chamava FLICTS e que encheu os olhos do cara que pisou pela primeira vez nela.

VIRTUOSISMO JORNALÍSTICO


“HOMENS PISAM NA LUA”

Foi com esta manchete que o jornal The New York Times amanheceu há exatos 40 anos – 21 de julho de 1969 – anunciando a chegada da Apolo 11 na Lua, tendo a bordo os astronautas norteamericanos Neil Armstrong, Edwin "Buzz" Aldrin e Michael Collins. A manchete – como de uma publicação extraterrestre – é uma obra-prima do jornalismo mundial, enquanto a Folha de S. Paulo anunciava o extraordinário acontecimento assim: "A LUA NO BOLSO". Os Frias, proprietários da Folha, até hoje se arrependem da graça histórica.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

OBRA LIGADA A SARNEY NA MIRA DA PF


Folha de S. Paulo

A Polícia Federal abriu inquérito no dia 17 de junho para investigar a ampliação do aeroporto internacional de Macapá (AP). A obra é resultado de emendas do presidente do Senado, José Sarney (PMDB).
A PF quer averiguar irregularidades detectadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). A ampliação parou após o tribunal descobrir problemas no contrato e na execução, incluindo um sobrepreço de R$ 17 milhões. Incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o empreendimento foi inicialmente orçado em R$ 112 milhões.
A maior construção apoiada pelo senador Sarney na capital do Amapá transformou-se em um imenso esqueleto de concreto, abandonado há um ano, tomado pelo mato e, segundo auditoria, com sinais de deterioração. A ampliação foi um pedido pessoal do senador ao presidente Lula.
O lobista Geraldo Magela Fernandes da Rocha, que trabalhava para uma das responsáveis pela obra, a Construtora Gautama, disse à reportagem que o novo aeroporto seria "uma homenagem" do senador ao então presidente da Infraero e deputado federal Carlos Wilson (PT-PE), morto em abril.
Segundo a assessoria de Sarney, os recursos foram obtidos no Orçamento por emendas parlamentares da bancada amapaense, da qual o presidente do Senado é o principal representante. A obra foi lançada com a presença do senador e foi uma das peças da campanha que o reelegeu, em 2006.
Os primeiros indícios de irregularidades foram apurados na Operação Navalha, deflagrada em abril de 2007 para investigar fraudes em licitações de obras públicas. O principal alvo da polícia foi o empreiteiro Zuleido Veras, dono da Gautama, vencedora, em consórcio com a Construtora Beter, da licitação para as obras previstas no novo aeroporto de Macapá, em 2004.
Veras, executivos e lobistas da Gautama foram presos e indiciados pela Polícia Federal por crimes de formação de quadrilha, corrupção e tráfico de influência.

domingo, 19 de julho de 2009

OS AMAPAENSES NÃO ELEGERAM SARNEY


José Sarney não foi eleito senador pelo Amapá com os votos dos amapaenses nascidos aqui. Os votos que decidiram a eleição de Sarney, em 2006, para mais um mandato de oito anos, contrariando a opinião dos críticos que culpam os amapaenses por esse feito desastroso, foram de pessoas que migraram para o Amapá nos últimos 20 anos. E eles vieram, em sua grande maioria, adivinhe de onde? Não, não vou antecipar a informação que postarei aqui em breve. Os amapaenses – como eu – votaram na Cristina Almeida, a candidata do PSB que disputou as eleições para o Senado Federal como representante legítima do Amapá. Por muito pouco, Cristina – uma mulher simples e negra da região do Maruanu (hoje vereadora) – não derrotou a velha raposa da política brasileira que chegou à presidência da República (por pura fatalidade, eu sei!) mas o obrigou a trocar a dança do famoso boi-bumbá maranhense pelo marabaixo de macapaba, no período da campanha. E aí os votos da região dos alagados, das invasões e dos bolsões de miséria que praticamente triplicaram a população do estado nas duas últimas décadas, à base de grana decidiram pelo candidato que também chegou aqui como eles – só que com esta extraordinária diferença: rico e com história. “História escabrosa”, diz um amigo lá das bandas do Laranjal do Jari, depois, evidentemente, que a “caixa-preta” do Senado Federal (em parafuso) começou a se abrir.
Portanto, os leitores desta página eletrônica que se preparem, pois vou provar em artigo científico, citando todas as fontes de pesquisa apurada (IBGE, TRE, etc), de onde vieram “as cabeças de burro” que o Sarney – segundo alguns críticos – tem aqui numa grande e monumental fazenda e que o levaram pela terceira vez àquela Casa de Lei. O “coice” injusto, que o amapaense vem levando ao longo desses anos, vai ter efeito bumerangue. Toma-te!

Espere por mim, Morena
Espere que eu chego já
O amor por você, Morena
Faz a saudade me matar


Nota do Editor: A canção é do saudoso Gonzaguinha. E “Morena” é minha filha parauara-itaitubense que mora em Belém.

sábado, 18 de julho de 2009

SÊNECA ROLA NO TÚMULO

O recesso do Senado bem que merecia a renúncia do Sarney. Mas ele ainda resiste citando na saída cinicamente Sêneca! O silêncio do filósofo contra as injustiças, o cínico – que não tem absolutamente nada de Diógenes – se apropriando indevidamente. Sêneca a esta altura rola no túmulo.

ARTIGOS EXTRAORDINÁRIOS


Além das GRANDES ENTREVISTAS, começo a postar aqui também ARTIGOS EXTRAORDINÁRIOS que me fazem a cabeça e que não me canso de ler. E vou começar com o que escreveu o gênio de Irará Tom Zé sobre o gênio de Juazeiro João Gilberto. O artigo foi publicado no Jornal do Brasil (3/6/2001) e no livro TROPICALISTA LENTA LUTA / Tom Zé (PUBLIFOLHA, 2003). Depois diz aí se não é pequeno esse meu fascínio pelo Caetano?

JOÃO DA ESQUINA
Tom Zé

Austregésilo de Athayde foi encarregado de acompanhar Einstein quando o cientista alemão visitou o Brasil.
Juntos, os dois iam e vinham. Conta-se que a cada momento Austregésilo tirava um caderninho do bolso e tomava nota. A certa altura Einstein não resistiu:
“O que é que o senhor tanto anota?”
“O senhor sabe, que eu sou escritor, quando tenho uma boa idéia anoto, para não esquecer. O senhor não toma nota de suas boas idéias?”
Einstein respondeu: “Não, eu só tive uma única idéia na vida”.
João Gilberto poderia dizer o mesmo. Só que a idéia desses dois, Nossa Senhora, bota “única” nisso.
Veja-se que ambos, João Gilberto e Einstein, extraíram suas teorias e conclusões do mesmo tipo de material: gravidade, força de atração, perspectiva, espaço, tempo e contratempo. Tanto a teoria da relatividade quanto a batida de João Gilberto têm o mesmo eixo.
Se entre duas pessoas das quais já ouvi falar eu fosse escolher uma para juntar no mesmo saco com João, eu escolheria seu Alberto, o Einstein da relatividade.
Outra ocorrência comum a ambos: em1958, quando a bossa-nova apareceu, todos os professores de canto do Brasil se uniram para dizer que João Gilberto era desafinado e não tinha ritmo.
O mesmo sucedeu a seu Alberto. E quando lhe disseram: “Dr. Einstein, duzentos professores da Europa se reuniram para dizer que o senhor está errado”, ele respondeu: “Se eu estivesse errado, bastaria um.”
Visto da relatividade de nossa perspectiva, o erro esteve sempre perto de João, nos dias finais da metamorfose do samba-canção em bossa-nova.
Há vários exemplos:
Em maio de 1958 Vinicius de Moraes assina a contracapa de Canção do Amor Demais, LP no qual Elizete Cardoso, a Divina, interpreta Vinicius e Jobim. Nem cita João, que tocou sua famosa batida em duas canções do disco. Conta-se que no estúdio, enquanto todos se exaltavam com a beleza das músicas e dos arranjos, Elizete mostrava uma ruga de insatisfação no rosto. Quando inquirida, disse: “Não, também acho tudo lindo!... mas... aquele violão... parece meio fora”.
Era João Gilberto tocando no arranjo de “Chega de Saudade”.
Seja ela perdoada pela blasfêmia, porque poderia até estar certa, na relatividade das coisas. Leia-se o próprio Jobim – poucos meses depois, na contracapa do primeiro LP de bossa-nova, cuja canção título era a mesma “Chega de Saudade” – leia-se Jobim dizendo: “Quando a orquestra acompanha João, a orquestra também é ele”. E como os arranjos são do próprio Jobim, ele afirma ainda que teve de modificar e adaptar a orquestra à batida de João e “à sua sensibilidade”.
Mas o disco de Elizete esclarece a obra de João porque aquele LP, exatamente ali, na divisão das águas, tem um pé no passado e outro no futuro:
1) foi lançado mesmo antes da bossa-nova;
2) nele estão o arranjador, o compositor e um dos principais letristas da bossa-nova;
3) várias canções da bossa-nova ali estão.
Entretanto, João Gilberto dará, alguns meses depois, a sua interpretação pessoal, e as mesmas peças e pessoas dobrarão a esquina da história. Esquina onde o que parece um passo passa do ano-luz. Então, João não é nada. Só a esquina. Fiquem com todas as honras. A ele, a esquina. Ele é a gravidade que impõe à reta da luz um ângulo de 90 graus.
João Araújo, o pai de Cazuza, conta que durante todo o ano de 57 levava uma fita de rolo para a reunião mensal dos produtores da Odeon.
Todos os meses, quando tirava a fita da pasta, os outros produtores diziam: “Lá vem você com seu cantor-ventríloquo.”
Esse era um dos “toques” de João: aquela voz sem impostação, fio de voz, colocada mais no nariz, sem vibrato, dando tudo com enxuta economia ao novo microfone dinâmico, cujo correspondente no nosso mundo cotidiano era o prosaico banheiro, exato local onde João Gilberto descobriu e ensaiou a dita voz.
Naqueles tempos de vozes quebra-cristal, ninguém, em sã consciência, poderia dizer que “aquilo” era um cantor.
O elementar e complementar era o sentido rítmico, mais sugerido que obedecido, com os acentos tonais boiando sobre as águas dos marços e compassos.
O barquinho vai,
O barquinho vem.
Daí ao E = mc² de Einstein não é longe. Pois se na teoria da relatividade a gravidade atrai luz, na bossa-nova a luz cria gravidade. De forma que E = mc², traduzido em bossa-novês, quer dizer: a Massa do Contratempo repetido gera energia.
Mas tudo isso aconteceu depois do dia em que a bossa-nova pariu o Brasil, pois éramos, até então, apenas aquele pedaço amarelo do mapa-múndi, defronte da África.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O DIA E A LIBERDADE DO ROCK

O Dia Mundial do Rock não passou em brancas nuvens em Macapá (Amapá). Graças a moçada das chamadas bandas de garagem e do pessoal do movimento alternativo, desse nosso lugar da chuva e do sol de quase 40 graus. Na segunda-feira (13) todos eles estavam na praça da Bandeira celebrando o Dia Mundial do Rock, com o produtor cultural Bio à frente – e sempre – da organização. De passagem pela praça, ainda pude saborear um pouquinho do som da Mini Box Lunar e acompanhar toda a performance da banda PHYSIS (gravem bem esse nome) fazendo o Mystic Metal. No vocal, Alan Physis, acompanhado por Alecsandro (baixo), Eugene (teclados) e Tato (bateria e prcussão). Alan, além do vocal, toca guitarra e flauta. Na praça eles provocaram boas vibrações na moçada que não se contentou com o muito que fez soar a banda que teve de atender ao irresistível “bis”. A PHYSIS tem Angels Tears como música de trabalho, que, a cada execução, começa a reverberar pelos quatro cantos do meio do mundo.
Salve o dia e a liberdade do rock na praça!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

CULTURA & ENTRETENIMENTO


AGENDACULT Rosa Rente

CANTO DE CASA – Sexta-feira que passou, no SESC Centro, a Associação dos Músicos e Compositores do Amapá-Amcap lançou o CD Canto de Casa II, numa festa bonita e concorrida. Com a casa repleta de artistas que formam o elenco da coletânea e outros que foram prestigiar a boa produção musical amapaense. Teve de tudo, de “Gata arisca” (Nonato Santos - interpretada pelo próprio) à “Passarinho cantador” (Nathau Villar – intérprete: Maria Eli); “Coisas do amor” (Alan Gomes/Hélder Brandão – intérprete: Adriana Raquel) à “Te deixar na mão” (Cléverson Baía – intérprete: Bolachinha); “Amor de porcelana” (Amadeu Cavalcante/Wilson Cardoso – intérprete: Lorena Cavalcante) à “Negro Tião” (Ilan do Laguinho – intérprete: Sambarte), entre outras, sendo no total 23 canções. Enfim, a música amapaense reunida em um CD duplo e eclético de inspiração e ritmo. O projeto que agora acontece todas as sextas-feiras naquele espaço cultural, foi criado exatamente para dar vazão a produção local. É o papel da Amcap ali muito bem representada pelos seus associados, pelo presidente atual da entidade, Cléverson Baía, e pelo antecessor e agora vereador Marcelo Dias. Presente também no evento, o secretário da Secult, João Milhomem, representando o Governo do Estado que apoiou o CD e apóia o projeto. Todas as canções da coletânea foram apresentadas naquela noite especial, com exceção de “Final Feliz”, da Banda Moara que não compareceu. E ainda teve canjas dos integrantes do grupo Senzalas – Amadeu Cavalcante cantando “Tarumã” e Val Milhomem levando “Jeito tucuju”, bem representativas da canção popular do Amapá.
E o projeto prossegue nesta sexta-feira (17) com show de Nivito e banda, a partir das 21h. O SESC Centro fica na avenida Padre Júlio Maria Lombaerd com rua General Rondon.

terça-feira, 14 de julho de 2009

ELA COMENTA DE LONDRES


Ciranda Pedrosa, a minha filha querida e musa de minha canção campeã Valsa de Ciranda, escreve de Londres sobre o NAVEGANDO NA VANGUARDA. Fiquei lisonjeado com a opinião dela e mais feliz ainda por saber de seu despertar pelo jornalismo. Morando há dois anos na capital britânica, Ciranda estuda inglês e, por ter criado bons laços de amizade com casal de jornalistas brasileiros que trabalha para a BBC de Londres, dedica-se a estudar também a propagação de nossa cultura e arte por lá. “Carmem Miranda” – como menciona no comentário – é um dos interesses dela. Vê aí se não é motivo pra eu ficar assim todo besta com minha baby querida? I love you...

"Pai, li seus artigos sobre Obama, Jackson e Fidel. Excelente a forma como você chama a atencão de políticos para a Cultura. Morando em Londres, tenho percebido quantos brasileiros com dons artísticos vêm buscar o reconhecimento aqui fora. É muito triste saber que o Brasil prefere importar cultura. Lembra como Carmem Miranda atingiu sucesso? Li um artigo a pouco tempo e descobri que ela só chegou a ser conhecida no Brasil após o sucesso no exterior. É mole?! Enfim, como diriam os ingleses: "Any way". Parabéns, pai... seus artigos estão demais! Muitas saudades e beijos."

segunda-feira, 13 de julho de 2009

CINQUENTA ANOS DE EMOÇÕES


Com o Maracanã lotado como em dia de clássico, Roberto Carlos comemorou no sábado (11) os seus 50 anos de carreira. Antes mesmo de começar a cantar “Emoções”, sintetizou a celebração nesta frase:

“A maior emoção que eu já senti em toda a minha vida”.

E em seguida foi debulhando um rosário de pérolas que o Brasil, junto com ele, canta há 50 anos. Foi a festa romântica maior da música no Maracanã.

DETALHES
Roberto Carlos/ Erasmo Carlos

Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito tempo em sua vida eu vou viver
Detalhes tão pequenos de nós dois
São coisas muito grandes pra esquecer
E a toda hora vão estar presentes, você vai ver

Se um outro cabeludo aparecer na sua rua
E isto lhe trouxer saudades minhas, a culpa é sua
O ronco barulhento do seu carro
A velha calça desbotada, ou coisa assim
Imediatamente você vai lembrar de mim

Eu sei que um outro deve estar falando ao seu ouvido
Palavras de amor como eu falei mas eu duvido
Duvido que ele tenha tanto amor
E até os erros do meu português ruim
E nessa hora você vai lembrar de mim

A noite envolvida no silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura o meu retrato
Mas da moldura não sou eu quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
E tudo isso vai fazer você lembrar de mim

Se alguém tocar seu corpo como eu não diga nada
Não vá dizer meu nome sem querer à pessoa errada
Pensando ter amor nesse momento
Desesperada você tenta até o fim
E até nesse momento você vai lembrar de mim

Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma todo amor em quase nada
Mas quase também é mais um detalhe
Um grande amor não vai morrer assim
Por isso de vez em quando você vai lembrar de mim

CONFRARIA: INSCRIÇÕES ATÉ QUARTA-FEIRA

A Confraria Tucuju está recebendo artistas solo e grupos de música instrumental que queiram se cadastrar para participação no projeto Concertos de Verão 2009. As inscrições poderão ser feitas até o dia 15 de julho na sede da entidade, localizada à av. Mendonça Furtado, 100 – Largo dos Inocentes. Os concertos terão início no dia 07 de agosto, primeira sexta-feira do mês. Os artistas e grupos musicais devem apresentar release do seu trabalho, fotos digitalizadas ou impressas e repertório do show com especificação dos compositores de cada música.

domingo, 12 de julho de 2009

SOBRE O TELHADO DE VIDRO


Referente ao artigo do jornalista cubano Reinaldo Escobar, postamos ele aqui abaixo, traduzido “às pressas” pelo próprio Caetano e seguido do artigo no original.

“O ex-presidente Fidel Castro acaba de publicar o prólogo do livro “Fidel, Bolivia y algo más” em que ele desqualifica o blog Generación Y que minha esposa, a bloguera Yoani Sánchez, mantém na internet. Desde o primeiro dia ela colocou seu nome e sobrenome (que ele omite) com sua foto à vista dos leitores para rubricar os textos que escreve com o único propósito, repetidas vezes confessado, de vomitar tudo que lhe produz náuseas em nossa realidade.
O ex-presidente desaprova que Yoani tenha aceitado o prêmio Ortega y Gasset de jornalismo digital do presente ano, argumentando que isso é algo que propicia ao imperialismo mover as águas em seu moinho. Reconheço o direito que tem este senhor de fazer esse comentário, mas me permito fazer a observação de que a responsabilidade que implica receber um prêmio nunca será comparável àquela de outorgá-lo, e Yoani, ao menos, nunca colocou no peito de nenhum corrupto, traidor, ditador ou assassino nenhuma condecoração.
Faço este esclarecimento pois recordo perfeitamente que foi o autor dessas reprovações quem colocou (e ordenou colocar) a Orden José Martí nas mais nefastas e imerecidas lapelas que foi possível: Leonid Ilich Brezhnev, Nicolae Ceausescu, Todor Yivkov, Gustav Husak, Janos Kadar, Mengistu Haile Mariam, Robert Mugabe, Heng Samrin, Erich Honecker, e outros que esqueci. Gostaria de ler, à luz destes tempos, uma reflexão que justifique aquelas honras improcedentes que, para mover água de outros moinhos, encheram de lodo o nome de nosso apóstolo.
É certo que o nome do filófoso Ortega y Gasset pode ser relacionado com idéias elitistas e até reacionárias, mas ao menos, nunca lançou tanques contra seus vizinhos incorformados, nem construiu palácios, nem encarcerou nenhum dos que pensavam diferente dele, nem deixou em maus lençóis seus discípulos, nem reuniu fortunas com a miséria de seu povo, nem construiu campos de extermínio, nem deu a ordem de disparar contra quem - para escapar - saltou o muro de seu pátio.”

REINALDO ESCOBAR (1947) – Jornalista, nasceu e vive em Cuba. Licenciou-se em Jornalismo na Universidad de La Habana (1971) e trabalhou para diferentes publicações cubanas. Desde 1989 trabalha como jornalista independente e seus artigos podem ser encontrados em diferentes publicações européias, no Encuentro en la Red e na Revista Digital Consenso.

SOBRE EL TEJADO DE VIDRIO

El ex presidente Fidel Castro acaba de publicar un prólogo al libro Fidel, Bolivia y algo más en el que descalifica el blog Generación Y que hace en Internet mi esposa, la blogera Yoani Sánchez. Desde el primer día ella ha puesto su nombre y apellido (que él omite) con su foto a la vista de los lectores para rubricar los textos que escribe con el único propósito, repetidas veces confesado, de vomitar todo lo que le produce náuseas de nuestra realidad.
El ex presidente desaprueba que Yoani haya aceptado el premio Ortega y Gasset de periodismo digital del presente año, argumentando que esto es algo que propicia el imperialismo para mover las aguas de su molino. Reconozco el derecho que tiene este señor a hacer ese comentario, pero me permito hacer la observación de que la responsabilidad que implica recibir un premio nunca será comparable a la de otorgarlo, y Yoani, al menos, nunca ha colocado en el pecho de ningún corrupto, traidor, dictador o asesino alguna condecoración.
Hago esta aclaración porque recuerdo perfectamente que fue el autor de estos reproches quien puso (u ordenó poner) la Orden José Martí en las más nefastas e inmerecidas solapas que le fue posible: Leonid Ilich Brezhnev, Nicolae Ceausescu, Todor Yivkov, Gustav Husak, Janos Kadar, Mengistu Haile Mariam, Robert Mugabe, Heng Samrin, Erich Honecker, y otros que he olvidado. Me gustaría leer, a la luz de estos tiempos, una reflexión que justifique aquellos honores improcedentes que, para mover agua de otros molinos, enlodaron el nombre de nuestro apóstol.
Es cierto que el nombre del filósofo Ortega y Gasset puede relacionarse con ideas elitistas y hasta reaccionarias, pero al menos, a diferencia de los condecorados por el prologuista, nunca lanzó los tanques contra sus vecinos inconformes, ni construyó palacios, ni encarceló a ninguno de los que pensaban diferente a él, ni dejó en la estacada a sus seguidores, ni amasó fortunas con la miseria de su pueblo, ni construyó campos de exterminio, ni dio la orden de disparar a quienes -para escapar- saltaran el muro de su patio.

REINALDO ESCOBAR (1947) – Periodista, nació y vive en Cuba. Se licenció en Periodismo en la Universidad de La Habana (1971) y trabajó para diferentes publicaciones cubanas. Desde 1989 ejerce como Periodista Independiente y sus articulos se pueden encontrar en diferentes publicaciones europeas, en Encuentro en la Red y en la Revista Digital Consenso.

sábado, 11 de julho de 2009

AS RESPOSTAS DE CAETANO A FIDEL


O texto foi publicado na Folha de S. Paulo, no dia seguinte às repercussões dos comentários do líder cubano. As palavras do artista brasileiro vieram assim:

“Não pedi perdão a ninguém. Procuro pensar por conta própria. Minha irreverência diante dos poderes estabelecidos é impenitente. Dois dias depois de dar a entrevista citada por Fidel, eu disse à televisão austríaca que a tendência sociológica de considerar o racismo no Brasil pior do que o apartheid na África do Sul é uma manobra da CIA. Sou um artista. Minhas palavras são: criação e liberdade. Se não me submeto ao poderio norte-americano, tampouco aceito ordens de ditadores. Fidel nos deve explicações a respeito de sua identificação com os estados policiais que o comunismo gerou. Hoje toda a esquerda silencia sobre a Coréia do Norte, como silenciava sobre a União Soviética na minha juventude. A canção “A Base de Guantánamo” não seria composta se eu não tivesse a evidência de que nos Estados Unidos há respeito aos direitos dos cidadãos como não se vê em Cuba. A decisão da Suprema Corte americana, reconhecendo o direito a habeas corpus aos prisioneiros de Guantánamo é expressão disso. Tampouco seria possível a canção sem o valor simbólico que a revolução cubana tem em nossas mentes. Lembro de ter sentido, quando excursionava com Fina Estampa, que a tragédia de Cuba (com liberdades cerceadas na ilha e uma população inimiga do regime atuando em Miami) era mais vital do que a segurança dessangrada de Porto Rico. Tenho idéias e reações emocionais complexas. Não aceito pacotes fechados. O texto de Fidel é autocongratulatório, prolixo e injusto. Sobretudo com Yoani Sánchez, a cubana que mantém o blog “Generación Y”. Ela e seu marido Reinaldo Escobar deram a resposta que eu gostaria de dar a Fidel.”

Caetano volta ao assunto em menos de um mês, quando excursionava com o seu show pela Europa.

“Na Europa todos os jornalistas me perguntam sobre o caso Fidel. Eles sabem apenas que Fidel ralhou comigo por causa de uma canção sobre Guantánamo. Fico um tanto triste. Na verdade acho que Fidel não foi político ao me acusar de pedir perdão ao imperialismo americano e a chamar a atenção para um trecho de entrevista onde aparece crítica a Cuba (e reconhecimento dos conseguimentos civilizatórios dos Estados Unidos), em detrimento da canção em si, que é o que devia contar mais. Afinal uma canção é imediatamente ouvida e assimilada por muitos; uma entrevista, mal e mal por poucos. No nosso caso, a canção mostrou-se forte, arrancando aplausos entusiasmados em todos os shows do Obra em Progresso e repercussão na imprensa e um forte boca-a-boca. Com o evidente potencial de, uma vez gravada, tornar-se enormemente conhecida e mesmo amada. Já a entrevista nem era boa. Tive pequenos problemas com o modo como ela foi editada (sobretudo no que diz respeito à sucessão presidencial e à ausência de crédito a uma frase de Mangabeira), mas não especialmente no que se refere ao caso Fidel/"A Base de Guantánamo". Quanto a isso, sei que fui eu a me expressar de modo afobado e daí obscuro. Eu não queria receber aplausos fáceis da esquerda e ser tomado por um anti-americanista recém saído do armário. Não sou Neil Young. Nem quero ser o Mick Jagger de “Sweet Neo Con” or something: um inteligente neo-liberal (no sentido nobre do termo) como Jagger jogando para a galera num tom que, a despeito do acerto básico na apreciação da questão, soa demagógico. Minha “Guantánamo” não tem nada disso. O próprio estilo despido e enxuto (diferente aliás, quanto a isso, embora não quanto à sinceridade, do de “Haiti”, com que alguém aí, erradamente, a identificou) atesta uma atitude direta nascida de observação simples que levou a um estado de espanto indignado. Pareço um poeta concreto, fazendo boa crítica positiva do próprio trabalho? Ótimo. Adoro parecer um poeta concreto. Se o risco de a crítica estar muito aquém da que os pobres produtores das obras podem apresentar, para que falsa modéstia? Fidel poderia ter sido aconselhado por aqueles que, perto dele, ouvem música e pensam em cultura a calar o bico e deixar a canção fazer sua parte, com a entrevista relegada ao esquecimento. O resultado seria um renascimento da força afetivo-simbólica que a revolução cubana tem na mente da minha geração de latino-americanos. E até da imorredoura simpatia que a própria figura de Fidel arranca do nosso cerebelo. (Ou hipotálamo?) Mas não. Ele transformou o episódio numa manifestação anti-Cuba. Os europeus não conhecem a canção, só a fofoca de celebridades velhas do folclore político da América Latina: o Comandante contra o “ex-revolucionário” tropicalista. A ignorância! Mas insisto em que um país onde as pessoas precisam de permissão especial para viajar ao exterior não é o melhor exemplo de respeito aos direitos humanos. Ir e vir é simplesmente o mais básico destes. Deixa os frankfurtianos dizerem que a “busca da felicidade” é mais cruel do que o nazismo. Tou fora. Só espero que com essas declarações sinceras de amor (mesmo meio morto) pela revolução cubana, não venha agora ser a CIA a anotar que pedi perdão ao ditador. Mas acho que a CIA é menos grossa do que isso.”

FIDEL CRITICA OPINIÃO DE CAETANO


Falei que escreveria sobre o debate travado entre o líder cubano Fidel Castro e o compositor/cantor baiano Caetano Veloso. E tudo por causa da canção “A Base de Guantánamo” (letra publicada neste blog) e das declarações do artista sobre direitos humanos à Folha de S. Paulo. O assunto a seguir foi retirado do blog OBRA EM PROGRESSO, do próprio Caetano, e amplamente discutido ali. O blog foi encerrado em maio passado, mas acompanhei na época as discussões.

O jornal O Globo publicou a matéria “Guantánamo: Fidel critica opinião de Caetano” (caderno Mundo, página 36), que continha o seguinte trecho:

HAVANA. O líder cubano Fidel Castro criticou declarações do músico brasileiro Caetano Veloso num livro cujo conteúdo foi divulgado ontem. Fidel interpretou como um pedido de perdão aos Estados Unidos comentários de Caetano sobre sua música “A Base de Guantánamo”, parte do repertório do novo disco do compositor.
Para Fidel, a declaração foi uma “prova da confusão e do engano semeados pelo imperialismo”. No texto intitulado “Fidel, Bolívia e algo mais”, o líder cubano critica o fato de Caetano ter se dito “100% mais” do lado dos Estados Unidos do que de Cuba em matéria de direitos humanos, em entrevista publicada pela “Folha de S. Paulo” em 26 de maio.
“Se eu fosse um tipo de pessoa de esquerda, pró-Cuba, anti-Estados Unidos, não sentiria decepção alguma pelo que ocorreu nas prisões de Guantánamo”, segundo reproduz Fidel em seu prefácio a partir das declarações publicadas no jornal brasileiro.
“Em duas palavras: o músico brasileiro pediu perdão ao império por criticar as atrocidades cometidas naquela base naval em território ocupado de Cuba”, disse Fidel, de 81 anos, que passou a se dedicar a escrever depois de ter se afastado do governo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

CULTURA & ENTRETENIMENTO


AGENDACULTRosa Rente

Tem muita coisa boa de cultura & entretenimento nessas férias:

PROJETO ESPAÇO ABERTO – Nesta sexta-feira (10), a banda Mini Box Lunar faz o Espaço, a partir das 22h - Rua Jovino Dinoá com Avenida Tupis, bem perto do SESC Araxá. A Mini Box Lunar é aquela banda que tem no vocal as tigresas Heluana e Jennifer (aí no banner). A banda já foi citada nas revistas BRAVO! e Rolling Stone. É sempre bom o astral de lá do Espaço Aberto. Vamos?

LULA JERÔNIMO - É logo mais no Prato de Barro Restaurante, ali na General Rondon, 2839 - próximo a sede do Trem. Prato cheio pra quem gosta de boa música, e com o Lula então... O CD tem projeto gráfico bacaninha, tem música boa e muito bem interpretada. Na compra da mesa - R$ 25,00 - o CD do Lula.

CANTO DE CASA – O projeto da Amcap em sua quarta edição, nesta sexta-feira (10), no SESC Centro – Av. Padre Júlio Maria Lombaerd, esquina com General Rondon – na festa de lançamento do CD Canto de Casa II. O CD duplo tem 23 faixas, que vai da Banda Moara (“Final Feliz”) à Ana Martel (“Entre o Porto e a Maresia”). Início: 21h.

A FESTA DO SOL – A versão do Macapá Verão da atual administração municipal prossegue pelos balneários de Macapá, depois da abertura na Concha Acústica do Araxá, sábado que passou. Durante todo o mês de julho, sobretudo nos principais balneários do município, com programação cultural variada, a festa é do Sol.

CAFÉ COM NOTÍCIAS – O musical infantil NAVEGANDO NA VANGUARDA Com Glauber Caetano, que vai reunir as feras da música amapaense-amazônica, já tem data definida: 28 de julho de 2009 – a última terça-feira do mês, no SESC Centro, dentro do projeto Botequim. O compositor/cantor Osmar Júnior confirmou participação. E estamos a mil para fazer desse projeto uma grande festa cultural para as crianças do Amapá, e com muita música popular de qualidade (leia aqui mesmo, nesta página, a idéia do projeto). Nesta sexta-feira, a partir das 8h, no programa Café com Notícias, as jornalistas Márcia Corrêa e Ana Girlene, apresentadoras do programa, conversam com o criador do projeto, Aroldo Pedrosa, que vai falar sobre os preparativos da festa e dos artistas envolvidos na produção. O Café com Notícias é da Equatorial 94,5 FM. Sintonize!