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E não há força capaz de mudar isso...
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Feliz 2011 para todos!
Juliano Del Castilo Silva, advogado e membro da Executiva Estadual do PSB, assume a Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento – SEPLAN.
Ely Almeida, pós-graduada em Políticas Públicas e Movimentos Sociais, indicada para a Secretaria de Inclusão e Mobilização Social – SIMS.
Ivanci Magno (PT), professor, advogado e primeiro suplente do senador eleito João Capiberibe (PSB), assume a Defensoria Pública do Estado do Amapá – DEFENAP.
José Ramalho, economista e professor universitário, assume a Companhia de Eletricidade do Estado do Amapá – CEA.
Vereador Zé Roberto (PT), ex-secretário de Agricultura de Santana, assume a Secretaria de Desenvolvimento Rural – SDR.
Augusto Oliveira, do PSOL, doutor em Desenvolvimento Socioambiental, assume a direção do Instituto de Pesquisas Científicas do Estado do Amapá – IEPA.
José Reinaldo Picanço, mestre em Geografia e doutor em Ciências Sociais vai comandar a Secretaria de Indústria e Comércio – SEICOM.
Cláudio Pinho Santana, engenheiro mecânico e tem especialização em gestão empresarial e Secretário Geral do PSB, assume a Secretaria de Estado da Fazenda.
Nos últimos dias veio à tona o valor que os deputados estaduais do Amapá aferem por cada dia fora da Capital ou do Estado, a sociedade ficou perplexa com os altos valores e a quantidade de diárias que a maioria dos Deputados fazem no período de um ano.
No entanto, cabe esclarecer ao cidadão que paga seus impostos e sustenta o Estado, que o valor pago por cada diária tem objetivos definidos em lei, ou seja, atender a despesa de pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme depreende o caput do art. 64, Lei 066/1993, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis, regra que se estende a qualquer agente público civil. O Art. 68 da mesma lei arremata da seguinte forma: “Será punido com pena de suspensão e na reincidência, com a de demissão, o servidor que, indevidamente, conceder diárias com o objetivo de remunerar outros serviços ou encargos ficando, ainda, obrigado a reposição da importância correspondente.” Mais claro não poderia ser, interpretação literal da lei, não precisa de nenhum esforço hermenêutico para entender que os deputados abusaram no ganho das diárias.
Portanto, esses deslocamentos devem ser orientados por necessidades do cargo ou função, e deve-se justificar por meio de relatórios, os quais devem elencar as atividades realizadas e o período - não posso afirmar se tem, ou não tem relatórios dessas viagens, mas fica difícil convencer, pois os valores e a quantidade de diária é absurdamente grande, sendo que os valores pagos estão acima do que se pode gastar com hospedagem, alimentação e deslocamento. Ademais, não deveria ser tão simplório como demonstra as planilhas de diárias dos anos de 2009 e 2010 apreendidas pela Polícia Federal, por exemplo, em 2009 a maioria dos deputados tinha diárias fixas em 10 mil reais, inclusive nos meses de recesso e férias, como janeiro, julho e dezembro, muito estranho esses valores fixos, já no ano de 2010, ano de eleição os valores triplicaram, outra coincidência.
Para não colocar todos no mesmo “saco”, Camilo Capiberibe (PSB) é uma das exceções, suas diárias estão dentro da normalidade, levando em consideração o valor individual de cada diária. Mas as excrescências são tão latentes que não precisaria ser especialista em Direito Administrativo para visualizar as ilegalidades cometidas pelos Deputados, em um país sério, todos os suspeitos já estariam afastados dos cargos e um inquérito administrativo e criminal seria aberto para apurar as responsabilidades.
Porém, não vivemos em um país que pune os que detém poder, faça um pequeno esforço mental e logo chegará à conclusão que esses parlamentares, representantes do povo, e com a responsabilidade de fiscalizar os atos do Executivo não fizeram seu papel constitucional, ou seja, fiscalizar. A prova são as prisões do Governador e seu antecessor, bem como as inúmeras dívidas do Estado, portanto, só por isso já deveriam estar afastados, e as diárias só vêm a corroborar a necessidade de afastamento dos envolvidos, se fossem de uma empresa privada estariam demitidos por incompetência.
Voltando para os valores das diárias dos nobres parlamentares amapaense, e ao fazer uma comparação com o salário mínimo instituído pelo Governo Federal e pago pela maioria dos patrões deste país, ficamos ainda mais revoltados. Enquanto os trabalhadores ganham 520 reais de salário mensal para manter suas famílias com alimentação, saúde, educação e outras despesas, um parlamentar estadual ganhar mais de três vezes por dia, só para sair da capital e ir para o interior, para fazer sabe-se lá o que, pois temos notícias de municípios sem energia, saúde e outras necessidades básicas e não vimos a manifestação de nenhum desses Deputados viajantes.
Para finalizar fica evidente que os valores pagos por cada diária é injustificável, como vimos há finalidades para as diárias, não se pode usar diárias para justificar um orçamento tão grande, não podemos aceitar esses absurdos, as autoridades sérias deste Estado têm o dever legal de usar os mecanismos legais para afastar e punir os envolvidos. Aliás, seria bom que os demais poderes mostrassem para a sociedade qual o valor das suas diárias.
A banda Mini Box Lunar (foto) se apresentando no Cultura Digital (SP), ao lado de Jorge Mautner e Nelson Jacobina - os compositores de “Maracatu Atômico”. É a nova safra amapaense de músicos – todos muito jovens e talentosos - que mais alcançou projeção nacional em 2010. A Mini Box Lunar também foi selecionada pelo projeto CONEXÃO VIVO, que tem como principal objetivo revelar para o Brasil, através de shows e de discos, a nova música popular brasileira. Recentemente a VIVO lançou o primeiro CD com essa nova safra e a Mini Box Lunar está lá com a canção “Sessão Vintage”. Otto Ramos, Alexandre Avelar, Sady Menescal, Heluana Quintas e JJ Nunes - que formam a banda - estão sendo chamados de “A Nova Tropicália”, por admitirem a influência e inspiração do famoso movimento. Já abriram show do maldito Jards Macalé – o compositor de “Vapor Barato” – também em Sampa e, ao longo de 2011, atendendo a convites, devem se apresentar em festivais na Índia e em alguns países da Europa. A Mini Box Lunar faz parte do Coletivo Palafita que, por sua vez, integra o Circuito Fora-do-Eixo criado pelo produtor cultural matogrossense Pablo Capilé.
Cláudio Silva
Quem trafegou na manhã do dia 25 do mês e ano corrente pela orla do Bairro Santa Inês, nas proximidades da pracinha do bairro, deparou-se com uma mensagem de Natal um tanto quanto inusitada. Utilizando-se de pneus, carcaças de fogão, pedaços de geladeira, quadros de bicicletas, garrafas e outros tipos de lixo encontrados às margens do rio Amazonas - maior rio do mundo em extensão e volume d’água - os artistas/ interventores Agostinho Josaphat, Claudio Silva, Dekko Matos, Wagner Ribeiro e Maisa Martinelli desejaram um “FELIZ 2011” à sociedade amapaense.
Trata-se de uma intervenção urbana concebida e executada pelos artistas amapaenses que, abdicando da arte meramente contemplativa, preenchem os vazios deixados por elas, de responsabilidade social. Assim, partem para a concepção de obras onde o mote principal não seja a estética, e sim o conceito, ampliando o leque de discussão acerca da arte contemporânea.
A intervenção foi concebida após contatarem a imensa quantidade de lixo depositada ao longo da orla que deveria servir de atrativo, visando o fortalecimento do turismo local, propiciando um grande salto na cultura e na economia, no entanto, em apenas 100 (cem) metros foram encontrados cerca de 86 (oitenta e seis) pneus e isso sem contar com o odor que se agrava em virtude do desembocar da rede pública do esgoto que, feito cachoeira, deposita todo tipo de impurezas e detritos.
Os artistas reivindicam maior atenção para problemas latentes que se agravam em nosso provinciano estado, em especial o lixo produzido e depositado às margens deste que deveria ser uma fonte inesgotável de riquezas, por sua magnitude e imponência. Ao contrário do que se possa pensar, não se tratam de meras felicitações, em virtude da chegada de um novo ano, e sim de um silencioso protesto, diante da ineficácia das políticas públicas de preservação do meio ambiente e da falta de compromisso dos parlamentares desta terra, que usurpam até mesmo nossa honra, semeando em nossa mente o sentimento de impotência, porém, estes artistas não se renderam, arregaçaram as mangas e deram o pontapé inicial.
Que outros coletivos e/ou artistas possam enveredar por este caminho, colocando sua arte à disposição de quem realmente necessite ver, ouvir e senti-la, propondo novas reflexões sobre problemas que afligem nosso povo.
O autor é Conselheiro Estadual de Cultura e Presidente do Coletivo de Artistas, Produtores e Técnicos em Teatro do Estado do Amapá – CAPTTA
Registramos o recebimento do Cartão de Natal postado acima, enviado por GEGE Produções – a produtora do compositor/cantor tropicalista Gilberto Gil -, a qual enviamos os nossos agradecimentos e a solicitação a Gil e a Flora (mulher e produtora do artista baiano) que se unam também a nós (conforme manifesto) em defesa do casal socialista Capiberibe.
Fé na Festa e Feliz 2011!
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) realiza nesta quarta-feira, 22, a partir das 7h da noite, na Praça do Côco na orla de Macapá, ato denominado “Justiça Para os Capiberibes”.
O manifesto popular está sendo organizado pela militância do partido em apoio aos mandatos do senador eleito João Capiberibe (PSB) e da deputada federal Janete Capiberibe (PSB), que tiveram os registros indeferidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na Lei da Ficha Limpa, que impediu a diplomação do casal no último dia 17, no Teatro das Bacabeiras.
Nesta segunda-feira, 20, lideranças do PSB de todo Estado estiveram reunidos na sede do partido para tratar da mobilização para o evento. “Esta é a segunda vez que o voto do povo do Amapá não está sendo respeitado, por isso conclamamos toda a nossa militância para estar presente no ato público da próxima quarta-feira em defesa dos mandatos de Capi e Janete”, disse Washington Picanço, um dos coordenadores do evento.
O senador João Capiberibe foi eleito com mais de 130 mil votos. A deputada Janete Capiberibe pela terceira vez consecutiva foi eleita à deputada federal mais votada proporcionalmente do Brasil com mais de 29 mil votos. “Fato legítimo e incontestável sobre a vontade do povo amapaense”, enfatiza a deputada eleita Cristina Almeida (PSB).
Armação - O casal Capiberibe foi vítima de armação política orquestrada pelo PMDB de José Sarney, que os acusou nas eleições de 2002 de terem comprado dois votos a R$ 26 reais parcelados de duas vezes, fato este que resultou em cassação dos mandatos. “O casal Capiberibe mesmo cumprindo oito anos de inelegibilidade, pela segunda vez corre o risco de serem penalizados pelos mesmos argumentos do PMDB de Sarney”, repudiou o deputado estadual eleito Balieiro (PSB).
O processo do senador eleito Capi e da deputada Janete Capiberibe estão no Supremo Tribunal Federal (STF), onde devem ser votado no início do ano que vem com a posse do novo ministro.
Abaixo-assinado – Na reunião no PSB ficou definido ainda, que haverá mobilização para a coleta de assinaturas para abaixo-assinados, que vão ocorrer no Amapá e em todo Brasil e pela internet no e-mail justicaaoscapiberibes@gmail.com que serão encaminhados para a presidente eleita Dilma Rousseff (PT), para o presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, para o presidente do Senado José Sarney (PMDB) e para entidades internacionais. “Queremos que seja reparado esta injustiça com o senador Capi e a deputada Janete”, afirma Washington Picanço.
Camilo Capiberibe
Cada eleição confere um mandato distinto aos seus eleitos. A eleição de 2010 investiu a todos nós com o dever e a missão de realizar a mudança. E essa mudança não pode ser apenas uma mudança de partidos no poder, ou de pessoas, precisa ser uma mudança cultural, da maneira como o Estado se relaciona com a sociedade. É a mudança na maneira como o dinheiro público é investido, mudança na maneira como os gestores públicos se relacionam com as demandas da sociedade.
E o povo tem urgência pois a dívida social e econômica é muito grande.
O povo amapaense, homens, mulheres, jovens, idosos, parteiras, indígenas, ribeirinhos, empresários, crianças, foi às urnas e construiu mudança e esse é o significado do governo que assume o poder em 2011.
Mas concretamente o que significa essa mudança?
Mudar em 2011 significa atender com normalidade os serviços sociais. Significa que a merenda escolar deve ser algo previsível a ser encontrada cotidianamente nas escolas da rede pública estadual. Mudar neste momento que o Amapá vive significa encontrar atendimento médico e hospitalar adequados e os remédios necessários. Significa ter o direito de receber os benefícios dos programas sociais sem ter que se humilhar. Significa trabalhar e receber pelo serviço ao final do mês.
Significa administrar com transparência total, resgatando uma relação deteriorada pelos acontecimentos que marcaram nosso estado negativamente nos últimos anos. Significa implantar mecanismos de controle eficientes como o portal da Transparência e a Controladoria Geral do Estado para que a sociedade possa exercer o controle público e que o mal da corrupção seja combatido pelo próprio governo e não apenas pela polícia federal ou demais instituições.
Temos a enorme tarefa de resgatar a credibilidade das nossas instituições públicas vilipendiadas nacionalmente pelas revelações de sucessivas ações policiais. Temos o dever de resgatar a auto-estima da população que é atacada também pelo não funcionamento dos serviços públicos.
Mudar significa que o administrador público, do governador ao diretor de escola, do secretario ao atendente do Super-Fácil devem satisfação ao contribuinte que paga nossos salários e financia todos os poderes aqui presentes com os recursos oriundos da pesada carga tributaria que todos pagamos. Essa consciência deve impregnar a todos com a obrigação da eficiência e da eficácia.
Significa também que a sociedade deve ser chamada à responsabilidade de tomar conosco as decisões fundamentais para o desenvolvimento econômico. Desde a construção participativa do Plano Plurianual que realizaremos no decorrer deste ano até a definição das prioridades expressas na partilha do dinheiro público sacramentada na votação da lei Orçamentária Anual. Esse é o sentido da participação, da construção coletiva.
Esse processo exige de nós a compreensão e a inclusão de todas as forças políticas e sociais num amplo processo de debate e pactuação. Se um governo é formado por forças políticas e sociais não pode haver dúvida de que os objetivos que ele persegue devem atender à todos sem distinção de nenhuma ordem. Os interesses partidários são legítimos mas não são maiores que os da sociedade.
Portanto, a tarefa de mudar o Estado é do conjunto da sociedade e do governo por inteiro independente das forças políticas, dos quadros técnicos ou dos gestores que o compõem e isso será intensamente cobrado de nós pela sociedade.
Somos o estado mais preservado da Amazônia e precisamos decidir com clareza de que maneira nossos recursos naturais serão usados. Temos convicção que qualquer exploração deve ser feita com o menor impacto ambiental possível e com a maior produção de riqueza e distribuição para os homens e mulheres do Amapá. Não podemos aceitar a exploração pura e simples das nossas riquezas naturais, o Estado deve apoiar os empreendimentos econômicos mas deve se colocar ao lado da sociedade e regular equilibrando a balança à favor dos interesses de todos.
“Meu pai e minha mãe, João e Janete Capiberibe, foram eleitos pela vontade do povo. Essa vontade foi chancelada pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral e se dependesse do TRE eles estariam sendo diplomados no dia de hoje. Dedico a toda uma história de luta, a história de vida baseada na luta esse momento. Não poderia esquecer, e me permitam o direito de me emocionar. Pela segunda vez consecutiva um direito conquistado na urna está sendo negado. Mas quero deixar claro para todos que eu confio na justiça do nosso país e a mesma esperança que me faz saber que vamos vencer os grandes desafios, me faz saber que nós teremos sim Capi e Janete no Congresso Nacional”.
ATO PÚBLICO PELA ABERTURA DO PROCESSO DE CASSAÇÃO E O IMEDIATO AFASTAMENTO DO PREFEITO DE MACAPÁ
Diante dos últimos desdobramentos da Operação Mãos Limpas, que levaram a prisão o prefeito de Macapá, Roberto Góes, o Movimento Mãos Limpas conclama toda população amapaense a se unir em favor da justiça e contra à corrupção.
Semelhante ao que ocorreu quando da prisão do governador do estado, Pedro Paulo, em meados de setembro, iremos as ruas de Macapá pedir a abertura de processo de cassação do mandato do prefeito e o seu imediato afastamento da gestão da capital.
Venha somar forças contra a corrupção e ajude a livrarmos nossa terra desta terrível e nefasta doença.
LOCAL DA CONCENTRAÇÃO: PRAÇA DA BANDEIRA
DATA: 21 DE DEZEMBRO - TERÇA-FEIRA
HORA: A PARTIR DA 8 H
VENHA SE MANIFESTAR E ASSINAR O ABAIXO ASSINADO PELA ABERTURA DO PROCESSO DE CASSAÇÃO E O IMEDIATO AFASTAMENTO DO PREFEITO DE MACAPÁ
MOVIMENTO MÃOS LIMPAS
8118 4640 / 9112 8338 / 9145 4717 / 9137 3247 / 9166 5289
Que País é esse?
Que País é esse?
Que País é esse?
Que país é esse?
Que País...
Julgamento de Capiberibe: uma excrescência
Chico Bruno
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a decisão individual da ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha que indeferiu o registro de candidatura de João Alberto Rodrigues Capiberibe, eleito senador pelo Amapá. Acompanharam os votos da relatora o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, e os ministros Aldir Passarinho, Hamilton Carvalhido e Arnaldo Versiani.
Os ministros Marco Aurélio e Marcelo Ribeiro abriram a divergência em relação ao voto da relatora por entender que Capiberibe deveria ser beneficiado pelo art. 11, § 10 da Lei nº 9504/97, que tem o poder de interferir no juízo de admissibilidade (deferimento) do registro de candidatura.
Esse artigo foi usado em julgamentos recentes do TSE, beneficiando recorrentes de três casos semelhantes ao de Capiberibe. O último, desses julgamentos, aconteceu no dia 26 de outubro passado.
Marco Aurélio usou todos os argumentos cabíveis para demonstrar que o TSE estaria cometendo mais uma injustiça com Capiberibe.
A defesa do recorrente alegou o óbvio ululante, que no dia 3 de outubro, data do primeiro turno das eleições de 2010, ele já era elegível em razão do transcurso do prazo de oito anos. Disse ainda que na época de uma eventual posse, em 1º de fevereiro de 2011, esse prazo estaria mais do que ultrapassado.
Esse é o resumo da notícia. Agora a análise.
O resultado do julgamento de Capiberibe mancha a Lei Ficha Limpa.
É uma excrescência, pois demonstra que assim como a moralizadora Lei da Compra de Votos, ela passou a servir a instintos escusos de adversários políticos, que poderosos assumem mandatos no tapetão.
Sem entrar no mérito das alegações da ministra relatora Cármem Lúcia, fica demonstrado que ela não aplicou a Capiberibe a inelegibilidade de oito anos, mas de dez anos, pois, segundo Cármem, ele só poderá disputar a próxima eleição de 2012.
O bom senso foi jogado na lata do lixo pelos cinco ministros do TSE.
Sinceramente sabia que isso iria ocorrer, pois sei que Capiberibe não tem na agulha as mesmas balas que Beto Mansur, Maluf, Garotinho, Pedro Henry e Cleber Verde, todos transformados em fichas limpas por decisões do TSE, mas mantive o desejo expresso no dito popular “a esperança é a última que morre”.
O que mais entristece é ver que projetos moralizadores, criados e transformados em leis de combate a corrupção eleitoral, acabam funcionando como bumerangues.
O que mais irrita, é que decisões anteriores e recentes do TSE em casos semelhantes não proporcionariam um tratamento isonômico no caso Capiberibe.
No entanto, o que vale para alguns, não vale para Capiberibe, um flagrante de que os cinco ministros usaram dois pesos e duas medidas.
Aliás, o raciocínio não é meu, é do ministro Marco Aurélio que explicitou que o TSE estava usando dois pesos e duas medidas no julgamento de Capiberibe, citando os julgados anteriormente.
O julgamento leva a formatar na mente ilações cruéis em relação à decisão dos ministros Cármem Lúcia, Aldir Passarinho, Hamilton Carvalhido, Arnaldo Versiani e Ricardo Lewandowski.
Guardo-as por cautela, mas deixo no ar a pergunta:
O que terá movido os cinco ministros a prover a referida sentença?
Logo depois do julgamento alguém me perguntou o que estava sentindo depois dessa decisão, eu respondi:
- Vergonha, por eles, pela justiça do meu país.
O autor escreve sobre política no site www.chicobruno.com.br